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- Paciente relata
- Associado a
- Comorbidades:
- Medicações em uso:
- Alergia:
- atendimento realizado por Dr Eduardo Carvalho CRM 286111
- exame físico:
- Bom estado geral, consciente e orientado, normocorado, hidratado, afebril, eupneico,
- Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios
- Abdome plano, flácido, indolor a palpação
- Força muscular preservada globalmente, extremidades livres, sem edemas.
- neuro: Glasglow 15, Paciente vigil, orientado em tempo e espaço. À inspeção, ausência de rigidez de nuca. Pesquisa de sinais de irritação meníngea negativa: Sinais de Kernig e Brudzinski ausentes. Sem déficits motores ou sensitivos aparentes. Reflexos fotomotores preservados e simétricos.
- oroscopia: apresenta mucosa oral corada e hidratada. Fauces livres, com sinais inflamatórios. Tonsilas palatinas de volume normal, com hiperemia sem exsudatos. Úvula centrada e pilares amigdalianos íntegros.
- BEG, LOTE, EUPNEICA, ACIANOTICA E HIDRATADA
- AP: MVF S/RA
- ACV: RCR 2T BNF
- ABDOME: BLANDO RHA +
- MMII: SEM SINAIS DE TVP E SEM EDEMA
- OROSCOPIA: MUCOSAS CORADAS E HIDRATADAS, FAUCES LIVES, HIPEREMIADAS. AMIGDALAS DE VOLUME NORMAL, SEM EXUDADO, UVULA CENTRADA
- Prescrevo receita para casa
- Oriento sinais de alarme, em caso deste, retorno imediato .
- Oriento sobre medidas e cuidados específicos relacionados ao diagnostico.
- Oriento que se persistência ou piora do quadro, retorno imediato
- Orientações gerais
- Paciente ciente e de acordo
- ASS: DR EDUARDO CARVALHO CRM 286111
- Uso Oral
- 1 ) OMEPRAZOL 20mg
- Tomar 01 cp via oral em jejum pela manhã por 10 dias
- 2 ) ENTEROGERMINA frasco
- Tomar 01 frasco de 12/12h por 05 dias
- 3 ) ONDANSETRONA 8mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h se náusea ou vômito
- 4 ) ESCOPOLAMINA + DIPIRONA (10mg + 250mg)
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor abdominal ou febre
- 5 ) SAIS DE REIDRATAÇÃO ORAL
- Diluir 01 sachê em 1L de água e beber ao longo do dia + 300 ml apos a cada evauação ou vômito.
- Oriento sinais de alarme, em caso deste, retorno imediato
- Oriento que se persistência ou piora do quadro, retorno imediato
- Orientações gerais
- Paciente ciente e de acordo
- ASS: DR EDUARDO CARVALHO CRM 286111
- >>>>>>>>>>URETRITE DST
- Realizo acolhimento, informo sobre a importancia do presevativo bem como seu uso. Prescrevo tratamento para uretrite com ceftriaxona 500 mg IM DU e Azitromicina 1g DU, solicito rastreio para HIV, SIFILIS, HVB, HVC. Indico seguimento ambulatoria.
- Também aconselho e informo ao paciente sobre a necessidade de comunicar parceiro sobre seu diagnostico, afim a pessoa envolvida possar realiza o devido tratamento e rastreio.
- Prescrevo receita para casa
- Oriento sinais de alarme, em caso deste, retorno imediato
- Oriento que se persistência ou piora do quadro, retorno imediato
- Orientações gerais
- Paciente ciente e de acordo
- ASS: DR EDUARDO CARVALHO CRM 286111
- >>>> DOR <<<<<
- Uso oral
- 1. Dipirona 1 g --- 1 cx
- Tomar 01 comprimidos de 06/06 horas se dor ou febre
- 2. Ibuprofeno 600 mg ---- 1 cx
- Tomar 01 comprimido de 08/08 horas por 3 a 5 dias
- >> CEFALEIA <<<
- Uso oral
- 1. Dipirona 500 mg --- 1 cx
- Tomar 02 comprimidos de 06/06 horas se dor ou febre
- 2. Ibuprofeno 600 mg ---- 1 cx
- Tomar 01 comprimido de 08/08 horas por 3 a 5 dias
- 3. Plasil 10 mg --- 1 cx
- Tomar 01 comprimido de 08/08 horas se enjoo
- >>>> FARINGITE <<<<
- Uso oral
- 1. Dipirona 500 mg --- 1 cx
- Tomar 02 comprimidos de 06/06 horas se dor ou febre
- 2. Prednisona 20 mg --- 5 cp
- Tomar 01 comprimido pela manhã, por 5 dias
- 3. Amoxicilina 500 mg --- 1 cx
- Tomar 01 comprimido de 08/08 horas, por 7 dias
- >>> RINITE <<<
- Uso oral
- 1. Dipirona 500 mg --- 1 cx
- Tomar 02 comprimidos de 06/06 horas se dor ou febre
- 2. Ibuprofeno 600 mg ---- 1 cx
- Tomar 01 comprimido de 08/08 horas por 3 a 5 dias
- 3. Alektos --- 1 cx
- Tomar 01 comprimido ao dia
- Uso inalatório
- 1. Nasonex --- 1fr
- Aplicar 01 jato em cada narina, de 12/12h
- # Lavagem nasal com soro fisiológico 0,9% 3 a 4x ao dia
- >>> DIARRÉIA <<<
- Uso oral
- 1. Buscopam composto --- 1 cx
- Tomar 01 comprimido de 06/06h, se dor de barriga
- 2. Vonau 4 mg --- 1 cx
- Tomar 01 comprimido de 08/08 horas, se náuseas
- 3. Soro de reidratação oral --- 1 L
- Tomar 200 ml após cada evacuação. Tentar pelo menos 01 litro ao dia.
- 4. Repolofr 200 mg -- 1 cx
- 01 comprimido de 12/12 horas por 03 dias
- >>> CISITE <<<
- Uso oral
- 1. Dipirona 500 mg --- 1 cx
- Tomar 02 comprimidos de 06/06 horas se dor ou febre
- 2. Ibuprofeno 600 mg ---- 1 cx
- Tomar 01 comprimido de 08/08 horas por 3 a 5 dias
- 3. Nitrofurantoína 100 mg --- 1 cx
- Tomar 01 comprimido de 06/06 horas por 7 dias
- DRIVE DE PRESCRIÇÕES MÉDICAS (PS ADULTO)
- Seja bem vindo(a) ao seu Drive guia ao longo dos plantões. Esse material vai te acompanhar por uma longa jornada e espero que faça ótimo proveito. Foi
- preparado com muito carinho, embasamento, estudo e principalmente prática no PS do dia a dia.
- Abaixo você encontrará instruções de como utilizar seu drive (PDF arquivo), como pesquisar e como aplicar no dia a dia este material.
- Bom plantão.
- Esse material foi criado como ferramenta prática, direta e organizada, para ajudar você no atendimento rápido e seguro dos principais quadros clínicos do PS.
- Você encontrará, em cada comorbidade:
- Receitas prontas para casa
- Prescrição na unidade (EV/IM)
- 1. Comando de busca (Ctrl + F ou Command + F)
- Digite o nome da doença (ex: “asmaˮ, “dorˮ, “ituˮ).
- 2. Busque também por sintomas ou medicamentos
- (ex: “febreˮ, “ondansetronaˮ, “cólicaˮ, etc.)
- 3. Salve o PDF no seu celular ou no computador
- Dica: Use um app de PDF com função de “favoritosˮ ou “anotaçõesˮ (ex: Adobe Acrobat, Xodo, GoodNotes), ou use em Arquivos (Iphone)
- ⚠ IMPORTANTE:
- Adapte sempre à realidade do paciente (idade, alergias, comorbidades, peso e contexto clínico).
- Reforce as orientações verbais – o paciente precisa saber quando voltar, o que observar e como tomar.
- Este drive não substitui o raciocínio clínico. Ele é um apoio, mas quem decide é você.
- PRESCRIÇÕES EM ORDEM ALFABÉTICA
- 1. ABSCESSO / FURÚNCULO
- 2. AMIGDALITE
- 3. ANEMIA FERROPRIVA SINTOMÁTICA
- 4. ASMA AGUDA LEVE/ MODERADA
- 5. CANDIDÍASE VAGINAL / CORRIMENTO
- 6. CERUME IMPACTADO / CERA
- 7. CEFALEIA TENSIONAL / CEFALEIA / DOR DE CABEÇA
- 8. CÓLICA BILIAR / LITÍASE BILIAR / PEDRA NOS RINS
- 9. CONJUNTIVITE
- 10. CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL
- 11. CRISE CONVULSIVA / EPILEPSIA
- 12. CRISE HIPERTENSIVA
- 13. DENGUE
- 14. DERMATITE DE CONTATO / REAÇÃO ALÉRGICA LEVE
- 15. DERMATITE SEBORREICA LEVE
- 16. DERMATOFITOSE INTERDIGITAL / PÉ DE ATLETA
- 17. DPOC EM EXACERBAÇÃO
- 18. DOR MUSCULAR / LOMBALGIA / ALGIA
- 19. ENTEROBÍASE / INFESTAÇÃO POR OXIÚROS
- 20. ENXAQUECA / MIGRÂNEA
- 21. ESCABIOSE / SARNA
- 22. ERISIPELA
- 23. ESCORIAÇÕES / FERIDAS LEVES
- 24. FARINGITE VIRAL / FARINGOAMIGDALITE VIRAL
- 25. FEBRE SEM SINAIS LOCALIZATÓRIOS
- 26. GASTRITE / DRGE / DISPEPSIA / DOR NO ESTÔMAGO
- 27. GECA (GASTROENTERITE AGUDA)
- 28. HEMORRAGIA NASAL / EPISTAXE LEVE
- 29. HEMORROIDA
- 30. HERPES SIMPLES
- 31. HIPERGLICEMIA / DESCOMPENSAÇÃO DO DM2
- 32. HIPERTENSÃO ARTERIAL DESCOMPENSADA
- 33. HIPOGLICEMIA SINTOMÁTICA
- 34. IMPETIGO
- 35. INFECÇÃO DE URINA – ITU
- 36. INSÔNIA LEVE/MODERADA
- 37. INTOXICAÇÃO ALIMENTAR LEVE
- 38. LABIRINTITE
- 39. MOLUSCO CONTAGIOSO
- 40. NEFROLITÍASE / CÓLICA RENAL
- 41. OTITE EXTERNA
- 42. OTITE MÉDIA AGUDA
- 43. PEP / PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO SEXUAL
- 44. PICADA DE INSETO COM REAÇÃO INFLAMATÓRIA LOCAL
- 45. PNEUMONIAS / PNEUMONIA / BRONCOPNEUMONIA / BCP
- 46. PSORÍASE LEVE
- 47. QUEIMADURA SOLAR LEVE
- 48. RINITE ALÉRGICA
- 49. SÍNDROME ANSIOSA / CRISE DE ANSIEDADE LEVE
- 50. SÍNDROME GRIPAL VIRAL SIMPLES
- 51. SINUSITE AGUDA
- 52. TÉTANO – CONDUTA PARA FERIMENTOS
- 53. TINEA – MICOSE DE PELE OU COURO CABELUDO
- 54. TOSSE SECA PERSISTENTE
- 55. URTICÁRIA AGUDA
- 56. VARIZES DOS MEMBROS INFERIORES
- 57. VACINAÇÃO ANTITETÂNICA
- >>>> ABSCESSO/FURÚNCULO (L02.4)
- USO ORAL
- 1) CEFALEXINA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h por 10 ou 14 dias Ou
- 1) CLINDAMICINA 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 10 ou 14 dias
- 2) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- 3) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- USO TÓPICO
- 1) MUPIROCINA 20mg/g
- Aplicar em região afetada 3x ao dia por 10 dias
- NA UNIDADE:
- drenagem (se flutuação ou se julgar necessário) + analgesia com Dipirona 01 amp IM
- >>>> AMIGDALITE (J03.9)
- USO ORAL
- 1) AMOXICILINA + CLAVULANATO (500mg+125mg)
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 07 dias
- 2) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- 3) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- NA UNIDADE:
- Penicilina G benzatina 1.2M UI IM dose única + sintomáticos pra casa
- ANEMIA FERROPRIVA SINTOMÁTICA (D50.0)
- USO ORAL
- 1) SULFATO FERROSO 120MG (COMPRIMIDO) CX
- TOMAR 1 CP VO DE 12/12H POR NO MÍNIMO 3 MESES
- >>>> ASMA AGUDA LEVE/ MODERADA (J45.0)
- USO ORAL
- 1 ) PREDNISONA 20mg ——— 1 cx
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- 2 ) SALBUTAMOL Xarope 2mg/5mL ——— 1 frasco Tomar 5mL via oral de 8/8h por 05 dias
- (Opção comum para crianças ou adultos sem acesso ao inalador)
- USO INALATÓRIO
- 1 ) SALBUTAMOL SPRAY 100mcg/jato
- Inalar 2 jatos de 6/6h, por até 5 dias. Usar com espaçador.
- >>>> CANDIDÍASE VAGINAL / CORRIMENTO (B37.3)
- USO ORAL
- 1 ) FLUCONAZOL 150mg
- Tomar 01 cp via oral em dose única
- USO TÓPICO
- 2 ) NISTATINA creme vaginal
- Aplicar 01 aplicador por via vaginal à noite por 07 dias
- >>>> CERUME IMPACTADO / CERA (H61.2)
- USO OTOLÓGICO
- 1 ) CERUMIN
- Aplicar 05 gotas em ouvido afetado, manter posição deitada com o ouvido para cima por 05 minutos, de 8/8h por 05 dias
- CEFALEIA TENSIONAL / CEFALEIA / DOR DE CABEÇA (G44.2)
- USO ORAL
- 1 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor
- 2 ) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- >>>> CÓLICA BILIAR / LITÍASE BILIAR / PEDRA NOS RINS (K80.2)
- USO ORAL
- 1 ) BUSCOPAN COMPOSTO
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor abdominal ou febre
- 2 ) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- 3 ) TRAMADOL 50mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h se dor intensa e refratária a analgésicos comuns
- 4 ) ONDANSETRONA 8mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h se náuseas ou vômitos
- NA UNIDADE:
- 1 ) Dipirona 01 amp + Buscopan Composto 01 amp em SF 0,9% 100 mL EV
- SE PERSISTIR, REPETIR MAIS UMA RODADA DA PRESCRIÇÃO ACIMA. SE MESMO ASSIM PERSISTIR:
- 1 ) TRAMADOL 1 AMP EM SF 0,9% 100ML EV
- >>>> CONJUNTIVITE (H10.9)
- USO OFTÁLMICO
- 1 ) TOBRAMICINA 0,3%
- Aplicar 02 gotas no olho afetado de 6/6h por 05 dias
- Orientações
- 1 ) Fazer compressas frias por 20 minutos no olho afetado
- 2 ) Evitar coçar os olhos e não usar soro fisiológico para lavar
- 3 ) Suspender o uso de lentes de contato durante o tratamento
- >>>> CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL (K59.0)
- USO ORAL
- 1 ) LACTULONA xarope
- Tomar 15 mL via oral 1x ao dia. Pode aumentar até 30 mL/dia conforme resposta
- 2 ) ÓLEO MINERAL
- Tomar 15 mL via oral de 8/8h por até 07 dias se fezes endurecidas
- Orientações
- 1 ) Aumentar a ingestão de água (mínimo 2L/dia)
- 2 ) Aumentar fibras (frutas, verduras e cereais integrais)
- 3 ) Praticar atividade física regular
- 4 ) Evitar segurar vontade de evacuar
- NA UNIDADE (SE NECESSÁRIO):
- FOSFATO DE SÓDIO (FLEET ENEMA) Aplicar 01 enema por via retal, dose única.
- >>>> CRISE CONVULSIVA / EPILEPSIA (G40.9)
- Na unidade (se crise ativa ou pós-crise):
- 1 ) DIAZEPAM 10mg (retal ou EV)
- Administrar 01 ampola via retal ou EV, dose única 2 ) OXIGÊNIO
- Administrar com máscara, se saturação 94%
- Uso Oral (pós-crise, se paciente não for epiléptico conhecido):
- 1 ) OBSERVAÇÃO E ENCAMINHAMENTO para neurologista (sem iniciar antiepiléptico sem histórico confirmado)
- >>>> CRISE HIPERTENSIVA (I10 + R03.0)
- USO ORAL
- 1 ) CAPTOPRIL 25mg
- Tomar 01 cp via oral. Repetir em 1h se pressão não reduzir 2 ) FUROSEMIDA 40mg
- Tomar 01 cp via oral, se houver congestão ou edema
- Na unidade
- 1 ) CAPTOPRIL 25mg SL
- Administrar 01 cp sublingual, monitorar PA a cada 15 min
- Orientações
- 1 ) Manter uso correto dos anti-hipertensivos
- 2 ) Retorno com clínico ou cardiologista para ajuste medicamentoso
- >>>> DENGUE (A90)
- USO ORAL
- 1 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre 2 ) ONDANSETRONA 8mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h se náuseas ou vômitos 3 ) ENTEROGERMINA frasco
- Tomar 01 frasco de 12/12h por 05 dias 4 ) SRO
- Diluir 01 sachê em 1L de água e beber ao longo do dia
- Orientações
- – Não usar anti-inflamatórios (ibuprofeno, diclofenaco, cetoprofeno, nimesulida, etc)
- – Hidratação vigorosa (mínimo 80 mL/kg/dia)
- – Alimentação leve (caldos, sucos, água de côco). Não tomar refrigerantes, sucos artificiais, gorduras como salgadinho e alimentos pesados.
- – Retorno se: sangramentos, dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sonolência
- – Se febre persistir mesmo com dipirona, intercalar com paracetamol
- Na unidade
- 1 ) Dipirona 01 amp + Ondansetrona 01 amp em SF 0,9% 250 mL EV
- >>>> DERMATITE DE CONTATO / REAÇÃO ALÉRGICA LEVE (L23.9)
- USO ORAL
- 1 ) LORATADINA 10mg (bilastina )
- Tomar 01 cp via oral à noite por 07 dias
- USO TÓPICO
- 2 ) DEXCLORFENIRAMINA + BETAMETASONA creme
- Aplicar fina camada na região afetada 2x ao dia por 07 dias
- >>>> DERMATITE SEBORREICA LEVE (L21.0)
- Uso Tópico
- 1 ) CETOCONAZOL shampoo 2%
- Aplicar no couro cabeludo 3x por semana, deixar agir por 5 minutos e enxaguar, por 4 semanas
- 2 ) HIDROCORTISONA creme 1%
- Aplicar fina camada 2x/dia nas áreas acometidas por 5 dias
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se queixa de dor ou prurido intenso)
- >>>> DERMATOFITOSE INTERDIGITAL / PÉ DE ATLETA (B35.3)
- Uso Tópico
- 1 ) CLOTRIMAZOL creme
- Aplicar fina camada 2x/dia por 14 dias
- Orientações
- * Manter pés secos e arejados
- * Trocar meias diariamente
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se dor local intensa)
- >>>> DPOC EM EXACERBAÇÃO (J44.1)
- Uso Oral
- 1 ) PREDNISONA 20mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- 2 ) AZITROMICINA 500mg
- Tomar 01 cp via oral 1x/dia por 05 dias
- Inalatória (se disponível para casa):
- 3 ) SALBUTAMOL spray
- Inalar 02 jatos de 6/6h com espaçador
- Na unidade
- 1 ) Inalação com 5 gotas de Fenoterol + 5 gotas de Brometo de Ipratrópio em 5 mL de SF 0,9%
- 2 ) Hidrocortisona 100mg EV ou IM
- >>>> DOR MUSCULAR / LOMBALGIA / ALGIA (M54.5)
- Uso Oral
- 1 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor
- 2 ) DICLOFENACO SÓDICO 50mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 05 dias
- 3 ) CICLOBENZAPRINA 10mg
- Tomar 01 cp via oral 2h antes de dormir por 05 dias
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM + DICLOFENACO 75mg IM, dose única
- >>>> ENTEROBÍASE / INFESTAÇÃO POR OXIÚROS (B80)
- Uso Oral
- 1 ) ALBENDAZOL 400mg
- Tomar dose única via oral e repetir após 14 dias
- Orientações
- * Lavar roupas de cama e higiene pessoal
- * Tratar todos os contatos domiciliares
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se prurido anal intenso)
- >>>> ENXAQUECA / MIGRÂNEA (G43.9)
- Uso Oral
- 1 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor
- 2 ) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- 3 ) NARATRIPTANA 2,5mg
- Tomar 01 cp via oral ao sinal de dor intensa. Pode repetir em 4h se necessário. Máximo: 2 cp/dia
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM + DECADRON 4mg IM + ONDANSETRONA 01 amp IM
- >>>> ESCABIOSE / SARNA (B86)
- Uso Tópico
- 1 ) PERMETRINA 5% creme
- Aplicar à noite da cabeça aos pés, deixar agir por 8-12h e remover no banho pela manhã. Repetir após 7 dias
- Uso Oral (casos extensos ou falha do tópico)
- 2 ) IVERMECTINA 6mg
- Tomar 3 comprimidos VO em dose única. Repetir após 7 dias
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se prurido generalizado intenso)
- >>>> ERISIPELA (A46)
- Uso Oral
- 1 ) CEFALEXINA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h por 10 dias
- 2 ) DIPIRONA 1g
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h se dor ou febre
- 3 ) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 05 dias
- Uso Tópico
- 4 ) NEOMICINA + BACITRACINA pomada
- Aplicar fina camada na região afetada 3x/dia
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM + CEFTRIAXONA 1g IM
- >>>>>>>>>>>MEDICAMENTO
- GRIPE:
- RESFENOL Paracetamol 400mg + Fenilefrina 4mg + Clorfeniramina 4mg
- tomar 1 comp de 6/6h durante 3 dias
- OU BENGRIPE
- CIATALGIA: ALGINAC
- ANTIALERGICO: KOIDE D
- >>>> ESCORIAÇÕES / FERIDAS LEVES (S00.8)
- Uso Tópico
- 1 ) SULFADIAZINA DE PRATA creme
- Aplicar fina camada na lesão 1 a 2x ao dia até cicatrização 2 ) SF 0,9%
- Lavar o local 2x ao dia antes da aplicação da pomada
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM, dose única para analgesia local
- >>>> FARINGITE VIRAL / FARINGOAMIGDALITE VIRAL (J02.9)
- Uso Oral
- 1 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- 2 ) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 03 dias
- 3) Neopiridin Spray (4mg/ml + 0,5mg/ml)
- usar de 4/4h
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM + ORIENTAR repouso, hidratação e evitar antibiótico desnecessário
- >>>> FEBRE SEM SINAIS LOCALIZATÓRIOS (R50.9)
- Uso Oral
- 1 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se febre ou dor
- 2 ) HIDRATAÇÃO ORAL com água ou SRO
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM
- Uso Oral
- 1 ) OMEPRAZOL 20mg
- Tomar 01 cp via oral em jejum pela manhã por 30 dias
- 2 ) BROMOPRIDA 10mg
- Tomar 01 cp via oral 3x ao dia, 30 min antes das refeições
- 3 ) ESCOPOLAMINA + DIPIRONA (10mg + 250mg)
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor abdominal
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM + ONDANSETRONA 8mg IM
- >>>> GECA (GASTROENTERITE AGUDA) (A09)
- Uso Oral
- 1 ) OMEPRAZOL 20mg
- Tomar 01 cp via oral em jejum pela manhã por 10 dias
- 2 ) ENTEROGERMINA frasco
- Tomar 01 frasco de 12/12h por 05 dias
- 3 ) ONDANSETRONA 8mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h se náusea ou vômito
- 4 ) ESCOPOLAMINA + DIPIRONA (10mg + 250mg)
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor abdominal ou febre
- 5 ) SAIS DE REIDRATAÇÃO ORAL
- Diluir 01 sachê em 1L de água e beber ao longo do dia
- Se diarreia com sangue, febre ou dor em pontada:
- 6 ) CIPROFLOXACINO 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM + ONDANSETRONA 8mg IM
- >>>> HEMORRAGIA NASAL / EPISTAXE LEVE (R04.0)
- Uso Local
- 1 ) SF 0,9% gelado
- Instilar no nariz e fazer compressão nasal por 10 minutos
- 2 ) NAFAZOLINA spray nasal
- Aplicar 1 jato em cada narina de 8/8h por até 03 dias
- Na unidade
- 1 ) Compressão com algodão embebido em SF gelado + NAFAZOLINA spray
- >>>> HEMORROIDA (I84.9)
- Uso Oral
- 1 ) ÓLEO MINERAL
- Tomar 15 mL via oral de 8/8h 2 ) DAFLON (450mg + 50mg)
- Tomar 01 cp via oral de 4/4h por 04 dias, depois 6/6h por 03 dias, depois 12/12h por 03 meses
- 3 ) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- 4 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- Uso Tópico
- 5 ) PROCTYL pomada
- Aplicar fina camada na região anal de 2-3x/dia
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM + DECADRON 4mg IM
- >>>> HERPES SIMPLES (B00.9)
- Uso Oral
- 1 ) ACICLOVIR 400mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 07 dias (se gestante: 5 dias)
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se dor intensa local)
- >>>> HIPERGLICEMIA / DESCOMPENSAÇÃO DO DM2 (E11.9)
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se queixa de dor)
- 2 ) SF 0,9% EV em 500 mL (caso de desidratação moderada)
- 3 ) investigar causas secundárias ou aderência do paciente ao tratamento
- >>>> HIPERTENSÃO ARTERIAL DESCOMPENSADA (I10)
- Na unidade
- 1 ) CAPTOPRIL 25mg VO + DIPIRONA 1g IM
- 2 ) FUROSEMIDA 40mg tomar 01 cp via oral se houver congestão ou edema (avaliar se paciente é renal)
- 3 ) retorno em 1h para reavaliar
- >>>> HIPOGLICEMIA SINTOMÁTICA (E16.2)
- Na unidade
- 1 ) GLICOSE 50% EV (01 ampola 20mL) em infundido lento (10-15min) diluída em 100mL de SF 0,9% EV (se paciente sintomático - tremores, queda de nível de consciência, sudorese).
- >>>> IMPETIGO (L01.0)
- Uso Oral
- 1 ) CEFALEXINA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h por 07 dias
- Uso Tópico
- 2 ) MUPIROCINA pomada
- Aplicar fina camada nas lesões 3x ao dia por 07 dias
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se dor local)
- >>>> INFECÇÃO DE URINA – ITU (N39.0)
- Uso Oral
- 1 ) NITROFURANTOÍNA 100mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h por 07 dias ou
- 1 ) CIPROFLOXACINO 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 07 dias
- 2 ) FENAZOPIRIDINA 200mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 03 dias
- 3 ) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 05 dias
- Se pielonefrite:
- 4 ) CEFTRIAXONA 1g IM, dose única
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM + CEFTRIAXONA 1g IM
- >>>> INSÔNIA LEVE/MODERADA (G47.0)
- Uso Oral
- 1 ) PASSIFLORA (extrato seco) 200mg
- Tomar 01 cp via oral à noite, 30 minutos antes de dormir
- 2 ) MELISSA + VALERIANA (fitoterápico composto) Tomar 01 cp via oral à noite, se necessário
- Na unidade
- Não aplicável
- >>>> INTOXICAÇÃO ALIMENTAR LEVE (T62.9 / A05.9)
- Uso Oral
- 1 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- 2 ) METOCLOPRAMIDA 10mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h se náusea ou vômito, por até 3 dias
- 3 ) SORO CASEIRO ou REIDRATANTE ORAL
- Ingerir por via oral após cada evacuação líquida
- Na unidade
- 1 ) METOCLOPRAMIDA 10mg IM (se náusea ou vômito ativo)
- LABIRINTITE (H81.0)
- Uso Oral
- 1 ) MECLIZINA 25mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h por 07 dias
- 2 ) DRAMIN
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h se náusea ou vômito
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM + ONDANSETRONA 8mg IM
- >>>> MOLUSCO CONTAGIOSO (B08.1)
- Conduta Geral
- * Orientar conduta expectante (resolução espontânea em 6 a 12 meses)
- * Evitar manipulação das lesões e compartilhar toalhas/objetos
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se dor local)
- * Encaminhar para dermatologia se lesões extensas ou infeccionadas
- >>>> NEFROLITÍASE / CÓLICA RENAL (N20.0)
- Uso Oral
- 1 ) ESCOPOLAMINA + DIPIRONA (10mg + 250mg)
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor
- 2 ) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 05 dias
- 3 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor
- 4 ) BROMOPRIDA 10mg
- Tomar 01 cp via oral 3x/dia se náusea
- 5 ) HIDRATAÇÃO oral vigorosa com água
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA + ESCOPOLAMINA 1AMP , ONDANSETRONA 01 AMP EM 100ML DE SF 0,9%
- 2 ) REAVALIAR EM 1H
- >>>> OTITE EXTERNA (H60.3)
- Uso Oral
- 1 ) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 05 dias
- 2 ) CEFALEXINA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h por 07 dias
- Uso Tópico
- 3 ) OTOSPORIN (ou similar com Polimixina B + Neomicina + Hidrocortisona) Instilar 3 gotas no ouvido afetado 3x/dia por 07 dias
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA + DECADRON 1AMP CADA IM
- >>>> OTITE MÉDIA AGUDA (H66.0)
- Uso Oral
- 1 ) AMOXICILINA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 10 dias
- 2 ) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 05 dias
- 3 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA + DECADRON 1AMP CADA IM
- >>>> PEP / PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO SEXUAL (Z20.2)
- Uso Oral (por 28 dias)
- 1 ) TENOFOVIR 300mg + LAMIVUDINA 300mg
- Tomar 01 cp via oral 1x/dia 2 ) DOLUTEGRAVIR 50mg
- Tomar 01 cp via oral 1x/dia
- Encaminhar o paciente ao SAE/CTA para seguimento
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se dor associada)
- 2 ) Início imediato do esquema acima, se disponível
- Uso Oral
- 1 ) DEXCLORFENIRAMINA 0,5mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 05 dias 2 ) PREDNISONA 20mg
- Tomar 01 cp via oral 1x/dia por 03 dias 3 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- Na unidade
- 1 ) HIDROCORTISONA 100mg IM + DIPIRONA 1g IM
- Prescrição 01: Indicado para pacientes com pneumonia adquirida na comunidade e sem fatores de risco para resistência bacteriana. Ideal em casos de intolerância ou contraindicação a betalactâmicos.
- Uso Oral
- 1 ) AZITROMICINA 500mg
- Tomar 01 cp via oral uma vez ao dia por 05 dias
- 2 ) PREDNISONA 20mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- 3 ) AMBROXOL 6mg/mL
- Tomar 05mL de 8/8h por 05 dias
- 4 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- Prescrição 02: Preferível em casos de pneumonia adquirida na comunidade com suspeita de infecção por Streptococcus pneumoniae ou outras bactérias susce}veis. Indicado também para pacientes com risco de infecção por Haemophilus influenzae.
- USO ORAL
- 1 ) AMOXICILINA + CLAVULANATO (500mg+125mg)
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 07 dias
- 2 ) PREDNISONA 20mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- 3 ) AMBROXOL 6mg/mL
- Tomar 05mL de 8/8h por 05 dias
- 4 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- Prescrição 03: Combinação indicada para pacientes com pneumonia adquirida na comunidade, especialmente quando existe suspeita de infecção por
- Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae ou Legionella pneumophila.
- A claritromicina pode ser usada como alternayva em caso de alergia à penicilina. Neste caso, realizar a seguinte prescrição:
- USO ORAL
- 1 ) AMOXICILINA + CLAVULANATO (500mg+125mg)
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 07 dias
- 2 ) CLARITROMICINA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 07 dias
- 3 ) PREDNISONA 20mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- 4 ) AMBROXOL 6mg/mL
- Tomar 05mL de 8/8h por 05 dias
- 5 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- Prescrição 04: Indicado para pacientes com pneumonia grave, ou em casos onde há suspeita de
- resistência a anybióycos de primeira linha (ex: Streptococcus pneumoniae resistente à penicilina ou Pseudomonas aeruginosa). Preferível em pacientes com comorbidades, como diabetes,
- doenças pulmonares crônicas ou imunossupressão. (Mesma imagem uylizada no exemplo anterior + correlação clínica com o exemplo acima) Dito isso, prescrever:
- USO ORAL
- 1. LEVOFLOXACINO 750mg
- Tomar 01 cp via oral uma vez ao dia por 07 dias
- 2. PREDNISONA 20mg
- Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 05 dias
- 3. AMBROXOL 6mg/mL
- Tomar 05mL de 8/8h por 05 dias
- 4. DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- >>>> PSORÍASE LEVE (L40.0)
- Uso Tópico
- 1 ) ÁCIDO SALICÍLICO + UREIA creme
- Aplicar fina camada 2x/dia sobre as placas 2 ) HIDROCORTISONA creme
- Aplicar 2x/dia nas áreas afetadas por 5 a 7 dias
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se dor associada intensa)
- QUEIMADURA SOLAR LEVE (L55.0)
- Uso Tópico
- 1 ) SULFADIAZINA DE PRATA creme
- Aplicar fina camada nas áreas afetadas 2x/dia por 5 dias
- 2 ) NEOMICINA + BACITRACINA pomada
- Alternativa para pequenas lesões, aplicar 2x/dia
- Uso Oral
- 3 ) IBUPROFENO 300mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 03 dias
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM
- 2 ) ORIENTAR medidas de hidratação e proteção solar
- >>>>>>>> NASOFARINGITE
- PACIENTE REFERE QUADRO DE TOSSE SECA QUE SE INTENSIFICA PELA A NOITE, ASSOCIADO A CORIZA, ODINOFAGIA E MIALGIAS DIFUSAS, COM EVOLUÇÃO DE 3 DIAS. NEGA FEBRE E OUTRO SINTOMAS.
- NEGA COMORBIDAES
- NEGA ALEGIAS
- NEGA USO DE MEDICAMENTO CONTINUO
- >>>> RINITE ALÉRGICA (J30.9)
- Uso Oral
- 1 ) LORATADINA 10mg
- Tomar 01 cp via oral 1x/dia por 07 dias
- Uso Tópico
- 2 ) SORO FISIOLÓGICO nasal 0,9%
- Instilar 3-5 gotas em cada narina, 3x/dia
- Na unidade
- 1 ) DEXCLORFENIRAMINA 5mg IM (se crise alérgica intensa)
- SÍNDROME ANSIOSA / CRISE DE ANSIEDADE LEVE (F41.0)
- Uso Oral
- 1 ) PASSIFLORA EXTRATO SECO 200mg
- Tomar 01 cp via oral 2x/dia
- 2 ) VALERIANA + MELISSA (fitoterápico composto) Tomar 01 cp via oral à noite, se necessário
- Na unidade
- 1 ) DIAZEPAM 5mg IM (se crise aguda com agitação)
- SÍNDROME GRIPAL VIRAL SIMPLES (J11.1)
- Uso Oral
- 0) RESFENOL Paracetamol 400mg + Fenilefrina 4mg + Clorfeniramina 4mg
- tomar 1 comp de 6/6h durante 3 dias
- 1 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 02 cp via oral de 6/6h se febre ou dor
- 2 ) LORATADINA 10mg bilastina
- Tomar 01 cp via oral 1x/dia por 05 dias
- 3 ) IBUPROFENO 600mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 03 dias
- # Lavagem nasal com soro fisiológico 0,9% 3 a 4x ao dia
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM + ORIENTAR repouso e hidratação oral
- SINUSITE AGUDA (J01.9)
- Uso Oral
- 1 ) AMOXICILINA 500mg + CLAVULANATO 125mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por 10 dias
- 2 ) LORATADINA 10mg ( bilastina)
- Tomar 01 cp via oral 1x/dia por 07 dias
- 3 ) DIPIRONA 500mg
- Tomar 01 cp via oral de 6/6h se dor ou febre
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM + LAVAGEM NASAL com SF 0,9%
- >>>> TÉTANO – CONDUTA PARA FERIMENTOS (A35)
- Conduta na unidade
- 1 ) LIMPEZA E DEBRIDAMENTO da ferida com SF 0,9% + PVPI
- 2 ) VACINA dT IM (se esquema vacinal incompleto ou desconhecido)
- 3 ) IMUNOGLOBULINA ANTITETÂNICA IM (se ferimento de alto risco e esquema vacinal incerto)
- Orientações
- * Encaminhar para continuidade da vacinação no posto
- * Avaliar antibioticoterapia se sinais de infecção local
- Uso Tópico
- 1 ) CLOTRIMAZOL creme
- Aplicar 2x/dia nas lesões por 14 dias
- Uso Oral (casos extensos ou couro cabeludo)
- 2 ) GRISEOFULVINA 500mg
- Tomar 01 cp via oral 1x/dia por 30 dias
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se prurido ou dor local intensa)
- >>>> TOSSE SECA PERSISTENTE (R05)
- Uso Oral
- 1 ) BENZONATATO 100mg
- Tomar 01 cp via oral de 8/8h por até 5 dias
- 2 ) LORATADINA 10mg
- Tomar 01 cp via oral 1x/dia por 07 dias
- 3 ) SORO FISIOLÓGICO 0,9%
- Instilar em narinas 3x/dia
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se dor torácica associada à tosse)
- >>>> URTICÁRIA AGUDA (L50.9)
- Uso Oral
- 1 ) LORATADINA 10mg
- Tomar 01 cp via oral 1x/dia por 07 dias 2 ) PREDNISONA 20mg
- Tomar 01 cp via oral 1x/dia por 03 dias
- Na unidade
- 1 ) HIDROCORTISONA 100mg IM + DEXCLORFENIRAMINA 5mg IM
- >>>> VARIZES DOS MEMBROS INFERIORES (I83.9)
- Uso Oral
- 1 ) FLAVONÓIDE (DAFLON® 500mg ou similar) Tomar 01 cp via oral de 12/12h por 30 dias
- Uso tópico (se dor local):
- 2 ) NITRATO DE MICONAZOL + HEPARINA (ex: Hirudoid®)
- Aplicar fina camada 2x/dia nas pernas
- Na unidade
- 1 ) DIPIRONA 1g IM (se dor local intensa)
- >>>> VACINAÇÃO ANTITETÂNICA (A35)
- Na unidade
- 1 ) AVALIAR ESQUEMA VACINAL do paciente (3 doses básicas + reforços)
- 2 ) dT IM (Vacina dupla adulto)
- Aplicar em caso de ferimentos com risco ou calendário desatualizado 3 ) IMUNOGLOBULINA ANTITETÂNICA IM
- Aplicar se ferimento de risco + vacinação incompleta/desconhecida
- Orientação:
- Encaminhar paciente à UBS para continuidade de esquema vacinal completo
- PS ZERADO
- Guia de PRESCRIÇÕES
- SUMÁRIO
- SISTEMA CARDIOVASCULAR 8
- TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR 8
- TAQUICARDIA VENTRICULAR 9
- FIBRILAÇÃO ATRIAL E FLUTTER 10
- BRADIARRITMIAS 14
- SÍNDROME CORONARIANA AGUDA 15
- INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDAMENTE DESCOMPENSADA (ICAD) E EDEMA AGUDO DE PULMÃO (EAP) 18
- URGÊNCIA E EMERGÊNCIA HIPERTENSIVA 23
- DISSECÇÃO AGUDA DE AORTA 24
- TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP) E TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP) 26
- SISTEMA NERVOSO 27
- CEFALEIA PRIMÁRIA 27
- ENXAQUECA 29
- VERTIGEM 32
- TROMBÓLISE 33
- SISTEMA RESPIRATÓRIO 39
- CRISE ASMÁTICA 39
- DPOC 42
- PNEUMONIA 46
- SINTOMÁTICOS 47
- TUBERCULOSE 48
- PNEUMOTÓRAX / HEMOTÓRAX 49
- OTITE MÉDIA AGUDA 50
- RINOSSINUSITE AGUDA 57
- FARINGOAMIGDALITE 59
- EPISTAXE 60
- SISTEMA GASTROINTESTINAL 62
- NÁUSEAS E VÔMITOS 62
- DIARREIA 64
- DOENÇA HEMORROIDÁRIA 65
- HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA 67
- HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA 69
- ENCEFALOPATIA HEPÁTICA 69
- PANCREATITE AGUDA 70
- COLELITÍASE 72
- COLECISTITE 74
- COLANGITE 75
- REFLUXO GASTROESOFÁGICO 77
- DOENÇA ULCEROSA PÉPTICA 78
- ASCITE 78
- DIVERTICULITE AGUDA — NÃO COMPLICADA 80
- APENDICITE AGUDA 84
- ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO 85
- ABDOME AGUDO PERFURATIVO 86
- ABDOME AGUDO VASCULAR 89
- ABDOME AGUDO HEMORRÁGICO 91
- SISTEMA HEMATOLÓGICO 92
- ANEMIA FERROPRIVA 92
- NEUTROPENIA FEBRIL 93
- SISTEMA ENDÓCRINO METABÓLICO 95
- CETOACIDOSE DIABÉTICA (CAD) E ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR (EHH) 95
- CONTROLE GLICÊMICO
- CETOACIDOSE DIABÉTICA NA PEDIATRIA HIPOGLICEMIA
- SISTEMA GENITO-URINÁRIO 102
- INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
- CANDIDÍASE VAGINAL 105
- VAGINOSE BACTERIANA 107
- VAGINOSE CITOLÍTICA 108
- TRICOMONÍASE 108
- HERPES GENITAL 109
- URETRITE GONOCÓCICA 111
- URETRITE NÃO GONOCÓCICA 112
- URETEROLITÍASE (CÓLICA NEFRÉTICA) 113
- SISTEMA REPRODUTOR114
- ORQUIEPIDIDIMITE 114
- SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL 116
- SISTEMA OSTEOMUSCULAR 118
- LOMBALGIA MECÂNICA E TORCICOLO 118
- GOTA 120
- FRATURA EXPOSTA 120
- GOTA 124
- PSIQUIATRIA 125
- ACATISIA 125
- SÍNDROME PSICÓTICA 126
- SÍNDROME PSICÓTICA 128
- AGRESSIVIDADE E AGITAÇÃO PSICOMOTORA 129
- ANSIEDADE AGUDA E CRISE DE PÂNICO 131
- DISTÚRBIOS HIDROELETROLÍTICOS 132
- HIPERCALEMIA 132
- HIPOCALEMIA 133
- HIPONATREMIA 134
- HIPERNATREMIA 136
- HIPOCALCEMIA 137
- HIPERCALCEMIA 138
- HIPOMAGNESEMIA 138
- HIPERMAGNESEMIA 140
- INFECÇÕES141
- SÍFILIS 141
- DENGUE 142
- HERPES SIMPLES 147
- CONJUNTIVITE 149
- TÉTANO 150
- LEPTOSPIROSE 152
- SEPSE E CHOQUE SÉPTICO 154
- INFECÇÕES CUTÂNEAS 156
- BACTERIANAS SUPERFICIAIS - CELULITE E ERISIPELA 156
- BACTERIANAS PURULENTAS - FURUNCULOSE E ABSCESSO 157
- BACTERIANAS GRAVES OU PROFUNDAS - SINAIS SISTÊMICOS (INTERNAÇÃO), FATORES DE RISCO OU PROFUNDAS (FASCEÍTE) 158
- ASSOCIAR TERAPÊUTICA PARA GRAM-NEGATIVOS E ANAERÓBIOS 159
- PÉ DIABÉTICO 164
- ANAFILAXIA E ALERGIAS 165
- CHOQUE ANAFILÁTICO 165
- ADJUVANTES 166
- ALERGIAS 167
- INTOXICAÇÃO EXÓGENA 169
- DESCONTAMINAÇÃO 169
- PARACETAMOL 171
- ORGANOFOSFORADOS/CARBAMATOS 172
- COCAÍNA 172
- OPIOIDES 173
- INTOXICAÇÃO POR BENZODIAZEPÍNICOS 173
- INTOXICAÇÃO ALCOOLICA 174
- ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA 175
- CAUSAS EXTERNAS 176
- ACIDENTE OFÍDICO 178
- ESCORPIONISMO 182
- ARANEÍSMO (aranha-marrom e armadeira) 183
- HEMOCOMPONENTES 185
- CONCENTRADO DE HEMÁCIAS 185
- CONCENTRADO DE PLAQUETAS 186
- CRIOPRECIPITADO 187
- PLASMA FRESCO CONGELADO 187
- ANTIMICROBIANOS ANALGÉSICOS
- AMINAS VASOATIVAS 193
- INTUBAÇÃO 196
- Especial: GESTANTES 204
- SISTEMA CARDIOVASCULAR
- ARRITMIAS
- >>>>>>>>>>> TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR
- Estável hemodinamicamente:
- Bizus:
- Manobras vasovagais podem ser utilizadas e podem reverter o quadro sem que seja necessário o uso de medicações.
- Evitar tais manobras em pacientes com doenças pulmonares descompensadas.
- Pacientes que apresentaram bloqueio atrioventricular (AV) de qualquer grau não devem receber doses adicionais.
- Atenção: casos extremos podem evoluir com assistolia ou fibrilação ventricular.
- Adenosina (6 mg/2 mL) – 1 ampola (dose de 6 mg)
- Dose inicial: 1 ampola em bolus administrada rapidamente, seguida de flush de 20 mL de SF 0,9%, juntamente com elevação do membro em que foi administrada a medicação.
- Observação: deve-se evitar veias distais, pois a medicação tem ação rápida!
- Na ausência de resposta → dobrar a dose:
- Adenosina (6 mg/2 mL) – 2 ampolas (dose de 12 mg).
- Dose pediátrica: 0,05 a 0,1 mg/kg (dose máxima inicial: 6 mg).
- Se a reversão para ritmo sinusal não ocorrer dentro de 1 a 2 minutos, aumentar dose em 0,05 a 0,1 mg/kg. Pode ser repetida até dose única máxima de 12 mg.
- Instáveis hemodinamicamente:
- Pacientes com sinais de instabilidade devem ser submetidos à cardioversão elétrica sincronizada. Lembrar que a cardioversão é sincronizada, diferentemente da desfibrilação!
- Sinais de instabilidade: hipotensão ou sinais de choque, rebaixamento do nível de consciência, dor torácica anginosa e dispneia de origem cardíaca.
- >>>>>>>>>>> TAQUICARDIA VENTRICULAR
- Estável hemodinamicamente:
- Dose de ataque:
- Amiodarona (150 mg/3 mL) – 01 ampola (dose de 150 mg)
- Diluir 2 ampolas (300 mg) em 250 mL de SG 5% e administrar
- durante 30 minutos.
- Dose de impregnação:
- Amiodarona (150 mg/3 mL) – 6 ampolas (dose 900 mg)
- Diluir 6 ampolas em 500 mL SG 5% e administrar por infusão
- intravenosa contínua (BIC) a 34 mL/h (1 mg/min) nas primeiras 6 horas e a 17 mL/h (0,5 mg/min) nas 18 horas subsequentes.
- Bizus:
- O tratamento deve ser descontinuado em caso de aparecimento de bloqueio atrioventricular.
- Em caso de falha, pode-se recorrer à cardioversão elétrica sincronizada (CVE).
- Instáveis hemodinamicamente:
- Pacientes com sinais de instabilidade devem ser submetidos à CVE.
- Sinais de instabilidade:
- Hipotensão ou sinais de choque; Rebaixamento do nível de consciência; Dor torácica anginosa;
- Dispneia de origem cardíaca.
- >>>>>>>>>>> FIBRILAÇÃO ATRIAL E FLUTTER
- Estável hemodinamicamente:
- Lembrar de realizar a reversão de ritmo somente caso haja certeza de que não há trombo em átrio/ventrículo esquerdo (FA < 24h, ou ecocardiograma negativo — a melhor das opções
- —, ou anticoagulação correta e adesão verificada por 3 a 4 semanas).
- Cardioversão química:
- Amiodarona 150 mg/3 mL
- Diluir 2 ampolas (300 mg) em 250 mL de SG 5% e administrar
- em 30 minutos.
- Dose de impregnação:
- Amiodarona (150 mg/3 mL) – 6 ampolas (dose de 900 mg) Diluir 6 ampolas em 500 mL SG 5% e administrar por infusão intravenosa contínua (BIC) a 34 mL/h (1 mg/min) nas primeiras 6 horas e a 17 mL/h (0,5 mg/min) nas próximas 18 horas.
- Controle de frequência:
- Betabloqueadores:
- Metoprolol 5 mg/5 mL
- Administrar 1 ampola EV durante 3 a 5 min (preferencialmente a 1 mg/min).
- Pode ser repetida a cada 5 minutos, até a dose máxima de 15 mg (3 ampolas).
- Bloqueadores de canal de cálcio
- Verapamil 5 mg/2 mL
- Administrar 1 ampola (5 mg) EV em 2 a 5 min. Se não houver resposta, repetir 10 mg EV por 30 minutos após a dose inicial.
- Seguir com manutenção (dose inicial) de 40 mg a cada 8 horas.
- Contraindicado em pacientes com Insuficiência Ventricular Esquerda (IC)!
- Dig itais:
- Deslanosídeo 0,4 mg/2 mL
- Dose inicial: 1 ampola (0,4 mg) EV em bolus. Dose máxima: 1,6 mg (4 ampolas).
- Bizus:
- Lembrar da anticoagulação.
- Não proceder cardioversão em pacientes com FA crônica (> 24 horas) sem realizar exclusão de trombo atrial.
- Rivaroxabana 20 mg
- Tomar 1 comprimido durante refeição 1 vez ao dia. (ClCr 30 a 50 mL/min: dose de 15 mg).
- Edoxabana 60 mg
- Tomar 1 comprimido 1 vez ao dia. Ajustar a dose para 30 mg se:
- TFG entre 15 a 50 mL/min. Peso corporal < 60 kg.
- Uso concomitante de dronedarona, ciclosporina, eritromicina ou cetoconazol.
- Em pacientes com mais de 80 anos e risco de sangramento, considerar dose de 15 mg.
- Contraindicada se TFG < 15 mL/min.
- Dabigatrana 150 mg
- Tomar 1 comprimido, 2 vezes ao dia.
- A dose de 110 mg, 2 vezes ao dia, deve ser utilizada em idosos ≥ 80 anos ou em pacientes com risco aumentado de sangramento (avaliar função renal).
- Apixabana 5 mg
- Tomar 1 comprimido de 5 mg a cada 12 horas.
- Usar dose reduzida de 2,5 mg a cada 12 horas se clearance de creatinina estiver entre 15 e 30 mL/min.
- É uma boa escolha em pacientes com DRC grave que não toleram Varfarina.
- Observação: Varfarina é preferível em cenário de prótese metálica e fibrilação atrial (FA) com estenose mitral moderada ou grave (usualmente de etiologia reumática).
- Instável hemodinamicamente:
- Realizar cardioversão elétrica sincronizada.
- Bizus:
- Pacientes com sinais de instabilidade devem ser submetidos à CVE.
- Sinais de instabilidade: hipotensão ou sinais de choque, rebaixamento do nível de consciência, dor torácica anginosa e dispneia de origem cardíaca.
- Após a cardioversão:
- Amiodarona 200 mg
- Após a administração da dose de manutenção, seguir com plano de impregnação de 600-800mg/dia até atingir o total de 10g.
- Regra prática:
- Amiodarona 200 mg a cada 8 horas, por 10 dias.
- Em seguida, amiodarona 200 mg a cada 12 horas, por 10 dias.
- Depois, amiodarona 200 mg 1 vez ao dia.
- >>>>>>>>>>> BRADIARRITMIAS
- Bizu:
- No Bloqueio Atrioventricular Total (BAVT), a atropina pode não ser eficaz. Nesses casos, já se pode considerar a utilização de marcapasso transcutâneo ou transvenoso.
- Marcapasso transcutâneo pode ser utilizado na ausência de habilidade técnica para realização de marcapasso transvenoso (MPTV); porém, lembre-se de que esse paciente deve receber analgesia potente e ser transferido o quanto antes!
- Segundo o ACLS, em pacientes instáveis:
- Atropina 1 mg
- Administrar 1 ampola EV em bolus.
- Repetir a cada 3 a 5 minutos, até a dose máxima de 3 mg.
- Se houver bradicardia após a atropina:
- Dopamina 50 mg (ampola de 10 mL)
- Diluir 5 ampolas em 200 mL SG 5% para infusão EV contínua (BIC).
- Dose: 5 a 20 mcg/kg/min.
- OU
- Adrenalina 1 mg/mL
- Diluir 4 ampolas em 234 mL de SG 5% para infusão EV contínua (BIC).
- Dose: 2 a 10 mcg/min.
- OU
- Marcapasso transcutâneo
- Em caso de estabilidade: monitorar, observar e chamar o especialista. Transferir se necessário.
- >>>>>>>>>>> SÍNDROME CORONARIANA AGUDA
- Uso oral:
- AAS 100 mg
- Tomar 3 comprimidos (mastigados) como dose de ataque, seguido de 1 comprimido a cada 24 horas.
- Prasugrel 60 mg
- Tomar 1 comprimido como dose de ataque; após isso, manutenção de 10 mg 1 vez ao dia.
- Usar somente após conhecimento da anatomia coronariana do paciente. Evitar em pacientes com peso <60 kg, AVC prévio ou idade > 75 anos.
- Ticagrelor 90 mg
- Tomar 2 comprimidos como dose de ataque, seguido de 1 comprimido a cada 12 horas.
- Atenção em pacientes com bradicardia.
- OU
- Clopidogrel 75 mg
- Pacientes sem supradesnivelamento:
- Tomar 4 comprimidos (300 mg), dose única, seguido de 1 comprimido a cada 24 horas.
- Pacientes com supradesnivelamento ou sinais de oclusão coronariana aguda (OCA):
- Trombólise: tomar 4 comprimidos (300 mg), dose única; exceto se > 75 anos → tomar apenas 1 comprimido (75 mg). Se paciente for para ICP (angioplastia): 8 comprimidos (600 mg).
- Supra percebido tardiamente: 4 comprimidos (300 mg).
- Bizu: a única situação em que se utiliza 75 mg (1 comprimido) como dose de ataque é em pacientes com IAM com supradesnivelamento, submetidos à trombólise (e não à angioplastia), com idade superior a 75 anos.
- Atorvastatina 80 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 24 horas.
- Isordil (Mononitrato de isossorbida) 5mg
- Tomar 1 comprimido sublingual no caso de dor torácica. Pode ser repetido a cada 5 minutos, até mais 2 vezes.
- Se persistência da dor, partir para nitrato endovenoso (Tridil).
- Bizu:
- Não utilizar nitrato em pacientes com IAM de parede inferior com acometimento de ventrículo direito.
- Não utilizar nitrato em pacientes que ingeriram Sildenafil ou Vardenafil nas últimas 24 horas, ou Tardalafil nas últimas 48 horas.
- Uso subcutâneo:
- Enoxaparina 60 mg
- Aplicar 1 mg/kg a cada 12 horas.
- Se idade > 75 anos, reduzir a dose para 0,75 mg/kg SC a cada 12 horas.
- Pacientes com clearence de creatinina < 30 mL/min, utilizar metade da dose.
- Uso intravenoso:
- Nitroglicerina [Tridil®] 25 mg/5 mL
- Diluir 1 ampola em 230 mL de SF 0,9% e administrar em BIC em casos de dor torácica persistente ou sinais congestivos.
- Iniciar com dose baixa (ex.: 5 mL/h) e titular conforme resposta clínica, evitando hipotensão.
- Uso oral:
- Beta-bloqueador
- Exemplo: carvedilol 3,125 mg a cada 12 horas.
- Bizu: recomenda-se adicionar oxigenoterapia se a saturação estiver menor que 90%.
- Trombólise — uso intravenoso
- Antes de iniciar a trombólise, realizar:
- Enoxaparina 30 mg
- Administrar EV em bolus.
- Pular esta etapa se o paciente tiver mais de 75 anos.
- Alteplase 1 mg/mL
- Dose máxima: 100 mg.
- Fazer bolus inicial de 15 mg; em seguida, 0,75 mg/kg durante 30 minutos (máximo de 50 mg); depois, mais 0,50 mg/kg durante 60 minutos (máximo de 35 mg).
- Contraindicações absolutas à trombólise:
- AVC hemorrágico prévio;
- AVC isquêmico nos últimos 3 meses;
- Lesão estrutural do SNC (malformação vascular, câncer primário ou metastático);
- Cirurgia do SNC ou medular nos últimos 2 meses; Suspeita de dissecção de aorta;
- Sangramento ativo (exceto menstruação); Trauma facial ou TCE grave nos últimos 3 meses; Hipertensão arterial grave e não controlada.
- >>>>>>>>>>> INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDAMENTE DESCOMPENSADA (ICAD) E EDEMA AGUDO DE PULMÃO (EAP)
- Bizus:
- O Edema Agudo de Pulmão é atualmente compreendido sob duas abordagens distintas, uma vez que sua causa impacta diretamente no tratamento:
- O Edema Agudo de Pulmão é atualmente compreendido sob duas abordagens distintas, uma vez que sua causa impacta diretamente no tratamento:
- SCAPE (Simpathetic Crash Acute Pulmonary Edema) refere-se à formação hiperaguda desses sintomas de congestão. O líquido está no local errado, mas o paciente não apresenta excesso de líquido — não está congesto, mas sim em edema agudo. Nesse caso, o tratamento mais eficaz inclui: pressão positiva (VNI) e vasodilatadores dos capilares pulmonares, como o Tridil.
- FOSPE (Fluid Overload Subacute Pulmonary Edema) representa a forma crônica agudizada de um edema agudo de pulmão, típico da insuficiência cardíaca descompensada (IC). Nessa condição, o paciente está congesto e se beneficia da boa e velha furosemida.
- O POCUS (Point of Care Ultrassound) é altamente benéfico tanto para o diagnóstico quanto para o seguimento desses pacientes, uma vez que seus achados se alteram antes da radiografia de tórax e apresentam alta sensibilidade e especificidade na avaliação.
- A abordagem inicial da descompensação da IC deve considerar o perfil do paciente, de acordo com a perfusão e sinais de congestão. As estratégias iniciais incluem:
- Aumento da diurese (em caso de congestão);
- Vasodilatação (para reduzir a resistência periférica);
- Inotropismo (em caso de baixa perfusão periférica), conforme necessidade.
- Realizar ventilação não invasiva (VNI).
- A morfina não é mais usada no tratamento do edema agudo do pulmão (EAP) devido à ausência de benefício comprovado, podendo provocar vasodilatação venosa e hipotensão, além possuir meia-vida longa.
- No manejo inicial da IC no cenário de emergência, a diureticoterapia deve ser realizada por via endovenosa, visto que, em cenário de hipervolemia, a absorção da furosemida por via oral (VO) é imprevisível.
- Furosemida (20 mg/2 mL) IV
- Dose de ataque: 1,0 a 1,5 mg/kg.
- Em caso de uso prévio de furosemida, utilizar dose equivalente à utilizada anteriormente (ex.: furosemida VO 40 mg equivale a furosemida EV 20 mg).
- Dose de manutenção: avaliar de acordo com parâmetros de volemia, peso em jejum, diurese e presença de sede.
- Nitroglicerina [Tridil®] (50 mg/10 mL) IV
- Diluir 1 ampola (10 mL) em 240 mL SF 0,9%.
- Concentração: 200 mcg/mL.
- Iniciar infusão em BIC e titular conforme a pressão arterial.
- Em casos de SCAPE (formação hiperaguda): De acordo com a pressão arterial sistólica (PAS):
- PAS 160 a 179 mmHg: 3 mL em bolus.
- PAS 180 a 199 mmHg: 4 mL em bolus. PAS > 200 mmHg: 5 mL em bolus.
- Não hesitar em iniciar com doses elevadas!
- Manutenção: 30 mL/h.
- Se PAS estiver diminuindo: manter infusão.
- Se PAS permanecer igual ou estiver aumentando: aumentar 6mL/h a cada 10 minutos.
- >>>>>>>>>>> NÃO REALIZAR ESSAS DOSES EM CENÁRIOS DE HIPERVOLEMIA!
- Em casos de FOSPE:
- Iniciar com 5 mL/h e titular conforme resposta pressórica e melhora clínica.
- Nitroprussiato de Sódio [Nipride®] (50 mg/2 mL) IV
- Diluir 1 ampola (2 mL) em 248 mL SF 0,9%.
- Concentração: 200 mcg/mL.
- Iniciar infusão em BIC a 5 mL/h e titular conforme pressão arterial.
- Dose inicial: 0,25 a 0,5 mcg/kg/min.
- Dose máxima: 10 mcg/kg/min.
- OU
- Diluir 2 ampolas (4 mL) em 246 mL de SF 0,9%.
- Concentração: 400 mcg/mL
- Iniciar infusão em BIC a 2 a 3 mL/h e titular conforme pressão arterial.
- Dose inicial: 0,25 a 0,5 mcg/kg/min.
- Dose máxima: 10 mcg/kg/min.
- Dobutamina (250 mg/20 mL) IV
- Diluir 4 ampolas (80 mL) em 170 mL SF 0,9%.
- Concentração: 4 mg/mL. Iniciar infusão em BIC a 2 mL/h. Dose usual: 2 a 20 mcg/kg/min.
- Bizu: com essa concentração, o valor da velocidade de infusão é aproximadamente o mesmo valor numérico da dose usual.
- OU
- Diluir 2 ampolas (40 mL) em 210 mL de SF 0,9%.
- Concentração: 2 mg/mL. Iniciar infusão em BIC a 4 mL/h. Dose usual: 2 a 20 mcg/kg/min.
- Bizu: com essa concentração, o valor da velocidade de infusão é aproximadamente o dobro do valor numérico da dose usual.
- Bizus sobre Ventilação Não Invasiva (VNI) No cenário do SCAPE:
- Iniciar Pressão de Suporte (PS) 12 cmH₂O e PEEP 6-7 de cmH₂O.
- Ajustar a FiO₂ conforme saturação; sensibilidade: 1,0.
- Estar ao lado do paciente: acompanhar e segurar inicialmente a VNI antes de acoplar, permitindo que o paciente se acostume.
- Se houver baixo volume e necessidade de “lavar” CO₂: aumentar PS.
- Se estiver bem acoplado, realizar o desmame da PS em reduções de 2 em 2 cmH₂O.
- Em caso de dessaturação, fornecer mais PEEP até no máximo 8. Acima disso, considerar indicação de intubação orotraqueal (IOT).
- Se estiver retendo CO₂, evitar PEEP alta, pois isso prejudica a eliminação do gás carbônico.
- >>>>>>>>>>> URGÊNCIA E EMERGÊNCIA HIPERTENSIVA
- Nitroprussiato de Sódio [Nipride®] (50 mg/2 mL) IV
- Diluir 1 ampola (2 mL) em 248 mL SF 0,9%.
- Concentração: 200 mcg/mL.
- Iniciar infusão em BIC a 5 mL/h e titular conforme pressão arterial.
- Dose inicial: 0,25 a 0,5 mcg/kg/min.
- Dose máxima: 10 mcg/kg/min.
- OU
- Diluir 2 ampolas (4 mL) em 246 mL SF 0,9%.
- Concentração: 400 mcg/mL.
- Iniciar infusão em BIC a 2 a 3 mL/h e titular conforme pressão arterial.
- Dose inicial: 0,25 a 0,5 mcg/kg/min.
- Dose máxima: 10 mcg/kg/min.
- Nitroglicerina [Tridil®] (25 mg/5 mL e 50 mg/mL) IV
- Diluir 1 ampola 50 mg em 240 mL de soro glicosado a 5%. Infundir em BIC, com titulação conforme a tolerância e resposta clínica.
- Dose inicial: 5 a 20 mcg/min.
- Dose máxima: 400 mcg/min.
- Bizu: a American Heart Association (AHA) recomenda não utilizar mais os termos “urgência hipertensiva” ou “crise hipertensiva”, uma vez que podem induzir a uma correção pressórica desnecessariamente rápida. Como alternativa, propõem o termo: “pressão arterial elevada em pacientes internados” (elevated inpatient blood pressure). Por isso, não se esqueça de que a “urgência hipertensiva” não necessita de correção imediata em pacientes no PS. Além disso, é importante descartar outros fatores, como ansiedade, dor, etc. Geralmente, trata-se de uma má adesão ao tratamento da hipertensão arterial sistémica (HAS), que deve ser corrigida ambulatorialmente.
- >>>>>>>>>>> DISSECÇÃO AGUDA DE AORTA
- Esmolol
- Primeira opção.
- Bolus inicial de 500 mcg/kg, seguido de uma infusão de 50 a 200 mcg/kg/min.
- OU
- Metoprolol 5 mg/5 mL
- Administrar 5 mg (1 ampola) EV em 5 minutos. Pode ser repetido até mais 2 vezes.
- Após a estabilização, administrar 5 mg a cada 4 a 6 horas.
- Morfina 10 mg/mL
- Diluir 1 ampola (1 mL) em 9 mL de água destilada (AD). Administrar 2 mL EV imediatamente, conforme dor.
- Nitroprussiato de Sódio [Nipride®] (50 mg/2 mL) IV Diluir 1 ampola (2 mL) em 248 mL SF 0,9%.
- Nitroprussiato de Sódio [Nipride®] (50 mg/2 mL) IV
- Diluir 1 ampola (2 mL) em 248 mL SF 0,9%.
- Concentração: 200 mcg/mL.
- Iniciar infusão em BIC a 5 mL/h e titular conforme pressão arterial.
- Bizus:
- Em casos de dissecção de aorta, o objetivo é reduzir ao máximo o estresse de cisalhamento contra a parede do vaso. Isso é obtido por meio da redução da frequência cardíaca (FC) e pressão arterial (PA).
- Entre os fármacos usados para esse fim, deve-se iniciar pelo controle da FC (como betabloqueadores) com objetivo de evitar taquicardia reflexa. O esmolol consegue reduzir tanto a FC quanto a PA.
- Um dos pilares do tratamento é a intervenção cirúrgica. Por isso, deve-se estar atento aos critérios de intervenção e acionar sempre a equipe da cardiocirurgia/vascular dependendo do quadro. As classificações Stanford (Tipo A) e DeBakey (Tipo I e II) auxiliam nisso.
- >>>>>>>>>>> TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP) E TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)
- Profilaxia:
- Subcutâneo:
- Enoxaparina [Clexane®] 40 mg/0,4 mL - 1 seringa preenchida
- Aplicar 1 seringa a cada 24 horas.
- Terapêutico:
- Subcutâneo:
- Enoxaparina [Clexane®]
- Aplicar 1 mg/kg a cada 12 horas.
- OU
- Heparina não fracionada 25.000 UI/5 mL
- Diluir 5 mL (25.000 UI) em SF 0,9 % 245 mL.
- Concentração: 100 UI/mL.
- Dose de ataque: 80 UI/kg EV.
- Dose de manutenção: 18 UI/kg/hora EV, em BIC.
- Realizar o controle com TTPA, mantendo entre 1,5 a 2,3 vezes o valor normal.
- OU
- Via oral:
- Rivaroxabana 15 mg – contínuo
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 3 semanas. Após esse período, tomar 20 mg uma vez ao dia, por no mínimo 3 meses.
- Bizu: em casos de TEP, se o paciente estiver instável, considerar trombólise.
- Alteplase (rtPA) 50 mg/50 mL
- Diluir 2 ampolas (100 mg) em 100 mL SF 0,9%. Infundir EV em 2 horas.
- Dose máxima: 1,5 mg/kg.
- Estreptoquinase 250.000 UI/frasco
- Opção 1: 1.500.000 UI EV em BIC durante 2 horas.
- Opção 2: 250.000 UI EV em bolus em 30 minutos; em seguida, 100.000 UI/h por 24 horas.
- SISTEMA NERVOSO
- >>>>>>>>>>> CEFALEIA PRIMÁRIA
- Uso intravenoso:
- Cetoprofeno [Profenid] (100 mg/2 mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 20 minutos.
- Dose pediátrica:
- 1 a 6 anos: 1 mg/kg/dose a cada 8 horas.
- 7 a 11 anos: 25 mg/dose a cada 8 horas.
- Dexametasona (10 mg/2,5 mL) – 1 ampola
- Administrar 1 ampola EV em bolus ou intramuscular (IM).
- Dose pediátrica anti-inflamatória: 0,08 a 0,3 mg/kg/dia, divididos em 2 a 4 doses diárias (intervalos de 6 a 12 horas).
- Uso oral:
- Ibuprofeno 400 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Dose pediátrica: 10 mg/kg/dose a cada 8 horas.
- Equivale a 2 gotas por kg, se for utilizada a solução de 50 mg/mL, ou a 1 gota/kg, se for utilizada a solução de 100 mg/mL.
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Dose pediátrica:
- 10 a 15 mg/kg/dose.
- 1 comprimido de 500 mg equivale a 20 gotas da solução oral (500 mg/mL).
- Paracetamol [Tylenol®] 750 g
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Se for apresentação de 500 mg, tomar a cada 6 horas.
- Dose máxima: 4 g.
- Dose pediátrica:
- 10 a 15 mg/kg/dose a cada 6 horas.
- Dose máxima: 75 mg/kg/dia.
- Observação: considerar a possibilidade de cefaleia por abuso de analgésicos.
- >>>>>>>>>>> ENXAQUECA
- Dipirona 1000 mg/2 mL.
- Aplicar 1 a 2 ampolas EV.
- Dose pediátrica: 15 mg/kg/dose.
- Alternativa: paracetamol 750 mg VO a cada 6 horas.
- Dose pediátrica: 10 a 15 mg/kg/dose a cada 6 horas.
- Cetoprofeno 100 mg/2 mL.
- Aplicar 2 mL (1 bolsa) EV a cada 12 horas.
- Dose pediátrica:
- 1 a 6 anos: 1 mg/kg/dose a cada 8 horas.
- 7 a 11 anos: 25 mg/dose a cada 8 horas. Alternativa: cetorolaco 10 a 30 mg VO/EV. Dose pediátrica: 0,5 mg/kg a cada 6 horas.
- Metoclopramida 10 mg/mL. Aplicar 1 ampola EV.
- Alternativas:
- Bromoprida 10 mg VO/EV; Ondansetrona 4 a 8 mg EV.
- Observação:
- A metoclopramida é a primeira escolha, pois, além da ação antiemética, possui ainda ação analgésica, contribuindo para resolução da enxaqueca.
- Hidratar adequadamente o paciente é fundamental. Durante a crise, diversos mecanismos podem promover um estado de desidratação, entre eles a gastroparesia, os
- vômitos de repetição e a poliúria, por vezes observada no período prodrômico. A hidratação adequada é recomendada na literatura especializada.
- Tratamento para refratariedade à abordagem inicial
- Clorpromazina 5 mg/mL (1 ampola 5 mL).
- Dose de ataque: 0,1 mg/kg EV por 3 minutos.
- Dose de manutenção: 0,7 mg/kg em BIC por 30 minutos, podendo ser repetida até 3 vezes.
- OU
- Clorpromazina 5 mg/mL.
- Administrar 25 mg (1 ampola) IM.
- OU
- Clorpromazina 4%:
- Administrar 3 a 10 gotas VO, iniciando com doses baixas e aumentando conforme tolerância, a cada 6 ou 8 horas, apenas em caso de dor de cabeça.
- Essa medicação não está associada à cefaleia por abuso de analgésicos.
- Observação: atentar ao risco de hipotensão ao administrar a clorpromazina.
- Alternativas:
- Sumatriptano 6 mg/0,5 mL: 6 a 12 mg por via subcutânea (SC), podendo repetir após 2 horas.
- Rizatriptano 10 mg VO.
- Dexametasona 4 mg/mL: administrar 2,5 mL EV (em crises com duração superior a 48 horas).
- Observação:
- Os sumatriptanos são contraindicados em pacientes com doença arterial prévia ou hipertensão sistêmica mal controlada.
- Em caso de melhora após a primeira medida inicial, indicar alta com seguimento ambulatorial. Em caso de piora ou ausência de resposta satisfatória após a primeira medida, deve-se considerar outra classe de droga (abordagem para refratariedade), além da investigação de patologias secundárias sobrepostas e eventual internação para controle de crises refratárias.
- Uso endovenoso:
- Sumatriptano [Sumax®] 6 mg/0,5 mL – 1 ampola
- Aplicar 6 mg por via subcutânea, podendo repetir a dose após 2 horas.
- Observação: máximo de 2 ampolas por dia.
- Bizu: medicamento pouco disponível em pronto atendimentos.
- Opções:
- Cetoprofeno [Profenid®] (100 mg/2 mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 20 minutos.
- Dose pediátrica:
- 1 a 6 anos: 1 mg/kg/dose a cada 8 horas.
- 7 a 11 anos: 25 mg/dose a cada 8 horas.
- Dexametasona (10 mg/2,5 mL) – 1 ampola
- Administrar 1 ampola EV em bolus ou IM.
- Uso oral:
- Sumatriptano + naproxeno [Sumaxpro®] 50/500 mg
- Tomar 1 comprimido no início da crise. Em caso de ausência de melhora, repetir dose após 2 horas.
- Observação: dose máxima de 2 comprimidos ao dia.
- Alternativas:
- Naproxeno [Flanax®] 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas.
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Observação: atentar para possibilidade de cefaleia por abuso de analgésicos.
- >>>>>>>>>>> VERTIGEM
- Uso endovenoso:
- Dimenidrato + piridoxina [Dramin® B6] 50 mg
- Administrar EV a cada 6 horas.
- Uso oral:
- Dimenidrato 50 mg
- Tomar 1 comprimido de a cada 4 ou 6 horas.
- Cinarizina [Fluxon®] 25 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Meclozina [Meclin®] 50 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Dimenidrato + piridoxina [Dramin® B6] 50 mg + 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 4 horas. Não exceder 400 mg (8 comprimidos).
- Bizus:
- Medicamentos que podem ser usados para suprimir o sistema vestibular: anti-histamínicos, benzodiazepínicos e antieméticos.
- Ter cautela com vertigens refratárias e com aquelas que apresentam sinais de alarme para etiologia central (aplicar o protocolo HINTS, avaliar refratariedade e a presença de sinais neurológicos focais).
- >>>>>>>>>>> AVC isquêmico
- TROMBÓLISE
- Alteplase (r-tPA) (50 mg/50 mL)
- Dose: 0,9 mg/kg.
- Dose máxima: 90 mg.
- Administrar 10% da dose total em em bolus e o restante em infusão lenta durante 1 hora, por acesso periférico.
- Paralisia de Bell
- Prednisona
- 1 mg/kg/dia por 7 a 10 dias.
- Aciclovir 400 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 4 horas, por 10 dias.
- Pular a dose da madrugada (ex.: 0h, 4h [pular], 8h, 12h, 16h, 20h.
- Colírio lubrificante
- Aplicar uma gota a cada 1 ou 2 horas para evitar o ressecamento da córnea.
- Exemplos: hipromelose, hialuronato de sódio.
- Epitegel (pomada oftálmica)
- Aplicar na região peripalpebral 1 vez à noite.
- Tampões oculares na hora de dormir, se necessário.
- Fisioterapia facial.
- Crise convulsiva
- Esquema inicial:
- Diazepam (10 mg/2 mL)
- Administrar 1 ampola IV em bolus lentamente.
- Dose pediátrica: 0,1 a 0,3 mg/kg/dose (máximo de 10 mg).
- Opção na falta de acesso venoso:
- Midazolam 10 mg
- Administrar 1 ampola IM.
- Dose pediátrica: 0,25 a 0,5 mg/kg/dose (máximo de 10 mg).
- Se refratário após 5 minutos:
- Repetir benzodiazepínico:
- Diazepam (10 mg/2 mL)
- Administrar 1 ampola IV em bolus lentamente.
- Midazolam 10 mg
- Administrar 1 ampola IM.
- Se refratário após benzodiazepínicos:
- Fenitoína [Hidantal®] 250 mg/5 mL
- Dose de ataque: peso (kg) x 20 (em mg).
- Exemplo: 68 kg x 20 mg = 1360 mg.
- Utilizar 6 ampolas (1500 mg) diluídas em 250 mL de SF 0,9%. Infundir em 1 hora.
- Dose de manutenção: 100 mg + 100 mL SF 0,9% a cada 8 horas.
- Fenobarbital 200 mg/2 mL
- Diluir 5 ampolas em 90 mL de NaCL 0,9% (concentração de 10 mg/mL).
- Administrar 10 mg/kg (equivalente a 1 mL/kg).
- Se refratário:
- Proceder à intubação orotraqueal:
- Midazolam 50 mg/10 mL
- Diluir 3 ampolas (30 mL) em 120 mL de NaCL 0,9% (concentração de 1 mg/mL).
- Dose de ataque: 0,2 mg/kg EV.
- Dose de manutenção: 0,1 a 0,4 mg/kg/h.
- ·
- Propofol 200 mg/20 mL (10 mg/mL)
- Diluir 1 ampola (20 mL) em 180 mL de NaCL 0,9% (concentração de 1 mg/mL).
- Dose de ataque: 1 a 2 mg/kg EV.
- Dose de manutenção: 5 a 10 mg/kg/h.
- ·
- Tiopental 500 mg
- Diluir 2 frascos em 40 mL de NaCL 0,9% (concentração de 25 mg/mL).
- Dose de ataque: 100 a 250 mg EV.
- Dose de manutenção: 3 a 5 mg/kg/h.
- Meningite e encefalite
- Prescrição
- Adulto imunocompetente:
- Ceftriaxone 2 g a cada 12 horas, por 10 a 14 dias.
- Dose pediátrica: 100 mg/kg/dia (máximo de 4 g por dia). Dexametasona 10 mg EV a cada 6 horas, por 4 dias.
- Extremos de idade (risco de listeria):
- Ceftriaxone 2 g, a cada 12 horas, por 10 a 14 dias.
- Ampicilina 2 g, a cada 4 horas, por 14 a 21 dias.
- TCE com solução de contiguidade, neurogirurcia, derivação ventrículo peritoneal (risco de stafilos):
- Ceftriaxone 2g 12/12h por 10 a 14 dias
- Ampicilina 2g, EV a cada 4 horas, por 14 a 21 dias. Vancomicina 1 a 2 g, a cada 12 horas, por 10 a 14 dias.
- Dose: 15 a 20 mg/kg.
- Encefalopatia herpética
- Aciclovir 10 mg/kg EV a cada 8 horas, por 14 a 21 dias.
- Neurotuberculose
- Fase inicial: RIPE — 4 comprimidos por dia, por 2 meses. Fase de manutenção: RI — 2 comprimidos por dia, por 7 a 11 meses
- Dexametasona 10 a 40 mg/dia (EV ou VO), dividida em 3 ou 4 tomadas/dia.
- Dose: 0,4 mg/kg/dia.
- Bizu: o desmame da dexametasona deve ser feito em até 8 semanas.
- Esquema do desmame da dexametasona:
- 1ª semana: 0,4 mg/kg/dia. 2ª semana: 0,3 mg/kg/dia. 3ª semana: 0,2 mg/kg/dia. 4ª semana: 0,1 mg/kg/dia.
- Após as 4 semanas, o desmame conforme a resposta clínica, a critério médico.
- Neurossífilis
- Penicilina cristalina 4.000.000 UI EV a cada 4 horas, por 14 dias.
- Profilaxia para comunicantes
- Iniciar idealmente nas primeiras 48 horas após o contato.
- Vacinar aqueles que não foram vacinados.
- H. influenzae:
- Indicar contatos domiciliares se houver criança menor de 4 anos de idade.
- Indicar contatos de creche e pré-escola se criança menor de 4 anos de idade ou se ocorrerem dois ou mais casos de meningite na mesma creche,
- N. meningitidis:
- Profilaxia para todos os comunicantes íntimos que tiveram contato sem proteção nos 7 a 10 dias iniciais dos sintomas. Contatos domiciliares, escolares, profissionais de saúde sem EPI adequado
- 1° Linha: Rifampicina 600 mg VO
- Adultos: Tomar 1 comprimido VO 1 vez ao dia, por 4 dias. Crianças menores de 10 anos: dose de 20 mg/kg.
- Neonatos menores de 1 mês: dose de 10 mg/kg.
- 2° linha: Ceftriaxona 250 mg, dose única, IM ou EV.
- Se for menor de 12 anos: 125 mg, dose única, IM ou EV.
- 3° linha: Ciprofloxacino 500 mg, dose única, VO.
- SISTEMA RESPIRATÓRIO
- >>>>>>>>>>> CRISE ASMÁTICA
- Leve e moderada
- Oxigenoterapia
- Administrar oxigênio (CNO2 ou Máscara não-reinalante (Hudson)) visando saturação alvo entre 93 e 95%.
- Uso inalatório:
- Salbutamol [Aerolin®] 100 mcg/jato (beta-agonista de curta ação)
- Spray com espaçador: Fazer 4 a 10 jatos a cada 20 minutos
- na primeira hora.
- Nebulização: 5 mg (20 gotas) diluídos em 3 a 4 mL de SF
- 0,9%, a cada 20 minutos por 1 hora.
- Dose pediátrica:
- Inalação com espaçador:
- < 20kg: 4 a 6 puffs (100 mcg/puff) a cada 20 minutos na primeira hora.
- 20kg: 6 a 10 puffs (100 mcg/puff) a cada 20 minutos na primeira hora.
- Após a primeira hora, ajustar a frequência conforme a resposta clínica.
- Nebulização:
- < 20kg: 2,5 mg por nebulização a cada 20 minutos na primeira hora.
- 20kg: 5 mg por nebulização a cada 20 minutos na primeira hora.
- Ipratrópio (anticolinérgico)
- Nebulização: 500 mcg (40 gotas) a cada 20 minutos por 1 hora associado ao Salbutamol.
- Dose pediátrica:
- <20kg: 250 mcg (1 mL) por dose
- >20kg: 500 mcg (2 mL) por dose.
- A cada 20 minutos na primeira hora, depois a cada 4-6 horas.
- Uso oral:
- Prednisolona 20 mg
- Tomar 2 comprimidos de manhã por 5 dias.
- Dose pediátrica:
- 1 a 2 mg/kg/dia (máximo de 40 a 60mg/dia).
- Grave
- Oxigenoterapia
- Administrar oxigênio (CNO₂ ou máscara não reinalante — Hudson) visando saturação-alvo entre 93 e 95%.
- Broncodilatadores
- Uso inalatório:
- Salbutamol spray [Aerolin®] (100 mcg/jato)
- Spray com espaçador: 4 a 10 jatos a cada 20 minutos na primeira hora.
- Nebulização: 5 mg (20 gotas) diluídos em 3 a 4 mL de SF
- 0,9%, a cada 20 minutos por 1 hora.
- Observação: em casos de broncoespasmo grave, essas doses podem ser altamente excedidas. Manter o paciente monitorizado, com avaliação de potassemia.
- ·
- Uso inalatório:
- Ipratrópio [Atrovent®]
- Nebulização: 500 mcg (40 gotas) a cada 20 minutos por 1 hora, associado ao Salbutamol.
- Spray: 2 a 3 puffs (400 a 600 mcg) com intervalo de 3 a 8 horas.
- Corticoides
- Uso intravenoso:
- Metilprednisolona
- Administrar 125 mg em bolus.
- Manutenção: 40 a 60 mg/dia (1 a 2 doses).
- É a opção mais recomendada devido à boa penetração pulmonar e ao menor efeito mineralocorticoide.
- OU
- Uso intravenoso:
- Hidrocortisona
- Dose inicial de 200 a 300 mg ao dia.
- Manutenção: 100 mg IV a cada 6 ou 8h.
- OU
- Uso oral:
- Prednisona
- 40 a 80mg por dia, em dose única ou dividida em duas doses.
- Uso intravenoso:
- Sulfato de magnésio 50%
- Realizar 2 g diluídos em 100 mL de SF 0,9%, infundidos em 20-
- 30 minutos.
- Dose pediátrica:
- 25 a 50 mg/kg (máximo de 2 g) diluído em 100 mL de solução salina, infundido em 20 a 30minutos.
- >>>>>>>>>>> DPOC
- Bizu: o tratamento farmacológico para asma exacerbada grave e DPOC exacerbada grave compartilha algumas semelhanças, mas também apresenta diferenças importantes, devido às características fisiopatológicas distintas de cada condição.
- Exacerbação
- Oxigenoterapia
- Administrar oxigênio (CNO₂ ou máscara não reinalante — Hudson) visando saturação-alvo entre 88 e 92% (evitando hipercapnia induzida por oxigênio).
- Ventilação Não Invasiva (VNI): frequentemente utilizada precocemente para tratar a insuficiência respiratória hipercápnica, reduz o trabalho respiratório e diminui a mortalidade.
- Broncodilatadores
- Uso inalatório:
- Salbutamol spray [Aerolin®] (100 mcg/jato)
- Spray com espaçador: 4 a 10 jatos a cada 20 minutos na primeira hora.
- Nebulização: 5 mg (20 gotas) diluídas em 3 a 4 mL de SF 0,9% a cada 20 minutos por 1 hora.
- Observação: em casos de broncoespasmo grave, essas doses podem ser altamente excedidas. Manter o paciente monitorizado, com avaliação da potassemia.
- Associado a:
- Ipratrópio [Atrovent®]
- Nebulização: 500 mcg (40 gotas) a cada 20 minutos por 1 hora, associado ao Salbutamol.
- Spray: 2 a 3 puffs (400 a 600 mcg), com intervalo de 3 a 8 horas.
- Corticoides
- Uso intravenoso:
- Metilprednisolona
- 125 mg em bolus.
- Manutenção: 40 a 60 mg/dia (1 a 2 doses).
- É a opção mais recomendada, devido à boa penetração pulmonar e menor efeito mineralocorticoide.
- OU
- Uso intravenoso:
- Hidrocortisona
- Dose inicial de 200 a 300mg ao dia, seguido de 100 mg IV a cada 6 ou 8h.
- OU
- Uso oral:
- Prednisona
- 40 a 80mg por dia, em dose única ou dividida em duas.
- Uso intravenoso:
- Sulfato de magnésio 50%
- Realizar 2 g diluídos em 100 mL de SF 0,9%, infundidos durante 20 a 30minutos.
- Dose pediátrica:
- 25 a 50 mg/kg (máximo de 2 g) diluído em 100 mL de solução salina, infundido durante 20 a 30 minutos.
- Antibioticoterapia
- Na DPOC, o uso de antibióticos é altamente indicado, pois a infecção bacteriana é causa frequente de exacerbação.
- Exacerbações leves a moderadas (sem fatores de risco para resistência)
- Uso oral:
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] (875+125 mg)
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 7 dias.
- OU
- Azitromicina 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 24 horas, seguido de 250 mg/dia, por 4 dias.
- Exacerbações graves (hospitalização ou fatores de risco para resistência)
- Ceftriaxona 1 g
- Realizar 1 g IV a cada 12 horas, por 7
- a 10 dias.
- Levofloxacino 750 mg
- Tomar 1 comprimido VO 1 vez ao dia, por 5 a 7 dias.
- Piperacilina + tazobactam
- Realizar 4,5 g IV, a cada 6 horas.
- Com risco para pseudomonas:
- Ceftazidima 2 g
- Realizar 2 g IV a cada 8 horas.
- Cefepima 2 g
- Realizar 2 g a cada 8 horas.
- Meropenem 1 g
- Realizar 1 g IV a cada 8 horas.
- PNEUMONIA
- Sem comorbidades, sem uso recente de ATB
- ANTIBIÓTICOS
- Uso oral:
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] (875 + 125 mg)
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 7 dias.
- Dose pediátrica: 50 mg/kg/dia a cada 12 horas (máximo de 4 g/dia).
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] (500 + 125 mg)
- Tomar 1 comprimido VO cada 8 horas, por 7 dias.
- Dose pediátrica: 50 mg/kg/dia a cada 8 horas (máximo de 4 g/dia).
- Azitromicina 500 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 24 horas, por 5 dias.
- Dose pediátrica: 10 mg/kg/dia a cada 24 horas.
- Claritromicina 500 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 7 dias.
- Dose pediátrica: 15 mg/kg/dia a cada 12 horas (máximo de 1 g/dia).
- SINTOMÁTICOS
- Uso oral:
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido VO a cada 6 horas, em caso de dor ou febre.
- Dose pediátrica: 10 a 15 mg/kg/dose.
- Observação: 1 comprimido de 500 mg equivale a 20 gotas da solução oral gotas (500 mg/mL)
- Com fatores de risco, doença mais grave ou uso recente de ATB
- Uso oral:
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] (875 + 125 mg)
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 7 dias.
- ·
- Azitromicina 500 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 24 horas, por 7 dias.
- OU
- Claritromicina 500 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 7 dias.
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido VO a cada 6 horas, em caso de dor ou febre.
- Antibióticos por via intravenosa para tratamento de PAC complicada na pediatria
- Amoxicilina + clavulanato
- 75 mg/kg/dia de amoxicilina, a cada 8 horas.
- Ceftriaxona
- 50 a 100 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Penicilina cristalina
- 200.000 a 250.000 UI/kg/dia, a cada 4 ou 6 horas.
- Vancomicina
- 40 a 60 mg/kg/dia, a cada 6 ou 8 horas.
- Azitromicina
- 10 mg/kg/dia, nos dias 1 e 2; 5 mg/kg/dia nos dias seguintes.
- TUBERCULOSE
- Mycobacterium tuberculosis
- ESQUEMA BÁSICO PARA ADULTOS E ADOLESCENTES (> 10 ANOS DE IDADE):
- Fase de ataque – 2 meses:
- Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol (RHZE) (150 mg/75 mg/400 mg/275 mg)
- 20 a 35 kg: 2 comprimidos.
- 36 a 50 kg: 3 comprimidos.
- 51 a 70 kg: 4 comprimidos.
- 70 kg: 5 comprimidos.
- Fase de manutenção – 4 meses:
- Rifampicina e Isoniazida (RH) (300 mg/150 mg ou 150 mg/75 mg)
- 20 a 35 kg: 1 comprimido (300 mg/150 mg) ou 2 comprimidos
- (150 mg/75 mg).
- 36 a 50 kg: 3 comprimidos (150 mg/75 mg).
- 51 a 70 kg: 4 comprimidos (150 mg/75 mg).
- 70 kg: 5 comprimidos (150 mg/75 mg).
- PNEUMOTÓRAX / HEMOTÓRAX
- Sedação para procedimento:
- Uso intravenoso:
- Midazolam 5 mg/mL
- Administrar 1 mL (5 mg) e acompanhar a resposta. Repetir com cautela, em caso de agitação.
- ·
- Uso intravenoso:
- Escetamina (Cetamina) – ampola de 10 mL (50 mg/mL) Administrar 1 mL (5 mg) e acompanhar a resposta. Repetir com cautela, em caso de agitação.
- Profilaxia infecciosa:
- Uso injetável:
- Cefazolina 1 g – 2 ampolas
- Diluir 2 frascos em 20 mL de água destilada e administrar IV imediatamente.
- Pós-procedimento:
- Uso injetável
- Dipirona 1 g/2 mL – 1 ampola
- Fazer 1 ampola IV em bolus lento a cada 6 horas.
- Cetoprofeno [Profenid®] 100 mg/2 mL – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e infundir IV em 20 minutos.
- Tramadol 100 mg/2 mL – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9% e administrar IV em 30 minutos.
- OTITE MÉDIA AGUDA
- Antibioticoterapia de uso oral (sem critérios de internação)
- Tratamento empírico — primeira linha:
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] (875 + 125 mg)
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 10 dias.
- Dose pediátrica: 50 a 90 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] (500 + 125 mg) [SUS]
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas, por 10 dias.
- Dose pediátrica: 50 a 90 mg/kg/dia a cada 8 horas. Falha terapêutica e/ou alergia leve a penicilinas:
- Cefuroxima [Zinnat®] 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 10 dias.
- Dose pediátrica: 30 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Alergia grave a penicilinas:
- Azitromicina 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 24 horas, por 5 dias.
- Dose pediátrica: 10 mg/kg/dia a cada 24 horas.
- OU
- Claritromicina 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 10 dias.
- Dose pediátrica: 15 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- OU
- Levofloxacino 750 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 24 horas, por 5 dias.
- Dose pediátrica:
- 6 meses a 5 anos: 8 a 10 mg/kg/dose, a cada 12 horas. Maiores de 5 anos: 10 mg/kg/dose, 1 vez ao dia.
- OU
- Doxiciclina 100 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 7 dias.
- Antibioticoterapia de uso IV/IM (com critérios de internação)]
- Ceftriaxona [Rocefin®] – ampola de 500 mg (IM/IV)
- Administrar 1 g IM ou EV, 1 vez ao dia, por 3 dias.
- Dose pediátrica:
- 50 mg/kg/dia IM ou EV, 1 vez ao dia, por 3 dias.
- Ceftazidima – ampola intramuscular/intravenosa 1 g
- Adultos: administrar 2 g EV a cada 8 horas . Idosos: administrar 1 g EV a cada 8 horas.
- Dose pediátrica:
- Recém-nascidos e lactentes até 2 meses: 25 a 60 mg/kg/dia IM/EV, em 2 doses.
- Lactentes/crianças > 2 meses: 30 a 100 mg/kg/dia IM/EV, em 2 a 3 doses.
- Reconstituição e diluição:
- IV direta e infusão IV: reconstituir 1 g em 10 mL de água para injetáveis.
- IM: reconstruir 1 g em 3 mL de água para injetáveis ou lidocaína 0,5% ou 1% (sem vasoconstritor).
- Diluir em 50 a 100 mL de SF a 0,9% ou SG 5%.
- Atenção: esse medicamento precisa ser ajustado de acordo com o ClCr:
- 50 mL/minuto: sem ajuste;
- 50 a 31 mL/minuto: 1 g a cada 12 horas;
- 30 a 16 mL/minuto: 1 g/dia;
- 15 a 6 mL/minuto: 0,5 g/dia;
- < 5 mL/minuto: 0,5 g a cada 48 horas.
- Cefepima — pó para solução injetável: 1.000 mg e 2.000 mg
- Administrar 2 g EV a cada 12 horas, por 7 a 10 dias.
- Dose pediátrica:
- de 2 meses e peso corpóreo inferior ou igual a 40 kg: 50 mg/kg IM/EV a cada 8 ou 12 horas.
- 40 kg: 500 mg a 2 g EV/IM a cada 8 ou 12 horas.
- Reconstituição e diluição:
- Intramuscular: reconstituir 1 g em 3 mL de água para injetáveis, SF 0,9% ou SG 5%.
- EV direta: reconstituir 1 a 2 g em 10 mL de água para injetáveis, SF 0,9% ou SG 5%.
- Infusão EV: reconstituir 1 a 2 g em 100 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato.
- Atenção: esse medicamento precisa ser ajustado de acordo com o ClCr:
- 30 a 50: 2 g a cada 12 horas;
- 11 a 29: 2 g a cada 24 horas;
- ≤ 10: 1 g a cada 24 horas;
- Hemodiálise: 500 mg a cada 24 horas.
- Imipenem + cilastatina sódica — Pó para solução injetável: 500 mg + 500 mg
- Administrar 500 mg EV a cada 6 horas em infusão EV
- durante 20-30 minutos.
- Dose pediátrica (doses baseadas no componente imipenem):
- Neonatos:
- ≤ 7 dias de vida: 5 mL/kg/dose (25 mg/kg/dose) EV a cada 12 horas;
- 7 dias de vida: 5 mL/kg/dose (25 mg/kg/dose) EV a cada 8 horas.
- 1 mês:
- Dose geral: 3 a 5 mL/kg/dose (60 a 100 mg/kg/dia) EV a cada 6 horas.
- Dose máxima: 200 mL/dose (4.000 mg/dia).
- Reconstituição e diluição:
- Reconstituição: reconstituir 500 mg em 10 a 20 mL de SF 0,9%, SG 5% ou SG 10%;
- Diluição: diluir o medicamento reconstituído em 100 mL de SF 0,9%, SG 5% ou SG 10%, obtendo concentração máxima de 5 mg/mL.
- Atenção: esse medicamento precisa ser ajustado de acordo com o ClCr - infecção grave (sensibilidade completa):
- 41 a 70 mL/minuto: 500 mg EV a cada 8 horas.
- 21 a 40 mL/minuto: 250 mg EV a cada 6 horas.
- 6 a 20 mL/minuto: 250 mg EV a cada 12 horas.
- Meropenem — pó para solução injetável 500 mg/1 g/2 g Administrar 1 g EV a cada 8 horas, em injeção EV em bolus durante aproximadamente 5 minutos ou em infusão EV por 15 a 30 minutos.
- Dose pediátrica:
- Crianças entre 3 meses e 12 anos: 10 a 40 mg/kg EV a cada 8 horas.
- Crianças > 50 kg: 500 a 1.000 mg EV a cada 8 horas.
- Reconstituição e diluição:
- Injeção em bolus: reconstituir cada 500 mg em 10 mL de água estéril para injeção.
- Infusão EV: reconstituir cada 500 mg em 10 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
- Diluição: diluir a dose desejada em SF 0,9% ou em SG 5%, obtendo uma solução com concentração final de 1 a 20 mg/mL.
- Atenção: esse medicamento precisa ser ajustado de acordo com o ClCr:
- 26 a 50 mL/minuto: 500 a 1.000 mg EV a cada 12 horas.
- 10 a 25 mL/minuto: 250 a 500 mg EV a cada 12 horas.
- < 10 mL/minuto: 250 a 500 mg EV a cada 24 horas.
- Piperacilina + tazobactam [Tazocin®] – ampola 2 g + 250 mg/4 g + 500 mg
- Administrar 4,5 g a cada 6 horas, em infusão EV lenta por 20 a
- 30 minutos.
- Reconstituição e diluição:
- Reconstituição: reconstituir 2,25 g ou 4,5 g em, respectivamente, 10 mL e 20 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
- Diluição: diluir em 50 150 mL de SF 0,9%, SG 5% ou Ringer lactato.
- Atenção: esse medicamento precisa ser ajustado de acordo com o ClCr:
- 40 mL/minuto: sem ajuste;
- 20 a 40 mL/minuto: 12 g de piperacilina + 1,5 g de tazobactam/dia, em doses divididas de 4 g + 500 mg a cada 8 horas;
- < 20 mL/minuto: 8 g de pipercilina + 1 g de tazobactam/dia, em doses divididas de 4 g + 500 mg a cada 12 horas.
- Hemodiálise: dose adicional de 2 g de pipercilina + 250 mg de tazobactam após hemodiálise.
- Bizu: sinais de falha terapêutica incluem febre, otalgia e otorreia persistentes após 48 a 72 horas do início da antibioticoterapia. A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta o uso de amoxilina + clavulanato apenas nos casos refratários ou se houve uso de amoxicilina nos últimos 30 dias.
- Lembrete: o quadro álgico na OMA costuma ser intenso; por isso, é importante prescrever também analgesia adequada e proporcional. Alguns exemplos de analgésico que podem ser utilizados incluem dipirona, paracetamol e anti-inflamatórios.
- RINOSSINUSITE AGUDA
- ANTIBIOTICOTERAPIA DE USO ORAL (AMBULATORIAL)
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] (875 + 125 mg) – 20 comprimidos
- Tomar 1 comprimido de a cada 12 horas, por 10 dias.
- Dose pediátrica: 50 a 90mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Cefuroxima 500 mg – 14 comprimidos
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 07 dias.
- Em caso de alergia a penicilinas:
- Levofloxacino 750 mg – 05 comprimidos
- Tomar 1 comprimido a cada 24 horas, por 5 dias.
- Dose pediátrica:
- 6 meses a 5 anos: 8 a 10 mg/kg/dose a cada 12 horas. Maiores de 5 anos: 10 mg/kg/dose 1 vez ao dia.
- Clindamicina 300 mg – 15 comprimidos
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Dose pediátrica: 30 a 40 mg/kg/dia VO, divididos a cada 4 a 6 horas.
- Doxiciclina 100 mg – 10 comprimidos
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas.
- ADJUVANTES
- Uso oral:
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas, em caso de dor ou febre.
- OU
- Paracetamol [Tylenol®] 750 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas, em caso de dor ou febre.
- ·
- Prednisolona 20 mg
- Tomar 2 comprimidos de manhã, por 5 dias.
- Dose pediátrica: 1 mg/kg/dia.
- ·
- Uso inalatório:
- Budesonida 32 mcg/jato
- Aplicar 2 jatos em cada narina a cada 12 horas, por 10 dias.
- Bizu: são necessários três dos seguintes marcadores para definição de sinusite bacteriana:
- Muco com coloração alterada;
- Dor local intensa;
- Febre > 38°C;
- Proteína C reativa/VHS elevado;
- Piora de sintomas.
- FARINGOAMIGDALITE
- Uso intramuscular:
- Penicilina benzatina [Benzetacil®] 1,2 milhões UI
- Administrar via IM, dose única.
- Dose pediátrica:
- Menores de 27 kg: 600.000 UI;
- Maiores de 27 kg: 1.200.000 UI.
- Uso oral:
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] (875 + 125 mg) – 20 comprimidos
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 10 dias.
- Dose pediátrica: 50 a 90 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] (500 + 125 mg) – 30 comprimidos [SUS]
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas, por 10 dias.
- Dose pediátrica: 50 a 90 mg/kg/dia a cada 8 horas.
- Em caso de alergia a penicilinas:
- Azitromicina 500 mg – 5 comprimidos
- Tomar 1 comprimido a cada 24 horas, por 5 dias.
- Dose pediátrica: 10 mg/kg/dia a cada 24 horas.
- Sintomfiticos / adjuvantes de uso oral:
- Dipirona [Novalgina®] 1 g – analgésico simples
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas, em caso de dor ou febre.
- Ibuprofeno 400 mg – AINE
- Tomar 1 comprimido VO, podendo repetir a cada 6 horas.
- Prednisolona 20 mg – corticosteroide
- Tomar 3 comprimidos VO, pela manhã, por 3 dias.
- EPISTAXE
- Orientações:
- Manter o paciente sentado, com tronco ereto e flexão cervical.
- Realizar compressão nasal por 15 minutos, sem interrupções.
- Aplicar gelo no dorso do nariz por 15 minutos, a cada 2 horas.
- Checar a pressão arterial do paciente.
- Suspender anticoagulantes e antiagregantes plaquetários.
- Se persistência:
- Realizar tamponamento nasal anterior e/ou posterior, caso não haja melhora inicial.
- Tampão nasal anterior (gaze + 1 ampola de adrenalina + lidocaína gel)
- Aplicar lidocaína com vasoconstritor ou adrenalina na
- gaze, embebida em Lidocaína geleia. Checar se o sangramento cessou.
- Prender o tampão externamente com esparadrapo ou atadura.
- Tampão nasal posterior (cateter de Foley + tampão anterior)
- Introduzir o cateter de Foley na narina afetada até alcançar
- a orofaringe.
- Insuflar com 5 a 10 mL de soro fisiológico.
- Tracionar suavemente para vedar a orofaringe posterior. Completar com tamponamento anterior e prender a extremidade do cateter externamente à asa do nariz.
- Ácido tranexâmico (250 mg) - 2 comprimidos
- Tomar 2 comprimidos VO, a cada 8 horas.
- Ácido tranexâmico (250 mg/5 mL)
- Fazer 15 a 20 mg/kg IV, a cada 6 ou 8 horas.
- Observação: o uso do ácido tranexâmico na epistaxe é discutível.
- Se tamponamento por tempo for superior a 72h:
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] (875 + 125 mg)
- Tomar 1 comprimidos VO a cada 12 horas, durante todo o período de permanência do tampão.
- SISTEMA GASTROINTESTINAL
- NÁUSEAS E VÔMITOS
- Ambulatorial:
- Uso oral:
- Domperidona 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Bromoprida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas.
- Dose pediátrica: 0,5 a 1 mg/kg/dia, dividido a cada 8 horas.
- Metoclopramida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Ondansetrona 4 ou 8 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Dose pediátrica via oral:
- 6 meses a 2 anos: 2 mg (0,2 a 0,4 mg/kg).
- Maiores de 2 anos a 10 anos (até 30 kg): 4 mg. Acima de 10 anos (mais de 30 kg) e adultos: 8 mg.
- Dimenidrato + piridoxina 50 + 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 4 ou 8 horas.
- Internação ou pronto-atendimento
- Bromoprida (10 mg/2 mL)
- Diluir 1 ampola em 18 mL de água destilada e administrar IV, lentamente, a cada 8 horas.
- Dose pediátrica: 0,5 a 1 mg/kg/dia, dividido a cada 8 horas.
- Ondansetrona (4 mg/mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9%, administrar IV em 20 minutos, a cada 8 horas.
- Dose pediátrica: 0,1 mg/kg.
- Metoclopramida (10 mg/2 mL)
- Diluir 1 ampola em 10 mL de água destilada e administrar IV, lentamente, a cada 8 horas.
- Dimenidrinato (3 mg/mL) + cloridrato de piridoxina (5 mg/mL) + frutose (100 mg/mL) + glicose (100 mg/mL) – ampola de 10 mL
- Diluir 1 ampola em 10 mL de água destilada e administrar EV,
- a cada 4 ou 6 horas.
- Se paciente em quimioterapia, adicionar:
- Dexametasona 4 mg/mL – ampola de 2,5 mL
- Aplicar 1 ampola IV na admissão.
- Bizu: preferir ondansetrona nesses pacientes.
- DIARREIA
- Aguda não infecciosa
- Floratil® (200 mg/comprimido)
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 3 dias.
- Bizu: o uso de probióticos pode reduzir em média 1 a 2 dias de sintomas.
- Racecadotrila [Tiorfan®] (100 mg/comprimido)
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas, enquanto permanecer a diarreia.
- Dose máxima: 400 mg.
- Bizu: diferentemente da loperamida [Imosec®], a racecadotrila pode ser utilizada em contexto de diarreias agudas.
- Dose pediátrica: 1,5 mg/kg/dose, 3 vezes ao dia (a partir de 3 meses de idade).
- Sais para reidratação oral (Rehidrat®)
- Diluir 1 envelope em 500 mL de água e beber durante todo o dia associado à ingestão água e outros líquidos.
- Interromper o uso após 24h sem diarreia.
- Bizu: suspender uso de cafeína, leite e medicamentos que podem provocar diarreia.
- Aguda infecciosa
- Medidas acima associadas à:
- Ciprofloxacino 500 mg – 10 comprimidos
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 5 dias.
- ·
- Metronidazol 400 mg – 21 comprimidos
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas, por 7 dias.
- Antibioticoterapia na pediatria:
- Até 10 anos/até 30 kg:
- Azitromicina: 10 mg/kg no primeiro dia e 5 mg/kg por mais 4 dias, via oral.
- Ceftriaxona: 50 a 100 mg/kg IM ou EV (em menores de 3 meses e imunocomprometidos, administrar EV).
- Maior de 10 anos/> 30 kg:
- Ciprofloxacino: 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 3 dias.
- Ceftriaxona: 500 a 100 mg/kg IM ou EV.
- Cefotaxima: 100 mg/kg dividido em 4 doses (em casos graves).
- DOENÇA HEMORROIDÁRIA
- Laxativos: Polietilenoglicol 4000
- Tomar de 10 a 30 g/dia diluídos em água.
- OU
- Óleo mineral (100 mL/frasco)
- Tomar 10 mL a cada 8 horas.
- Flebotônicos:
- Diosmina + hesperidina 450 + 50 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas, por 4 dias.
- Após, reduzir para 1 comprimido a cada 12 horas, por 3 dias.
- Tratamento tópico:
- Policresuleno + cloridrato de cinchocaína pomada (50 + 10 mg/g)
- Aplicar aproximadamente 1 polpa digital de pomada na área
- afetada, massageando o local, a cada 8 ou 12 horas, até melhora dos sintomas.
- Analgesia:
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Ibuprofeno 400 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas, se houver dor intensa, por até 3 dias.
- OU
- Cetoprofeno 150 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, se houver dor intensa, por até 3 dias.
- Orientações:
- Realizar banho de assento com água morna. Aumentar a ingesta de alimentos ricos em fibras. Beber no mínimo 2 litros de água por dia.
- HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA
- Varicosa
- A prioridade deve ser a estabilização hemodinâmica e garantir a perfusão.
- Realizar controle da hemorragia após estabilização.
- EDA nas primeiras 12-24 horas, quando a estabilidade permitir.
- Atentar para sinais de choque.
- Omeprazol (40 mg/10 mL)
- Administrar 1 ampola (40 mg) a cada 12 horas. Suspender após EDA, se não houver indicação.
- Dose pediátrica: 1 mg/kg/dia.
- Terlipressina (1 mg/1 mL)
- Administrar 2 mg (2 ampolas) EV em bolus + 1 ampola a cada 4 horas.
- OU
- Octreotide (0,5 mg/mL)
- Diluir 1 ampola em 250 mL de SF 0,9%, fazer 50 mcg EV em bolus, seguido de infusão contínua de 50 mcg/h EV.
- Ondansetrona (4mg/ml) — 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 20 minutos, a cada 8 horas.
- Dose pediátrica: 0,1 mg/kg.
- Profilaxia de Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE): Ceftriaxona [Rocefim®] 1 g
- Aplicar 1 ampola (1 g) EV a cada 24 horas, por 7 dias.
- Ciprofloxacino [Cipro®] 400 mg/200 mL
- Administrar 1 bolsa EV a cada 12 horas, por 7 dias.
- Norfloxacino 400 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 7 dias.
- Profilaxia de encefalopatia:
- Lactulose 667 mg/mL
- Iniciar com 20-40 mL a cada 12 horas e ajustar para 2-3 evacuações diárias, se houver sinais de encefalopatia.
- Não varicosa
- A prioridade deve ser a estabilização hemodinâmica e garantir a perfusão tecidual.
- Realizar controle da hemorragia após estabilização.
- EDA nas primeiras 24 horas, quando a estabilidade permitir. Atentar para sinais de choque.
- Omeprazol (40 mg/10 mL)
- Administrar 1 ampola (40 mg) a cada 12 horas.
- Suspender após EDA se não houver indicação.
- Dose pediátrica: 1 mg/kg/dia.
- Ondansetrona (4 mg/mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 20 minutos, a cada 8 horas.
- HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA
- A prioridade deve ser a estabilização hemodinâmica e garantir a perfusão tecidual.
- Realizar controle da hemorragia após estabilização. Atentar para sinais de choque.
- Dieta suspensa
- Omeprazol (40 mg/10 mL)
- Administrar 1 ampola (40 mg) a cada 12 horas.
- Dose pediátrica: 1 mg/kg/dia.
- Ondansetrona (4 mg/mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 20 minutos, a cada 8 horas.
- ENCEFALOPATIA HEPÁTICA
- Lactulose 667 mg/mL
- Iniciar com 20-40 mL a cada 12 horas e ajustar para 2-3
- evacuações diárias, se houver sinais de encefalopatia.
- Metronidazol 400 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas, por 14 dias.
- OU
- RIfaximina 550 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 14 dias.
- Ondansetrona (4 mg/mL)
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 20 minutos, a cada 8 horas.
- Dose pediátrica: 0,1 mg/kg.
- Em casos refratários:
- Aspartato de ornitina 5 g
- Diluir 1 envelope em um copo de líquido VO. Administrar a cada 12 ou 24 horas.
- Orientações:
- Manter cabeceira elevada.
- Curva térmica e sinais vitais a cada 6 horas.
- PANCREATITE AGUDA
- Dieta suspensa
- Nas primeiras 48 horas, ajustando para oral conforme evolução clínica.
- Cloreto de sódio 0,9%
- Administrar 3 mL/kg/h EV por 8 a 12 horas.
- Ringer lactato
- Em caso de hipotensão, administrar 20 a 30 mL/kg EV durante 30 minutos.
- Dipirona 1 g/2 mL – 1 ampola
- Administrar 1 ampola EV em bolus, lentamente, a cada 6 horas.
- Tramadol (100 mg/2 mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9%.
- Administrar IV durante 30 minutos, a cada 8 horas.
- Morfina (10 mg/mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 10 mL de água bidestilada (ABD). Administrar 4 a 5 mL a cada 6 horas.
- Ondansetrona (4 mg/mL) [Vonau®] – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9%. Administrar durante 20 minutos a cada 8 horas.
- Enoxaparina 40 mg
- Aplicar 1 ampola a cada 24 horas.
- Se infecção (diagnosticada por tomografia) Meropenem (1 g)
- Diluir em 10 mL de ABD.
- Administrar EV a cada 8 horas.
- Orientações:
- Solicitar exames para cálculo do Score de Ranson. Observar sinais infecciosos, sinais de choque e falência orgânica.
- Avaliar necessidade de terapia nutricional parenteral.
- COLELITÍASE
- Ambulatorial
- Analgesia:
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Escopolamina 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Ibuprofeno 400 ou 600 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas, por até 3 dias, se houver dor importante.
- OU
- Cetoprofeno 150 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por até 3 dias, se houver dor importante.
- Antieméticos:
- Domperidona 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- OU
- Bromoprida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas.
- Dose pediátrica: 1 gota/kg/dose VO a cada 8 horas (máximo de 30 gotas).
- OU
- Metoclopramida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- OU
- Ondansetrona 4 ou 8 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Dose pediátrica (VO):
- 6 meses a 2 anos: 2 mg (0,2 a 0,4 mg/kg).
- 2 a 10 anos (até 30 kg): 4 mg.
- Acima de 10 anos (mais de 30 kg) e adultos: 8 mg.
- Pronto atendimento
- Escopolamina + dipirona (4 + 500 mg/mL) – ampola com 5 mL
- Diluir em 10 mL e administrar EV, lentamente, a cada 6 horas.
- Cetoprofeno [Profenid®] 100 mg/2 mL – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100mL de SF 0,9%. Administrar em 20 minutos
- Tramadol 100 mg/2 mL – 1 ampola Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9% Administrar IV em 30 minutos.
- Antieméticos:
- Bromoprida (10 mg/2 mL)
- Diluir 1 ampola em 18 mL de água destilada. Administrar EV, lentamente, a cada 8 horas.
- Dose pediátrica: 0,5 a 1 mg/kg/dia, dividido a cada 8 horas.
- Ondansetrona (4 mg/mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% . Administrar em 20 minutos, a cada 8 horas.
- Metoclopramida (10 mg/2 mL)
- Diluir 1 ampola em 10 mL de água destilada. Administrar EV, lentamente, a cada 8 horas.
- COLECISTITE
- Bizu: trata-se de um abdome agudo inflamatório cirúrgico.
- Orientações:
- Internação e/ou transferência. Passar caso para cirurgia geral. Jejum para o procedimento.
- Glicose 5% 500 mL + Nacl 10% 10 mL (2 ampolas) + Kcl 10% 10
- mL (1 ampola)
- Administrar IV a cada 6 horas, se dieta suspensa.
- Dipirona 1 g/2 mL – 1 ampola
- Administrar 1 ampola IV em bolus lento, a cada 6 horas.
- Tramadol 100 mg/2 mL – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9%.
- Administrar IV em 30 minutos, a cada 8 horas.
- Domperidona 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- OU
- Bromoprida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas.
- Dose pediátrica: 0,5 – 1 mg/kg/dia, divididos a cada 8 horas.
- Antibióticos:
- Ceftriaxona [Rocefim®] 1 g
- Aplicar 1 ampola (1 g) IV a cada 24 horas.
- Metronidazol 5 mg/mL
- Administrar 1 bolsa (500 mg) IV a cada 8 horas, por 7 a 10 dias.
- OU
- Amoxicilina+Clavulanato 1000 + 200 mg
- Diluir em 100 mL de SF 0,9% e administrar IV a cada 8 horas.
- COLANGITE
- Dipirona 1 g/2 mL – 1 ampola
- Administrar 1 ampola EV em bolus lento a cada 6 horas.
- Tramadol 100 mg/2 mL – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9% e administrar IV em 30 minutos a cada 8 horas.
- Morfina (10 mg/mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 10 mL de ABD e administrar 4 a 5ml a cada 6 horas.
- Ondansetrona (4 mg/mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 20 minutos a cada 8 horas.
- Monoterapia:
- Ciprofloxacino [Cipro®] 400 mg/200 mL
- Administrar 1 bolsa EV a cada 12 horas, por 7 a 10 dias.
- Piperacilina + tazobactam 4 g + 500 mg
- Administrar EV a cada 8 horas, por 7 a 10 dias.
- Terapia com associação:
- Metronidazol 5 mg/mL
- Fazer 1 bolsa (500 mg) EV a cada 8 horas, por 7-10 dias.
- ·
- Cefepima 1 g
- Administrar 2 ampolas (2 g) EV a cada 8 horas, por 7-10 dias.
- Profilaxia de TVP:
- Enoxaparina 40 mg
- Aplicar 1 ampola a cada 24 horas.
- Orientações:
- Realizar exames e terapias para desobstrução da via biliar. Monitorar sinais vitais, balanço hídrico e sinais de choque séptico (Pêntade de Reynolds).
- REFLUXO GASTROESOFÁGICO
- Tratamento empírico (4-12 semanas)
- Omeprazol 20-40 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 24 horas, pela manhã em jejum, ao menos 30 minutos antes de se alimentar. Ou pode ser fracionado a cada 12 horas.
- OU
- Esomeprazol 20-40 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 24 horas, pela manhã em jejum, ao menos 30 minutos antes de se alimentar. Ou pode ser fracionado a cada 12 horas.
- Domperidona 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- OU
- Bromoprida 10mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Orientações:
- Elevar a cabeceira elevada ao deitar. Não se alimentar antes de dormir.
- Redução de peso, se indicado. Cessar tabagismo.
- Evitar refeições volumosas,
- Evitar alimentos que agravam os sintomas, como chocolates, bebidas gaseificadas, café e condimentos.
- DOENÇA ULCEROSA PÉPTICA
- Omeprazol 40 mg/pantoprazol 40 mg/esomeprazol 40 mg Tomar 1 comprimido pela manhã em jejum, por 8 a 12 semanas.
- Associado à H. Pylori:
- Amoxicilina 500 mg
- Tomar 2 comprimidos a cada 12 horas, por 14 dias.
- ·
- Claritromicina 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 14 dias.
- ·
- Omeprazol 40 mg/pantoprazol 40 mg/esomeprazol 40 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 14 dias.
- ASCITE
- Dieta hipossódica
- Espironolactona 25 mg
- Tomar 2 comprimidos (50 mg) pela manhã.
- Redução de peso, se indicado. Cessar tabagismo.
- Evitar refeições volumosas,
- Evitar alimentos que agravam os sintomas, como chocolates, bebidas gaseificadas, café e condimentos.
- Furosemida 40 mg
- Tomar 01 a 02 comprimidos de manhã.
- Ascite com PBE
- Ceftriaxona 1 g
- Administrar 2 g IV a cada 8 horas, por 7 dias.
- OU
- Piperacilina + tazobactam [Tazocin®] 4/0,5 g
- Administrar 4,5g IV a cada 6 horas, por 7 dias.
- Profilaxia de PBE
- Norfloxacino 400 mg
- Tomar 1 comprimido pela manhã.
- OU
- Sulfametoxazol + trimetoprima 800/160 mg
- Tomar 1 comprimido pela manhã.
- Profilaxia de encefalopatia hepática
- Lactulose 667 mg/mL
- Tomar 20 mL a cada 8 horas. Objetivo: 2 a 4 evacuações por dia.
- Suspender o uso de diuréticos
- DIVERTICULITE AGUDA — NÃO COMPLICADA
- Ambulatorial:
- Antibióticos:
- Ciprofloxacino 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 7 dias.
- ·
- Metronidazol 400 mg
- Tomar 1 comprimido cada 8 horas, por 7 dias.
- OU
- Amoxicilina + clavulanato 875+125 mg
- Tomar 1 comprimido cada 12 horas, por 10 dias.
- Observação: o uso de antibióticos na diverticulite aguda não complicada não apresenta efeito na evolução da doença, podendo ser realizado o tratamento sem o uso dessa classe de medicamentos. No entanto, estudos sugerem uma menor morbidade e recuperação mais rápida com seu uso.
- Analgesia:
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido de 6/6 horas.
- Ibuprofeno 400 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas, por 3 até dias, se houver dor importante.
- OU
- Cetoprofeno 150 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, até 3 dias, se houver dor importante.
- Paracetamol + codeína 500 + 30 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas, se houver dor intensa sem melhora com outros analgésicos.
- Antieméticos:
- Domperidona 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Bromoprida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas.
- Dose pediátrica: 0,5 a 1 mg/kg/dia, dividido a cada 8 horas.
- Metoclopramida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Ondansetrona 4 ou 8 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Internação ou pronto atendimento
- Dieta branda ou pastosa
- Avaliar a tolerância do paciente à dieta e o motivo da internação.
- Glicose 5% 500 mL + Nacl 10% 10 mL (2 ampolas) + Kcl 10% 10
- mL (1 ampola)
- Administrar IV a cada 6 horas, se dieta suspensa.
- Dipirona 1 g/2 mL – 1 ampola
- Administrar 1 ampola IV em bolus lento a cada 6 horas.
- Tramadol 100 mg/2 mL - 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9% e administrar IV em 30 minutos a cada 8 horas.
- Domperidona 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- OU
- Bromoprida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas.
- Dose pediátrica: 0,5 a 1 mg/kg/dia, dividido a cada 8 horas.
- Antibióticos:
- Ceftriaxona [Rocefim®] 1 g
- Aplicar 1 ampola (1 g) IV a cada 24 horas.
- Metronidazol 5 mg/mL
- Administrar 1 bolsa (500 mg) IV a cada 8 horas, por 7-10 dias.
- OU
- Amoxicilina + clavulanato 1000 + 200 mg
- Diluir em 100 mL de SF 0,9% e administrar IV a cada 8 horas.
- Ascite complicada com abscesso ou pneumoperitônio
- Bizu: é um abdome agudo inflamatório com necessidade de procedimento, seja cirúrgico ou drenagem.
- Orientações:
- Internação e/ou transferência. Encaminhar caso para cirurgia geral. Jejum para procedimento.
- Glicose 5% 500 mL + Nacl 10% 10 mL (2 ampolas) + Kcl 10% 10
- mL (1 ampola)
- Administrar IV a cada 6 horas, se dieta suspensa.
- Dipirona 1 g/2 mL – 1 ampola
- Administrar 1 ampola IV em bolus lento a cada 6 horas.
- Tramadol 100 mg/2 mL – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9% e administrar IV em 30 minutos a cada 8 horas.
- Domperidona 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- OU
- Bromoprida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas.
- Dose pediátrica: 0,5 a 1 mg/kg/dia, dividido a cada 8 horas.
- Antibióticos:
- Ceftriaxona [Rocefim®] 1 g
- Aplicar 1 ampola (1 g) IV a cada 24 horas.
- Metronidazol 5 mg/mL
- Administrar 1 bolsa (500 mg) IV a cada 8 horas, por 7-10 dias.
- OU
- Amoxicilina + clavulanato 1000 + 200 mg
- Diluir em 100 mL de SF 0,9% e administrar IV, a cada 8 horas.
- APENDICITE AGUDA
- Bizu: trata-se um abdome agudo inflamatório cirúrgico.
- Orientações:
- Internação e/ou transferência. Encaminhar caso para cirurgia geral. Jejum para procedimento.
- Glicose 5% 500 mL + Nacl 10% 10 mL (2 ampolas) + Kcl 10% 10
- mL (1 ampola)
- Administrar IV a cada 6 horas, se dieta suspensa.
- Dipirona 1 g/2 mL – 01 ampola
- Administrar 1 ampola IV em bolus lento a cada 6 horas.
- Tramadol 100 mg/2 mL – 01 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9% e administrar IV em 30, a cada 8 horas.
- Domperidona 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- OU
- Bromoprida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas.
- Dose pediátrica: 0,5 a 1 mg/kg/dia, dividido a cada 8 horas.
- Antibióticos:
- Ceftriaxona [Rocefim®] 1 g
- Aplicar 1 ampola (1 g) IV a cada 24 horas.
- Metronidazol 5 mg/mL
- Fazer 01 bolsa (500mg) IV a cada 8 horas, por 7-10 dias.
- OU
- Amoxicilina + clavulanato 1000 + 200 mg
- Diluir em 100 mL de SF 0,9% e administrar IV a cada 8 horas.
- ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO
- Dieta oral zero.
- Sonda nasogástrica aberta.
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Bromoprida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas.
- OU
- Metoclopramida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- OU
- Ondansetrona 4 ou 8 mg
- Tomar 01 comprimido a cada 8 horas.
- Simeticona 75 mg/mL
- Tomar 60-80 gotas a cada 6 horas.
- Hidratação endovenosa de manutenção:
- SF 0,9 500 mL + 5 ampolas de SG 50% + 1 ampola de NaCl 20% +
- 1 ampola KCl 19,1%
- Administrar EV a cada 6 horas.
- SG 5% 500 mL + NaCl 10% 10 mL (2 ampolas) + KCl 10% 10 mL
- (1 ampola)
- Administrar EV a cada 6 horas.
- Bizu: descontinuar opioides, tricíclicos e anticolinérgicos.
- ABDOME AGUDO PERFURATIVO
- Orientações:
- Internação e/ou transferência. Encaminhar caso para cirurgia geral. Jejum para procedimento.
- Não traumático
- Dieta suspensa
- Glicose 5% 500 mL + Nacl 10% 10 mL (2 ampolas) + Kcl 10% 10
- mL (1 ampola)
- Administrar IV a cada 6 horas.
- Dipirona 1 g/2 mL – 1 ampola
- Administrar 1 ampola IV em bolus lento a cada6 horas.
- Tramadol 100 mg/2 mL – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9% e administrar IV em 30 minutos, a cada 8 horas.
- Domperidona 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- OU
- Bromoprida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas.
- Dose pediátrica: 0,5 a 1 mg/kg/dia divididos a cada 8 horas.
- Omeprazol 40 mg
- Administrar 1 ampola IV imediatamente e depois a cada 12 horas.
- Antibióticos:
- Ceftriaxona [Rocefim®] 1 g
- Aplicar 1 ampola (1 g) IV a cada 24 horas.
- ·
- Metronidazol 5 mg/mL
- Administrar 1 bolsa (500 mg) IV a cada 8 horas, por 7 a 10 dias.
- OU
- Amoxicilina + clavulanato 1000 + 200 mg
- Diluir em 100 mL de SF 0,9% e administrar IV a cada 8 horas.
- Monitorização
- Sinais vitais a cada 6 horas. Sondagem vesical de demora.
- Traumático
- Dieta suspensa
- Glicose 5% 500 mL + Nacl 10% 10 mL (2 ampolas) + Kcl 10% 10
- mL (1 ampola)
- Administrar IV a cada 6 horas.
- Dipirona 1 g/2 ml – 1 ampola
- Administrar 1 ampola IV em bolus lento a cada 6 horas.
- Tramadol 100 mg/2 mL – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9% e administrar IV em 30 minutos, a cada 8 horas.
- Domperidona 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- OU
- Bromoprida 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas
- Dose pediátrica: 0,5 a 1 mg/kg/dia, divididos a cada 8 horas.
- Omeprazol 40 mg
- Administrar 1 ampola IV imediatamente e depois a cada 12 horas.
- Antibióticos:
- Ceftriaxona [Rocefim®] 1 g
- Administrar 1 ampola (1 g) IV a cada 24 horas.
- Metronidazol 5 mg/mL
- Administrar 1 bolsa (500 mg) IV a cada 8 horas, por 7 a 10 dias.
- OU
- Amoxicilina + clavulanato 1000 + 200 mg
- Diluir em 100 mL de SF 0,9% e administrar IV a cada 8 horas.
- Monitorização
- Sinais vitais a cada 1 hora. Sondagem vesical de demora.
- Avaliar necessidade de drogas vasoativas.
- ABDOME AGUDO VASCULAR
- Bizu: trata-se de um abdome agudo cirúrgico com necessidade de condutas rápidas.
- Dieta oral zero.
- Sonda nasogástrica aberta.
- Dipirona 1 g/2 mL – 1 ampola
- Administrar 1 ampola IV em bolus lento, a cada 6 horas.
- Bromoprida 10 mg/2 mL
- Diluir para 20 mL e administrar IV lentamente, a cada 8 ou 12 horas.
- OU
- Ondansetrona (4 mg/mL) [Vonau®] – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar durante 20 minutos, a cada 8 horas.
- Morfina 10 mg/mL (ampola 1 mL)
- Diluir para 10 mL e administrar 4 mL a cada 4 horas, se necessário.
- Enoxaparina 40 mg/60 mg/80 mg
- Aplicar 1 mg/kg SC a cada 12 horas.
- Sondagem vesical de demora.
- Hidratação endovenosa de manutenção:
- SF 0,9 500 mL + 5 ampolas de SG 50% + 1 ampola de NaCl 20%
- Administrar EV a cada 6 horas.
- SG 5% 500 mL + NaCl 10% 10 mL (2 ampolas) Administrar EV a cada 6 horas.
- ABDOME AGUDO HEMORRÁGICO
- Bizu: trata-se de um abdome agudo cirúrgico, com necessidade de condutas rápidas. No quadro agudo, a hemoglobina não é confiável; oriente-se pela gasometria arterial e pela hemodinâmica do paciente.
- Ringer lactato ou SF 0,9%
- Administrar no máximo 1000 mL IV.
- Ácido tranexâmico 250 mg/5 mL (se trauma contuso)
- Diluir 4 frascos em 100 mL e administrar em 30 minutos.
- Concentrado de hemácias
- Noradrenalina 4 mg/4 mL
- Diluir 5 ampolas (20 mL) em 180 mL de SF 0,9% e administrar IV em BIC.
- Iniciar com 5 mL/h e titular conforme resposta clínica.
- Sonda vesical de demora
- Puncionar acessos venosos calibrosos
- SISTEMA HEMATOLÓGICO
- ANEMIA FERROPRIVA
- Bizus:
- Sempre investigar a causa da anemia (sangramento, déficit de absorção, déficit de ingesta).
- Lembrar que sintomas clínicos nem sempre acompanham grau laboratorial.
- A cada 1 mg de sulfato ferroso, há 0,2 mg de ferro elementar.
- O sulfato ferroso existe sob a forma de comprimido (60 mg de ferro elementar por comprimido), gotas (1 mg de ferro elementar por gota) e xarope (50 mg de ferro elementar a cada 10 mL).
- Via oral:
- 1. Sulfato ferroso 300 mg (60 mg de ferro elementar)
- Tomar 1 comprimido antes do café, almoço e jantar. Preferir alimentos ácidos concomitantes e evitar consumo de laticínios no mesmo horário.
- Dose pediátrica: sulfato ferroso em gotas ou xarope, na dose de 3 a 6 mg de ferro elementar/kg/dia.
- Via parenteral:
- Hidróxido férrico [Noripurum®] (100 mg/5 mL)
- Diluir de 5 a 10 mL de Noripurum® em 250 mL de SF 0,9%. Infundir em, no mínimo, 30 minutos.
- Aplicar de 1 a 3 vezes por semana, conforme cálculo de deficiência de ferro.
- Carboximaltose férrica [Ferinject®] (50 mg/mL)
- Com base no cálculo de deficiência de ferro, diluir a dose em 100 a 250 mL de SF.
- Aplicar EV 1 vez na semana, infundindo em 10 a 15 minutos.
- NEUTROPENIA FEBRIL
- Bizus:
- Ao atender um paciente com neutropenia febril, o score MASCC é fundamental para avaliar o risco do quadro.
- Além do score MASCC na escolha do tratamento, avaliar estabilidade hemodinâmica e a capacidade do paciente em realizar o tratamento domiciliar.
- O tempo de uso do antibiótico deve ser individualizado, com base na infecção do paciente e na evolução do quadro.
- Em caso de pacientes de baixo risco:
- Uso oral:
- Ciprofloxacino 500 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 10-14 dias.
- ·
- Amoxicilina + clavulanato 875/125 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 10-14 dias.
- Em caso de pacientes de alto risco (prescrição hospitalar):
- Dieta oral sob supervisão, com cuidados para
- neutropênicos (evitar alimentos crus). Acesso venoso salinizado.
- Cefepime 2 g
- Administrar EV a cada 8 horas.
- OU
- Piperacilina + tazobactam 4,5 g
- Administrar EV a cada 6 horas.
- OU
- Meropenem 1 g
- Administrar IV a cada 8 horas.
- Se houver suspeita de infecções de pele ou relacionada a cateter venoso:
- Vancomicina 1 g a 2 g
- Administrar VO a cada 6 horas.
- Se houver suspeita de Clostridium difficile, incluir:
- Metronidazol 400 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 8 horas.
- SISTEMA ENDÓCRINO METABÓLICO
- CETOACIDOSE DIABÉTICA (CAD) E ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR (EHH)
- Insulinoterapia
- Apenas prescrever insulina se o potássio (K⁺) inicial for maior que 3,3 mEq/L.
- Insulina regular (100 UI/mL)
- Diluir 1 mL em SF 0,9% 100 mL (solução 1:1) → concentração
- final: 1 UI/mL.
- Dose de ataque (bolus): 0,1 a 0,15 UI/kg IV.
- Dose de manutenção: iniciar a 0,1 UI/kg/h em BIC.
- Exemplo: paciente de 70 kg.
- Bolus inicial: 7 UI IV.
- Iniciar em BIC: 7 UI/h ou 7 mL/h.
- Monitorização:
- Glicemia capilar: a cada 1 hora.
- Taxa ideal de queda da glicemia: 50 a 70 mg/dL em 1 hora ou 50% em 2 horas.
- Cuidados:
- Se a queda for superior ao ideal ou se a hemoglobina glicada (HGT) estiver abaixo de 200 a 250 mg/dL: reduzir velocidade de infusão para 0,02 a 0,05 U/kg/h e adicionar SG 5%.
- Se a queda for inferior ao ideal: dobrar a velocidade de infusão.
- Bizus:
- Ter cuidado com a hipoglicemia. Em caso de reduções rápidas, a adição de soro glicosado ajudará a contrabalancear a queda brusca.
- A bomba de insulina deve ser conectada a um acesso venoso periférico calibroso e exclusivo para essa medicação.
- Suspensão da BIC com insulina:
- Critérios: se glicemia < 200 mg/dL + pH > 7,3 + HCO₃⁻ > 18 mEq/L + ânion gap (AG) < 12 (ou ausência de cetose)
- Antes de suspender a insulina IV:
- Prescrever 10 U de insulina regular SC e aguardar 1 hora para suspensão.
- Iniciar esquema basal-bolus: 0,2 a 0,5 U/kg/dia de insulina, sendo:
- 50% NPH: ⅔ pela manhã e ⅓ à noite. 50% regular: ⅓ em cada refeição.
- Hidratação venosa
- Cloreto de sódio 0,9%
- Administrar 15 a 20 mL/kg em 1 hora e 100 mL/kg nas
- próximas 48 horas.
- Atenção às particularidades:
- Caso a concentração sérica de sódio seja > 150 (corrigido pela HGT): utilizar SF 0,45%.
- Se paciente hipervolêmico: realizar hidratação com parcimônia.
- Bizu: para cada 100 mg/dL a mais de glicose acima do seu valor considerado “normal” (assumindo 100 mg/dL como referência), deve-se aumentar o valor do sódio aferido em 1,6 mEq/L.
- Exemplo:
- HGT 300 mg/dL | Na: 132 mg/dL
- Esse valor de glicose excede em 200 mg/dL o valor tido como “normal” da glicose. Logo, devemos acrescentar 2 x 1,6 = 3,2 mEq/L ao valor aferido de sódio. Assim, o valor real do sódio será 135,2.
- Reposição de íons – Potássio
- MUDANÇA NOS VALORES DA DIRETRIZ INTERNACIONAL!
- Iniciar reposição se K⁺ < 5,0 mEq/L, conforme item
- Hipocalemia deste material.
- Se K < 3,5 mEq/L → repor 10-30 mEq/L KCL.
- Se K entre 3,5 a 5,0 mEq/L → repor 10-20 mEq/L KCL.
- Se K > 5,0 mEq/L → não repor, mas acompanhar valores.
- CONTROLE GLICÊMICO
- Indicado apenas em casos de hiperglicemia sintomática de difícil tratamento com doses isoladas de insulina regular.
- Iniciar sempre que houver duas medições consecutivas de glicemias > 180 mg/dL. O objetivo é manter os níveis glicêmicos entre 140 e 180 mg/dL.
- Lembre-se de descartar cetoacidose diabética e estado hiperglicêmico hiperosmolar.
- Insulina regular 100 UI/mL
- Diluir 1 mL (100 UI) em SF 0,9% 100 mL (solução 1:1) → 1 UI/mL
- Glicemias > 180: programar BIC para 2 mL/h. Glicemias > 220: programar BIC para 4 mL/h.
- Evolução:
- Glicemia < 60: desligar a bomba; administrar 40 mL de SG 50%. Glicemia < 100: desligar a bomba.
- Glicemia > 160-180: manter a velocidade de infusão a 1 mL/h. Glicemia > 189: aumentar 2 mL/h.
- Após desligar bomba, se o paciente for diabético ou apresentar descontrole glicêmico:
- Iniciar esquema basal-bolus com 0,2 a 0,5 U/kg/dia de insulina,
- distribuída da seguinte forma:
- 50% NPH: ⅔ pela manhã e ⅓ à noite.
- 50% regular: ⅓ em cada refeição.
- CETOACIDOSE DIABÉTICA NA PEDIATRIA
- Definição:
- Glicemia > 200 mg/dL. Cetonemia ou cetonúria.
- Acidose metabólica: pH < 7,3 e bicarbonato (HCO₃⁻) < 18mmol/L.
- Classificação:
- Leve: pH < 7,3 ou HCO₃⁻ < 18. Moderada: pH < 7,2 ou HCO₃⁻ < 10. Grave: pH < 7,1 ou HCO₃⁻ < 5.
- Fluidoterapia:
- Volume da fase inicial: 10 a 20 mL/kg/hora de cristaloides (SF 0,9% ou RL).
- Volume referente ao déficit de água: de acordo com a classificação de gravidade da CAD, subtraindo-se do volume já administrado na fase inicial e devendo ser reposto em 24 a 48 horas. Se CAD leve = 5% / CAD moderada 7% / CAD grave 10%.
- Solução de manutenção: fórmula de Holliday-Segar + déficit de água.
- Solução de manutenção:
- Inicialmente, realiza-se a fluidoterapia de manutenção sem glicose. À medida que ocorre a redução da glicemia (até 250 mg/dL), acrescenta-se glicose à solução.
- Dica: pode-se utilizar o esquema de duas bolsas (uma com glicose a 10% e outra com soro fisiológico 0,9%, sem glicose).
- Ajusta-se a infusão e, com isso, a porcentagem de glicose, de acordo com a demanda.
- Exames laboratoriais: Gasometria a cada 2 horas; Eletrólitos a cada 2 horas; EAS para diagnóstico;
- Glicemia capilar a cada 1 hora;
- Hemograma, PCR, culturas para triagem infecciosa, ureia, creatinina e albumina a depender daureia, creatinina e albumina, conforme à resposta clínica do paciente.
- Eletrólitos:
- Potássio (caso haja diurese presente e função renal preservada):
- < 3,5 mEq/dL: reposição antes de iniciar insulinoterapia.
- 3,5 - 5,5 mEq/dL: reposição no soro de manutenção, 40 mEq/L.
- 5,5 mEq/dL: não repor potássio.
- Fósforo: inicialmente deve ser reposto junto com potássio na forma de fosfato de potássio (após a fase de expansão).
- Bicarbonato: não recomendado realizar correção a menos que pH < 6,9 ou instabilidade hemodinâmica.
- Insulinoterapia:
- Deve ser iniciado após a fase de fluidoterapia inicial, desde que o potássio esteja acima de 3,5 mEq/dL.
- Dose: 0,1 UI/kg/h, em solução diluída com SF 0,9%.
- Objetivo: glicemia entre 150 a 250 durante a infusão contínua.
- Em casos de alta sensibilidade à insulina: reduzir para 0,05 UI/kg/h.
- Transição da insulina venosa para a via subcutânea quando: pH > 7,30, HCO3– ≥ 18 e glicemia ≤ 200.
- A primeira dose de insulina regular (rápida) deve ser
- administrada 30 minutos antes da suspensão da infusão contínua.
- Retomar o esquema de insulina do paciente, caso não seja primodiagnóstico.
- Primodiagnóstico: administrar 0,5 a 1,0 UI/kg/dia de insulina NPH, distribuída em ⅔ antes do desjejum e ⅓ às 21 horas.
- HIPOGLICEMIA
- Glicose 50%: 4 ampolas EV.
- Se não houver acesso venoso:
- Glucacon: 1 a 2 mg IM.
- Se etilista, desnutrido ou hepatopata, administrar:
- Tiamina 100 a 300 mg EV ou IM.
- Hipoglicemia na pediatria:
- Correção oral: aproximadamente 0,3 g/kg de carboidrato (entre 10 – 20 g no total).
- Correção venosa:
- Neonatos: 2 mL/kg glicose a 10%.
- Lactentes e crianças: 2 mL/kg glicose a 25%.
- Adolescentes: 1 mL/kg glicose a 50%.
- SISTEMA GENITO-URINÁRIO
- INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
- Baixa (cistite) Bizus:
- Em caso de infecção complicada ou paciente não
- responder ao tratamento de primeira linha, considerar coleta de urocultura.
- Quinolonas (como ciprofloxacino e levofloxacino) não são mais consideradas primeira linha para cistite não complicada, devido ao risco elevado de efeitos adversos e ao aumento da resistência bacteriana. Devem ser reservadas para casos complicados ou com falha terapêutica.
- Toda ITU em crianças pequenas (< 2 anos) deve ser tratada com atenção e pode necessitar de investigação de malformações do trato urinário.
- Nitrofurantoína [Macrodantina®] 100 mg - 28 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO a cada 6 horas, por 7 dias.
- Bizus:
- Pode ser usada em gestantes até a 38ª semana.
- Evitar em caso de suspeita de pielonefrite ou em pacientes com ClCr < 30.
- Fosfomicina [Monouril®] (3 g/envelope) – 1 envelope
- Diluir o envelope em um copo de água e tomar VO em dose única, ao deitar, preferencialmente após urinar.
- Sulfametoxazol + trimetoprima [Bactrim®] 800 + 160 mg – 10 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 3 a 5 dias.
- Dose pediátrica: 40 mg/kg/dia a cada 12 horas, por 7 a 10 dias.
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulim®] 500 + 125 mg – 30 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO a cada 8 horas, por 7 a 10 dias.
- Dose pediátrica: 40 mg/kg/dia a cada 8 horas, por 7 a 10 dias.
- Se houver disúria:
- Fenazopiridina [Pyridium®] 200 mg – 1 caixa
- Tomar 1 comprimido VO a cada 8 horas.
- Bizu: essa medicação altera a coloração da urina; avisar o paciente antes da prescrição.
- Cistite na pediatria:
- Cefalexina – 50 mg/kg/dia a cada 6 ou 8 horas, por 7 a 10 dias.
- Alta (pielonefrite)
- Bizus:
- Se ausência de melhora após 48-72h de tratamento, investigar alterações renais (ex.: obstrução).
- De maneira geral, gestantes, pacientes com queda do estado geral, sinais de complicações ou pielonefrite complicada e/ou impossibilidade de tratamento por via oral devem ser internados para tratamento.
- Não complicada por sepse – opções em comprimido:
- Levofloxacino [Alevo®] 750 mg – 7 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO uma vez ao dia, por 7 dias.
- Ciprofloxacino [Cipro®] 500 mg – 20 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 10 dias.
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulim®] 875 + 125 mg – 30 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 10 a 14 dias.
- Dose pediátrica: 40 mg/kg/dia a cada 8 horas.
- Não complicada por sepse – pacientes internados:
- Levofloxacino [Alevo®] 500 mg/100 mL
- Administrar 1 bolsa EV a cada 24 horas, por 10 a 14 dias.
- Ciprofloxacino [Cipro®] 400 mg/200 mL
- Administrar 1 bolsa EV a cada 12 horas, por 10 a 14 dias.
- Dose pediátrica: 20 a 30 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Ceftriaxona [Rocefim®] 1 g
- Aplicar 1 ampola (1 g) EV a cada 24 horas, por 10 a 14 dias.
- Complicada com sepse:
- Piperacilina + tazobactam [Tazocin®] 4 g + 500 mg
- Administrar EV a cada 8 horas por 10 a 14 dias.
- Dose pediátrica: 300 mg/kg/dia a cada 6 ou 8 horas.
- Cefepima 1 g
- Administrar EV a cada 12 horas, por 10 a 14 dias.
- Meropeném [Meronem®] 1 g
- Administrar 1 ampola EV de 8/a cada 8 horas, por 10 a 14 dias.
- CANDIDÍASE VAGINAL
- Bizu: orientar sobre a higiene íntima, evitar duchas e uso de produtos irritantes. Roupas íntimas de algodão ajudam a reduzir umidade.
- Intravaginal:
- Clotrimazol 10 mg/g (creme vaginal) – 1 frasco
- Aplicar 1 aplicador cheio (aproximadamente 5 g) via endovaginal, ao deitar, por 7 a 14 dias.
- Bizu: pode ser utilizado em gestantes.
- Miconazol 2% (creme vaginal) – 1 frasco
- Aplicar 1 aplicador cheio (aproximadamente 5 g) via endovaginal, ao deitar, por 7 dias.
- Bizu: pode ser utilizado em gestantes.
- Nistatina 25.000 UI/g (creme vaginal) – 1 frasco
- Aplicar 1 aplicador cheio endovaginal, ao deitar, por 14 dias.
- Butoconazol 2% (creme vaginal) – 1 frasco
- Aplicar 1 aplicador cheio (aproximadamente 5 g) via endovaginal, ao deitar, em dose única.
- Terconazol 0,8% (creme vaginal) – 01 frasco
- Aplicar 1 aplicador cheio (aproximadamente 5 g) via endovaginal, ao deitar, por 3 dias.
- Terapia oral:
- Fluconazol 150 mg – 1 comprimido
- Tomar 1 comprimido dose única.
- Itraconazol 100 mg – 2 comprimidos
- Tomar 2 comprimidos a cada 12 horas, por 1 dia.
- Candidíase recorrente:
- Dose de ataque: fluconazol 150 mg – 1 comprimido VO nos dias 1, 4 e 7.
- Manutenção: fluconazol 150 mg – 1 comprimido VO 1 vez na semana, por 6 meses.
- Candidíase vulvovaginal por Candida sp. fluconazol- resistente, Candida não-albicans ou alergia ao fluconazol:
- 1. Ácido bórico (manipulado)
- Dose de ataque: ácido bórico 600 mg – 1 óvulo via vaginal 1 vez ao dia, por 14 noites.
- Manutenção: ácido bórico 600 mg – 1 óvulo via vaginal 2 a 3 vezes por semana, por 6 meses.
- Observação: o ácido bórico NÃO pode ser utilizado em gestantes. Nesse caso, optar por nistatina ou miconazol.
- VAGINOSE BACTERIANA
- Bizus:
- Em caso de recorrência, utilizar metronidazol por 10-14 dias.
- Informar o paciente sobre evitar consumo de álcool durante e por pelo menos 48 horas após o tratamento.
- Geralmente, o tratamento do parceiro não é indicado. Orientar sobre higiene íntima e evitar duchas para prevenir recidivas.
- Terapia oral:
- Metronidazol 250 mg – 28 comprimidos
- Tomar 2 comprimidos a cada 12 horas, por 7 dias.
- Clindamicina 150 mg – 28 comprimidos
- Tomar 2 comprimidos a cada 12 horas, por 7 dias.
- VAGINOSE CITOLÍTICA
- Diluir 30-60 g de bicarbonato de sódio (1-2 colheres de sopa) em 1-2 L de água e fazer banho de assento 3 vezes por dia, por 7 dias.
- OU
- Misturar 15-30g de bicarbonato de sódio em 0,5 L de água morna e irrigar a vagina com o auxílio de uma seringa, por exemplo.
- Vaginose citolítica recorrente:
- Banho de assento 1-2 vezes por semana.
- OU
- Ducha vaginal 24-48 horas antes do início possível dos sintomas (por exemplo, antes do início menstruação).
- TRICOMONÍASE
- Terapia oral:
- Metronidazol 400 mg - 5 comprimidos
- Tomar 5 comprimidos (total de 2 g) VO, dose única.
- Bizus:
- Em caso de disponibilidade apenas do comprimido de 250 mg, a dose é de 8 comprimidos.
- O metronidazol pode ser utilizado em gestantes e lactantes (suspender lactação por 12 horas antes da primeira dose).
- Tinidazol 500 mg – 1 comprimido
- Tomar4 comprimidos VO, em dose única.
- Secnidazol 1 g – 2 comprimidos
- Tomar 2 comprimidos VO, em dose única.
- Bizu: ao contrário da vaginose bacteriana, na tricomoníase os parceiros devem ser tratados.
- HERPES GENITAL
- Bizu: o tratamento precoce (iniciado nas primeiras 72 horas dos sintomas)reduz a duração e a intensidade da crise.
- Herpes genital – primoinfecção:
- Aciclovir 200 mg – 35 comprimidos [SUS]
- Tomar 1 comprimido VO a cada 4 horas, pulando a dose noturna, por 7 dias.
- OU
- Aciclovir 400 mg c 21 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO a cada 8 horas, por 7 dias.
- OU
- Valaciclovir 500 mg – 14 comprimidos
- Tomar 2 comprimidos VO a cada 12 horas, por 7-14 dias.
- OU
- Fanciclovir 125 mg – 21 comprimidos
- Tomar 2 comprimidos VO a cada 8 horas por 7 dias.
- Herpes genital – casos graves de infecção disseminada/imunossupressão;
- Aciclovir 5 a 10 mg/kg EV a cada 8 horas, por 2 a 7 dias ou até melhora clínica;
- Após melhora: aciclovir 400 mg VO 3 vezes ao dia, por no mínimo 10 dias.
- Herpes episódico
- Em adultos, adolescentes e gestantes:
- Aciclovir 400 mg via VO 3 vezes ao dia, por 5 dias.
- OU
- Valaciclovir 1 g VO 1 vez ao dia, por 5 dias.
- OU
- Fanciclovir 250 mg VO 2 vezes ao dia, por 5 dias.
- Em pacientes com HIV ou imunossuprimidos:
- Aciclovir 400 mg VO, 3 vezes ao dia, por 5 a 10 dias.
- OU
- Valaciclovir 1 g VO, 2 vezes ao dia, por 5 a 10 dias.
- OU
- Fanciclovir 500 mg VO, 2 vezes ao dia, por 5 a 10 dias.
- Herpes recorrente (≥ 4 a 6 episódios/ano) Em pacientes imunocompetentes:
- Aciclovir 400 mg VO, 2 vezes ao dia;
- OU
- Valaciclovir 500 mg VO, 2 vezes ao dia;
- OU
- Fanciclovir 250 mg VO, 2 vezes ao dia.
- Em pacientes com HIV ou imunossuprimidos:
- Aciclovir 400 a 800 mg VO 2 a 3 vezes ao dia; OU
- Valaciclovir 500 mg VO 2 vezes ao dia; OU
- Fanciclovir 500 mg VO 2 vezes ao dia.
- Herpes em gestantes e puérperas Infecção primária:
- Aciclovir 400 mg VO, 3 vezes ao dia, por 7 a 14 dias.
- Infecção recorrente:
- Aciclovir 400 mg VO, 3 vezes ao dia, por 5 dias.
- OU
- Aciclovir 800 mg VO, 2 vezes ao dia por 5 dias.
- URETRITE GONOCÓCICA
- Bizu: uretrite com secreção purulenta deve ser tratada como gonocócica até prova contrária. Deve-se tratar os parceiros sexuais também.
- Terapia dupla:
- Ceftriaxona (500 mg/2 mL) [Rocefin®] – 1 ampola
- Aplicar 1 ampola IM, dose única.
- ·
- Azitromicina 500 mg – 2 comprimidos (1 g)
- Tomar 2 comprimidos em dose única.
- OU
- Ceftriaxona (500 mg/2 mL) [Rocefin®] – 1 ampola
- Aplicar 1 ampola IM, dose única.
- ·
- Doxiciclina 100 mg – 14 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 7 dias.
- URETRITE NÃO GONOCÓCICA
- Azitromicina 500 mg [Astro®] – 2 comprimidos (1 g)
- Tomar 2 comprimidos em dose única.
- OU
- Doxiciclina 100 mg – 14 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 7 dias.
- URETEROLITÍASE (CÓLICA NEFRÉTICA)
- Bizus:
- Diante de um paciente com cólica nefrética, o principal é afastar sinais de complicação e realizar terapia sintomática imediata no paciente
- Após controle sintomático, orientar paciente sobre retorno em caso sinais de alarme, infecções ou refratariedade ao tratamento.
- Cálculos com mais de 10mm precisam de procedimento cirúrgico.
- A terapia medicamentosa tem maior efetividade com cálculos de até 4 a 5 mm.
- Uso oral:
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Cetoprofeno [Profenid®] 100 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 5 dias.
- Tansulosina 0,4 mg
- Tomar 1 comprimido à noite, por até 6 semanas.
- Uso intravenoso:
- Cetoprofeno [Profenid®] (100 mg/2 mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 20 minutos.
- Dipirona (1 g/2 mL) – 1-2 ampolas
- Administrar 1 a 2 ampolas (1 g a 2 g) EV em bolus lento.
- Opiáceos:
- Tramadol (50 mg/mL) – 1 ampola
- Administrar 1 a 2 ampolas (50 mg a 100 mg) EV.
- Morfina (10 mg/mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 10 mL de água destilada e administrar 4 a 5 mL EV.
- Antieméticos:
- Bromoprida (5 mg/mL) [Plamet®] – 1 ampola
- Administrar 1 a 2 ampolas (10 a 20 mg) EV ou IM.
- Ondansetrona (4 mg/mL) [Vonau®] – 1 ampola
- Diluir em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 20 minutos.
- SISTEMA REPRODUTOR
- ORQUIEPIDIDIMITE
- Bizus:
- Em homens jovens sexualmente ativos, a principal causa é Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorhoeae; em idosos ou portadores de HPB, as causas urinárias são mais comuns, como Escherichia coli.
- A orquiepididimite pode ser de causa viral, bacteriana ou fúngica.
- Além do tratamento medicamentoso, medidas como uso de suspensório escrotal e aplicação de bolsas de gelo podem ser úteis no controle sintomático do paciente.
- Pacientes jovens:
- Ceftriaxona (500 mg/2 mL) [Rocefin®] – 1 ampola
- Aplicar 1 ampola IM, dose única.
- Doxiciclina 100 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 10 dias.
- OU
- Ceftriaxona (500 mg/2 mL) [Rocefin®] – 1 ampola
- Aplicar 1 ampola IM, dose única.
- ·
- Azitromicina 500 mg – 2 comprimidos
- Tomar 2 comprimidos VO, dose única.
- Pacientes idosos:
- Uso oral:
- Ciprofloxacino 500 mg – 28 comprimidos
- Tomar 1 comprimido por VO a cada 12 horas, por 14 dias.
- Levofloxacino 500 mg -– 10 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO uma vez ao dia, por 10 dias.
- ANALGESIA:
- Dipirona 1 g
- Tomar 1 comprimido VO a cada 6 horas, se houver dor.
- Ibuprofeno 600 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 5 dias.
- SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL
- Bizus:
- A depender do volume menstrual, o sangramento uterino anormal pode levar à anemia e até à instabilidade hemodinâmica.
- Existem diversas causas de SUA. Em casos de sangramento sem causa definida, deve-se solicitar hemograma, coagulograma e β-HCG.
- Em caso de SUA sem gravidade e que não interfira nas atividades diárias da paciente, o mais apropriado é aguardar os resultados dos exames laboratoriais e de imagem antes de iniciar a terapêutica medicamentosa.
- Em caso de hemoglobina < 7 g/dL, está indicada a reposição com concentrado de hemácias (CHAD).
- TRATAMENTO
- Em casos de instabilidade hemodinâmica ou impossibilidade de terapia oral:
- Estrogênio conjugado [Premarin®] -– frasco-ampola com 20 mg
- Administrar 1 ampola EV.
- Em pacientes estáveis, com possibilidade de terapia oral: Estrogênio conjugado [Premarin®] 0,65 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 6 horas, por 21 a 25 dias (a
- depender da duração normal do ciclo menstrual).
- ·
- Medroxiprogesterona (10 mg)
- Após término do estrogênio conjugado, tomar 1 comprimido VO 1 vez ao dia, por 10 dias.
- Medroxiprogesterona (10 mg)
- Tomar 1 comprimido VO 1 vez ao dia, por 10 dias.
- Associado à terapêutica hormonal, recomenda-se o uso de antibrinolíticos ou anti-inflamatórios não esteroidais Ácido tranexâmico (250 mg) – opção VO
- Tomar 4 comprimidos (1 g) a cada 8 horas, por 5 dias.
- OU
- Ácido tranexâmico (50 mg/mL) – opção EV
- Dose de 10 mg/kg (máximo de 600 mg por dose). Aplicar a cada 8 horas, por até 5 dias.
- OU
- Naproxeno (500 mg)
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por até 5 dias.
- OU
- Ácidomefenâmico (500 mg)
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas, por até 5 dias.
- TERAPIA DE MANUTENÇÃO (após estabilização do quadro agudo):
- Medroxiprogesterona (10 mg)
- Tomar 1 comprimido VO por 10 dias, por 4 meses.
- OU
- Anticoncepcional oral combinado (estrogênio + progesterona) – 21 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO diariamente, sempre no mesmo
- horário, iniciando no primeiro dia da menstruação. Após 21 dias, fazer pausa de 7 dias e reiniciar o ciclo.
- SISTEMA OSTEOMUSCULAR
- LOMBALGIA MECÂNICA E TORCICOLO
- Uso intravenoso:
- Cetoprofeno [Profenid] 100 mg/2 mL – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 20 minutos.
- Dose pediátrica:
- 1 a 6 anos: 1 mg/kg/dose a cada 8 horas.
- 7 a 11 anos: 25 mg/dose a cada 8 horas.
- Dipirona 1 g/2 mL – 1 ampola
- Administrar 1 ampola EV em bolus lento.
- Tramadol 100 mg/2 mL – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9% e administrar IV em 30 minutos.
- Dose pediátrica: 1 mg/kg/dose a cada 6 horas.
- Uso oral:
- Paracetamol 300 mg + cafeína 30 mg + carisoprodol 125 mg + diclofenaco 50 mg [Torsilax®, Tandrilax®]
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas, por no máximo 7
- dias.
- Ciclobenzaprina [Miosan®] 10 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 5 dias.
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Paracetamol [Tylenol®] 750 g
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Caso a apresentação seja de 500 mg tomar a cada 6 horas (dose máxima de 4 g).
- Cetoprofeno 150 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por no máximo 5 dias.
- Ibuprofeno 400 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas, por no máximo 5 dias.
- Orientações:
- Aplicar calor local a cada 8 horas nas lesões mecânicas. Realizar repouso relativo.
- Eliminar fatores de piora.
- GOTA
- Opções de uso intra-hospitalar:
- Dipirona 1 g EV – administrar imediatamente;
- Cetoprofeno 100 mg EV – administrar imediatamente;
- Tramadol 100 mg EV – administrar lentamente, em caso de dor intensa e refratária;
- Dramin – administrar 1 ampola EV, em caso de náuseas ou vômitos.
- Opções de prescrição após a alta (escolha apenas 1 das
- opções):
- Cetoprofeno 50 mg VO a cada 8 horas, por 5-7 dias;
- Diclofenaco 50 mg VO a cada 8 horas, por 5-7 dias;
- Meloxicam 15 mg VO 1 vez ao dia, por 5-7 dias;
- Naproxeno 500 mg VO a cada 12 horas, por 5-7 dias;
- Ibuprofeno 600 mg VO a cada 12 horas, por 5-7 dias;
- Flancox 400 mg via VO a cada 12 horas, por 5-7 dias.
- Se houver contraindicação aos AINEs:
- Prednisona 20 mg
- Tomar 1 comprimido 1 vez ao dia, por 7 a 10 dias.
- FRATURA EXPOSTA
- Dose de ataque – Classificação de Gustilo & Anderson:
- Tipo I (lesão < 1 cm puntiforme)
- Cefazolina 2 g EV.
- Tipo II (lesão entre 1 – 10 cm)/Tipo III (lesão > 10 cm):
- Clindamicina 600 mg EV. Gentamicina 240 mg EV.
- Observação: em caso de trauma ocorrido em área rural, campo ou fazenda, adicionar:
- Penicilina 2.000.000 UI a cada 4 horas.
- OU
- Metronidazol 500 mg a cada 6 horas.
- Cervicalgias, dorsalgias, lombalgias/lombociatalgias, torcicolos, distensão muscular, entorses em geral
- Regra:
- Associar 1 analgésico endovenoso e 1 anti-inflamatório.
- Em caso de persistência do quadro álgico, associar 1 opioide.
- Evitar administrar medicamento IM.
- Opioides devem administrados lentamente para evitar reações adversar adversas, como náuseas ou vômitos.
- Exemplo:
- Dipirona EV + cetoprofeno EV + tramadol EV
- Analgesia – Pronto-socorro
- Dipirona sódica 500 mg/mL – ampola de 2 mL (EV)
- Diluir a ampola em 10 mL de água destilada.
- Dose máxima: 8.000 mg/dia.
- Tramadol 50 mg/mL – ampola de 1 mL (EV)
- Diluir 100 mL de solução de SAF 0,9% ou de SG 5%. Administrar em 1 hora
- Morfina 10 mg/mL – ampola de 1 mL (EV)
- Diluir 1 ampola em 10 mL de SF 0,9%. Administrar lentamente.
- Nalbufina 10 mg/mL – ampola de 1 mL (EV)
- Diluir em 100 a 250 mL de SF 0,9%. Administrar lentamente.
- Anti-inflamatórios – Pronto-socorro Cetoprofeno 1 mg/mL – bolsa de 100 mL (EV)
- Administrar lentamente em 20 minutos.
- Dose máxima: 300 mg/dia.
- Tenoxicam 20 mg – frasco/ampola (EV)
- Diluir em 20 mL de água destilada ou diluente próprio. Administrar em 1 minuto.
- Diclofenaco sódico 75 mg/3 mL – ampola (IM)
- Aplicação exclusiva em glúteo. Não aplicar em braço.
- Analgesia – Uso oral/domiciliar Dipirona 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 4 horas.
- Dipirona 1 g
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Paracetamol 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 4 horas.
- Paracetamol 750 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 4 horas.
- Tramadol 50 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Codeína 30 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Anti-inflamatório – Uso oral/domiciliar Cetoprofeno 100 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por até 5 dias.
- Nimesulina 100 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por até 5 dias.
- Celocoxibe 200 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por até 5 dias.
- Diclofenaco 50 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas, por até 5 dias.
- Diclofenaco 75 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por até 5 dias.
- Ibuprofeno 600 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por até 5 dias.
- GOTA
- Crise gotosa:
- Colchicina 0,5 mg
- 1º dia: 2 comprimidos em dose única.
- 2º dia: 1 comprimido a cada 12 horas, por até 7 dias.
- Atenção: se o paciente estiver em terapia hiperurecimiante ((alopurinol) durante uma crise aguda, não se deve interromper o uso do alopurinol na crise gotosa. Caso não utilize o medicamento, este deve ser iniciado somente após o controle da álgico.
- Analgesia no pronto-socorro
- Dipirona sódica 500 mg/mL – ampola de 2 mL (EV)
- Diluir a ampola em 10 mL de água destilada.
- Dose máxima: 8.000 mg/dia.
- Tramadol 50 mg/mL – ampola de 1 mL (EV) Diluir 100 mL de solução de SAF 0,9% ou SG 5%. Administrar em 1 hora.
- Morfina 10 mg/mL – ampola de 1 mL (EV)
- Diluir 1 ampola em 10 mL de SF 0,9%. Administrar lentamente.
- Nalbufina 10 mg/mL – ampola de 1 mL (EV)
- Diluir em 100 a 250 mL de SF 0,9%. Administrar lentamente.
- Controle do ácido úrico:
- Alopurinol 100 mg
- Tomar 1 comprimido 1 vez ao dia.
- Elevar a dose gradativamente em 50 a 100 mg a cada 4 semanas, até a estabilização do quadro de hiperuricemia.
- PSIQUIATRIA
- ACATISIA
- Propranolol 10 mg VO 2 vezes ao dia (1° linha)
- Dose inicial: 10 mg VO 2 vezes ao dia.
- Titular até 20 a 40 mg, 2 a 3 vezes por dia, conforme resposta clínica.
- Doses usuais: 40 a 120 mg/dia.
- Contraindicações: asma, diabetes mellitus, bloqueio atrioventricular (BAV), IC descompensada.
- Efeitos adversos: hipotensão ortostática e bradicardia – monitorar PA/FC em supino e ortostatismo.
- ·
- Clonazepam 0,5 a 2,5 mg/dia (VO)
- Indicação: quando o propranolol é insuficiente ou contraindicado, ou em casos de acatisia muito angustiante.
- Dose: 0,5 a 1 mg VO 2 vezes ao dia.
- Efeitos adversos: sedação, riscos de tolerância e dependência com uso prolongado – utilizar por curto prazo e planejar antecipadamente a retirada gradual após melhora.
- Contraindicações: histórico de dependência de sedativos, depressão respiratória.
- OU
- Lorazepam 0,5 mg VO 2 vezes ao dia
- A dose pode ser aumentada até no máximo 6 a 10 mg/dia.
- Outras opções:
- Biperideno 2 a 6 mg/dia
- Indicação: acatisia acompanhada de parkinsonismo ou distonia, ou falha do tratamento da primeira linha.
- Dose: 2 mg IM para alívio rápido.
- Manutenção: 2 mg VO 2 a 3 vezes ao dia, por curto período. Efeitos adversos: boca seca, visão turva, constipação, retenção urinária, prejuízo de memória (especialmente em idosos).
- Contraindicações: íleo paralítico, glaucoma de ângulo fechado, miastenia gravis.
- SÍNDROME PSICÓTICA
- Antipsicóticos atípicos (1.º linha)
- Haloperidol 1 a 5 mg VO Dose máxima: 40 mg/dia.
- Atenção às síndromes extrapiramidiais.
- Haloperidol (5 mg/mL) 2 a 4 mg IM
- Dose: 0,4 a 0,5 mL
- OU
- Risperidona 2 a 8 mg VO
- Utilizado em pacientes intolerantes ao haloperidol.
- Se necessário, aumentar 1 mg por dia até o controle dos sintomas.
- Dose máxima: 16 mg/dia.
- OU
- Olanzapina 10 a 20 mg VO
- Utilizado em casos refratários ou com sintomas extrapiramidais importantes.
- Se necessário, aumentar 5 mg a cada semana até controle dos sintomas
- Dose máxima: 20 mg/dia.
- Benzodiazepínicos (tratamento adjuvante) Indicados se o paciente tiver ansiedade ou insônia. Midazolam 15 mg/1 mL
- Administrar 0,5 da ampola.
- Lorazepam 2 mg VO
- Dose máxima: 12 mg/dia.
- Diazepam 10 mg EV
- Dose máxima: 30 mg/dia.
- Bloqueador H1 não seletivo (tratamento adjuvante)
- Prometazina 50 mg/2 mL
- Administrar 1 ampola.
- Repetir a dose a cada 30 minutos, até no máximo 3 vezes.
- SÍNDROME PSICÓTICA
- Misto ou hiperativo
- Haloperidol 0,5 a 5 mg VO
- Repetir, aumentando a dose a cada 30 minutos, se necessário, até estabilização.
- Dose máxima: 20 mg/dia.
- Haloperidol 5 mg/mL IM ou EV
- Aplicar 0,5 da ampola a cada 30 minutos, até estabilização (máximo 3 vezes).
- BIZU: é recomendada a realização de ECG antes de do uso. Evitar o haloperidol caso o QTc > 500 ms.
- Risperidona 0,5 a 6 mg/dia VO
- Sugestão: iniciar com 0,5 mg à noite e ajustar conforme resposta.
- Caso o paciente tenha sintomas diurnos, pode-se fracionar em duas tomadas por dia.
- Dose máxima: 6 mg/dia.
- Olanzapina 2,5 a 7,5 mg/dia VO
- Sugestão: iniciar com 5 mg à noite; aumentar 2,5 mg conforme resposta.
- Dose máxima: 30 mg/dia.
- Quetiapina 12,5 a 150 mg/dia VO
- Sugestão: iniciar com 25 mg à noite; aumentar 50 mg conforme resposta.
- Dose máxima: 300 mg/dia.
- AGRESSIVIDADE E AGITAÇÃO PSICOMOTORA
- Opções via oral: Clonazepam 2 mg
- Repetir a cada 1 hora, se necessário.
- Dose máxima: 8 mg/dia. Início de ação: de 1 a 3 horas.
- Diazepam 10 mg
- Repetir a cada 1 hora, se necessário.
- Dose máxima: 60 mg/dia. Início de ação: 30 a 90 minutos.
- Lorazepam 2 a 4 mg
- Repetir a cada 2 horas, se necessário.
- Dose máxima: 10 mg/dia. Início de ação: até 2 horas.
- Risperidona 2 mg
- Repetir a cada 1 hora, se necessário.
- Dose máxima: 8 mg/dia. Início de ação: até 1 hora.
- Olanzapina 10 mg
- Repetir a cada 4 horas, se necessário.
- Dose máxima: 30 mg/dia. Início de ação: de 4 a 6 horas
- Risperidona + clonazepam 2 mg + 2 mg
- Repetir a cada 1 hora. Dose máxima: 6 mg/6 mg. Início de ação: até 1 hora.
- Risperidona + lorazepam 2 mg + 2 mg
- Repetir a cada 1 hora. Dose máxima: 6 mg/6 mg. Início de ação: até 1 hora.
- Opções via intramuscular:
- Haloperidol 2,5 a 10 mg
- Repetir a cada 30 minutos, se necessário.
- Dose máxima: 30 mg/dia.
- Haloperidol + midazolam 2,5 a 5 mg + 7,5 a 15 mg
- Repetir a cada 30 minutos, se necessário.
- Dose máxima: 30 mg/dia de haloperidol.
- Haloperidol + prometazina 2,5 a 10 mg + 25 a 50 mg
- Repetir a cada 30 minutos.
- Dose máxima: 30 mg/100 mg.
- Midazolam 5 a 15 mg
- Repetir a cada 30 minutos, se necessário.
- Dose máxima: dependerá da quantidade e do intervalo da dose administrada.
- Trata-se de uma medicação com grande potencial para causar depressão respiratória. A repetição deve ser feita com extrema cautela e com monitoração rigorosa de sinais vitais.
- ANSIEDADE AGUDA E CRISE DE PÂNICO
- Clonazepam 2 mg VO
- Dose de manutenção: 0,25 a 4 mg/dia.
- Lorazepam 0,5 a 2 mg
- Dose de manutenção: 2 a 3 mg/dia.
- Dose máxima: 10 mg/dia.
- Diazepam 5 a 10 mg VO
- Dose de manutenção: 5 a 40 mg/dia.
- Alprazolam 0,25 a 1 mg VO
- Dose de manutenção: 0, 5 a 4 mg/dia.
- DISTÚRBIOS HIDROELETROLÍTICOS
- POTÁSSIO HIPERCALEMIA
- Se houver repercussão eletrocardiográfica:
- Gluconato de cálcio 10% – ampola de 10 mL
- Diluir 1 ampola em 50 a 100 mL de SF 0,9% e administrar EV em 3 a 5 minutos.
- Pode ser repetido até a normalização do ECG (algumas fontes citam até 3 vezes).
- Lembrete: não reduz os níveis de potássio, mas atua na estabilização elétrica do coração, impedindo o surgimento de arritmias potencialmente fatais.
- Medidas que alteram a calemia:
- Fenoterol gotas (micronebulização)
- Diluir 10 a 15 gotas em 5 mL de SF 0,9% e fazer nebulização a cada 4 horas.
- OU
- Salbutamol gotas (micronebulização)
- Diluir 40 gotas em 3 a 5 mL de SF 0,9% e fazer nebulização a cada 4 horas.
- Solução polarizante (glicoinsulina):
- Insulina regular 10 UI + 100 mL de SG 50% ou 500 mL de SG 10%. Administrar em BIC durante 1 hora.
- Pode ser repetida a cada 4 horas, caso seja necessário. Atenção aos valores de glicemia capilar e aos demais íons!
- Poliestieronosulfonato de cálcio (Sorcal®, envelope 30 g) Diluir 30 g em 100 mL de manitol 10% ou água e administrar VO a cada 4 horas.
- Ciclossilicato de zircônio (Lokelma®, envelope 5 g)
- Diluir 5 g em 100 mL de água e fazer VO 1 vez ao dia.
- Furosemida ampola de 20 mg/mL Infundir 0,5 a 1 mg/kg IV a cada 4 horas. Uso conforme tolerância do paciente.
- Hemodiálise
- Apenas se houver urgência dialítica ou hipercalemia refratária.
- HIPOCALEMIA
- Hipocalemia leve (K > 3,0) Reposição VO:
- KCI xarope 6% (60 mg/mL)
- Tomar de 10 a 30 mL a cada 6 horas.
- KCI (6 mEq/comprimido ou 600 mg/comprimido)
- Tomar 1 comprimido após as refeições a cada 6 horas.
- Hipocalemia moderada/grave (K < 3,0) Reposição IV:
- KCI 10% – ampola de 10 mL
- Diluir 2 ampolas em 500 mL de SF 0,9% e administrar em 2 a 3 horas (acesso periférico).
- Em graves com acesso venoso central, concentrações maiores podem ser aceitáveis (ex.: 4 ampolas em 500 mL SF 0,9% ou 2 ampolas em 250 mL SF 0,9%).
- SÓDIO HIPONATREMIA
- PASSO 1
- Preparar a solução salina a 3% (513 mEq/L):
- 890 mL de NaCl 0,9% + 110 mL de NaCl 20% (ou metade das quantidades)
- PASSO 2
- Calcular a variação esperada de acordo com a fórmula abaixo: [Na solução preparada] - [Na do paciente] / (água corporal total + 1)
- Sendo [Na solução preparada] = 513 mEq/L.
- Sendo água corporal total (ACT) de acordo com lista abaixo: Homem < 65 anos = peso x 0,6
- Homem > 65 anos = peso x 0,5
- Mulher < 65 anos = peso x 0,5 Mulher > 65 anos = peso x 0,45
- Atenção: o resultado deste PASSO 2 representa o quanto se espera que que o sódio sérico do paciente aumente, caso seja fornecido 1 L de solução salina a 3%.
- PASSO 3:
- Calcular a quantidade de solução salina a 3% de acordo com a variação máxima permitida/desejada do sódio sérico para o paciente:
- 1000 mL alor obtido no passo 2
- X mL 8 a 12 mEq/L (variação máxima em
- 24h)
- O valor de X corresponderá à quantidade, em mL, de solução que deverá ser infundida em 24 horas para elevar o valor de sódio sérico do paciente dentro da variação máxima permitida. O mesmo cálculo pode ser feito caso se deseje infundir uma variação maior nas 3 primeiras horas.
- PASSO 4:
- Dividir o valor de X, encontrado no PASSO 3, pelo número de horas (24h, 3h, etc.) em que se deseja administrar o volume total necessário. Esse resultado será a velocidade de infusão necessária para montar a BIC.
- HIPERNATREMIA
- PASSO 1:
- Reposição do volume intravascular com Ringer lactato ou soro fisiológico 0,9%, além da identificação e correção da causa de base (ex.: vômitos, diarreia, etc.). Estimular, se possível, a ingestão hídrica por via oral.
- PASSO 2:
- Calcular a variação esperada de acordo com a fórmula abaixo:
- [Na da solução] - [Na do paciente] / (água corporal total + 1)
- Sendo [Na solução] = 0 mEq/L em caso de soro glicosado 5%, ou 77 mEq/L em caso de soro fisiológico 0,45%.
- Sendo água corporal total (ACT) de acordo com lista abaixo: Homem < 65 anos = peso x 0,6
- Homem > 65 anos = peso x 0,5 Mulher < 65 anos = peso x 0,5 Mulher > 65 anos = peso x 0,45
- Atenção: o resultado deste PASSO 2 representa o quanto se espera que o sódio sérico do paciente diminua ao administrar 1 L de soro glicosado.
- PASSO 3:
- Calcular a quantidade de soro glicosado a 5% ou soro fisiológico a 0,45%, de acordo com a variação máxima permitida/desejada de sódio sérico para o paciente.
- 1000 mL alor obtido no passo 2
- X mL 8 a 12 mEq/L (variação máxima em
- 24h)
- O valor de X será a quantidade, em mL, de solução que deve ser infundida em 24 horas para reduzir o valor de sódio sérico do paciente dentro da variação máxima permitida.
- Observação: em casos de hipernatremia crônica ou de tempo indeterminado, utilizar como parâmetro uma queda de 0,5 mEq/L/h para evitar complicações.
- PASSO 4: dividir o valor de X encontrado no PASSO 3 no número de horas (24h, 3h, etc) em que se deseja administrar o volume total necessário. Esse resultado será a velocidade de infusão necessária para montar a BIC.
- CÁLCIO HIPOCALCEMIA
- Se sintomática:
- Gluconato de cálcio 10% – ampola de 10 mL
- Diluir 1 ampola em 50 a 100 mL de SF 0,9% e administrar IV em 1 hora.
- Diluir 5 ampolas em 500 mL de SF 0,9% e administrar IV em 5 a 10 horas.
- Pode ser repetido até melhora dos sintomas.
- Observação: se houver hiperfosfatemia associada, corrigi-la primeiro para evitar precipitação ao infundir cálcio.
- Se assintomática:
- Reposição por via oral (diversas possibilidades), com doses entre 1000 a 2600 mg/dia.
- HIPERCALCEMIA
- Hidratação venosa vigorosa com 200 a 500 mL/h,
- dependendo da tolerância do paciente.
- Pode-se associar, após início da reposição de volume, diurético de alça para aumentar a eliminação renal de cálcio.
- Inibição da reabsorção óssea:
- Pamidronato 60 a 90 mg IV a cada 4 horas. Ácido Zoledrônico 4 mg IV em 15 minutos.
- HIPOMAGNESEMIA
- Em caso de Torsades de Pointes:
- sulfato de magnésio (10%) 2 ampolas (20 mL) + soro glicosado 5% (100 mL)
- Administrar IV por 2 a 5 minutos.
- Repetir a administração caso a arritmia persista.
- Em caso de sintomas graves, como tetania ou convulsão:
- Dose de ataque:
- sulfato de magnésio (10%) 2 ampolas (20 mL) + soro glicosado 5% (100 mL)
- Manutenção:
- sulfato de magnésio (10%) 4 ampolas (40 mL) + soro fisiológico 0,9% (460 mL)
- Administrar IV em BIC durante 12 a 24 horas.
- Observação: pode-se dobrar os volumes e preparar uma solução de 1000 mL (mantendo a mesma concentração), com o mesmo tempo de infusão.
- Se hipomagnesemia leve (Mg > 1,5 mg/dL):
- Administrar óxido de magnésio 800 a 1600 mg/dia, dividido em 3 a 4 doses.
- OU
- Administrar sulfato de magnésio (10%) 1 ampola (10 mL) + soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado 5% (100 mL) IV em 1
- a 2 horas.
- OU
- Administrar sulfato de magnésio (10%) 2 ampolas (20 mL)
- · soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado 5% (230 mL) IV em 1 a 2 horas.
- Se hipomagnesemia moderada (Mg > 1,0 mg/dL)
- Concentração menor: sulfato de magnésio (10%) 2 ampolas (20 mL) + soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado 5% (480 mL)
- IV em 4 a 8 horas.
- Concentração maior: sulfato de magnésio (10%) 4 ampolas (40 mL) + soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado 5% (460 mL)
- IV em 8 a 12 horas | Sulfato de magnésio (50%) 1 ampola (10 mL) + soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado 5% (490 mL) IV em 12 a 24 horas.
- Se Hipomagnesemia grave (Mg < 1,0 mg/dL)
- Sulfato de magnésio (10%) 4 ampolas (40 mL) + soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado 5% (460 mL) IV em 12 a 24 horas.
- OU
- Sulfato de magnésio (50%) 1 ampola (10 mL) + soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado 5% (490 mL) IV em 12 a 24 horas.
- OU
- Sulfato de magnésio (10%) 8 ampolas (80 mL) + soro fisiológico 0,9% ou soro glicosado 5% (920 mL) IV em 12 a 24 horas.
- Atenção: independentemente da solução utilizada, recomenda-se uma reposição máxima de 6 g de sulfato de magnésio ao dia (60 mL da solução a 10%), ou 3 g (30 mL da solução a 10%) em caso de ClCr < 30. Idealmente, manter o acompanhamento dos valores por 5 a 7 dias, incluindo demais íons como cálcio (Ca), fósforo (P) e potássio (K).
- HIPERMAGNESEMIA
- Interromper infusão de possíveis medicações que contenham magnésio, bem como ajustar a dieta para reduzir a quantidade desse íon.
- Furosemida – ampola de 20 mg/mL
- Infundir 0,5 a 1 mg/kg IV a cada 4 horas, conforme a tolerância do paciente.
- Se hipermagnesemia grave/sintomática:
- Gluconato de cálcio 10% – ampola a 10 mL
- Diluir 1 ampola em 50 a 100 mL de SF 0,9% e administrar EV em 3 a 5 minutos.
- Pode ser repetido até melhora dos sintomas. Se refratária: inciar terapia de substituição renal.
- INFECÇÕES
- SÍFILIS
- Treponema pallidum
- Recente (primária e secundária)
- Uso intramuscular:
- Penicilina benzatina 1.200.000 UI – 2 ampolas (2.400.000 UI)
- Aplicar 1 ampola IM em cada nádega (dose única)
- TRATAR PARCEIRO
- Regime alternativo:
- Doxiciclina 100 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 15 dias (contraindicada para gestantes).
- Tardia (duração ignorada, terciária ou latente tardia)
- Uso intramuscular:
- Penicilina Benzatina 1.200.000 UI – 2 ampolas (2.400.000 UI) Aplicar 1 ampola IM em cada nádega, a cada 7 dias, totalizando 3 aplicações (7.200.000 UI)
- Regime alternativo:
- Penicilina Procaína 600.000 UI – 1 ampola
- Aplicar 1 ampola IM, diariamente, durante 17-21 dias, se a penicilina benzatina não estiver disponível. (Fonte: Guideline Europeu de Sífilis, 2020)
- Observação: as parcerias sexuais também devem ser testadas e tratadas para evitar reinfecção. Mesmo na ausência de testes imunológicos reagentes, recomenda-se tratamento presumido com apenas uma dose de penicilina IM (2.400.000 UI – 2 ampolas, IM).
- Bizu: testar todos os pacientes com sífilis para HIV, e vice- versa!
- DENGUE
- Dengue vírus (vetor: Aedes aegypti)
- Não existe evidência quanto ao uso de terapia antiviral. O tratamento é sintomático e baseia-se em ressuscitação volêmica e monitorização hemodinâmica, com cuidado especial na fase de defervescência (entre o 3º e o 6º dia da doença).
- Classificar o quadro do paciente em seu devido grupo, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde.
- Grupo A/B
- Dipirona 1 g
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas, em caso de unidade de saúde.
- Dose pediátrica: 10 a 15 mg/kg/dose.
- Observação: 1 comprimido de 500 mg equivale a 20 gotas da solução oral (500 mg/mL).
- Paracetamol 750 g
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Se apresentação de 500 mg, tomar a cada 6 horas. Dose máxima: 4 g.
- Dose pediátrica: 10 a 15 mg/kg/dose a cada 6 horas, com dose máxima de 75 mg/kg/dia.
- Ciclobenzaprina 5 mg ou 10 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas.
- Efeito colateral: sonolência excessiva. Preferir dose noturna.
- Hidratação oral:
- Adultos: 60 mL/kg/dia, sendo ⅔ de líquidos livres e ⅓ de solução salina.
- Crianças:
- < 10 kg: 130 mL/kg/dia.
- 10 a 20 kg: 100 mL/kg/dia.
- 20 kg: 80 mL/kg/dia.
- Orientações:
- Não prescrever salicilatos e anti-inflamatórios (corticoides e AINEs).
- Orientar repouso.
- Orientar sempre sobre os sinais de alarme para retorno imediato.
- Grupo C - leito de internação até estabilização
- Hidratação venosa:
- Fase de expansão:
- 10 mL/kg/h de SF 0,9% nas primeiras duas horas.
- Reavaliar após a primeira hora (SSVV, PA, diurese – desejável: 1 mL/kg/h).
- Fase de manutenção (após a segunda hora):
- Se resposta clínica adequada na fase de expansão:
- Primeira fase: 25 mL/kg de SF 0,9% em 6 horas. Caso houver melhora, proceder com a segunda fase.
- Segunda fase: 25 mL/kg SF 0,9% em 8 horas.
- Se NÃO houver resposta adequada na fase de expansão: Repetir fase de expansão até 3 vezes.
- Manter reavaliação clínica a cada 1 hora.
- Persistência do quadro sem melhora clínica ou laboratorial: conduzir como grupo D.
- Dipirona 1 g/2 mL – 1 ampola
- Fazer 01 ampola, EV, em bolus lento de 6/6h.
- Paracetamol 750 g
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Se apresentação de 500 mg, tomar a cada 6 horas (dose máxima de 4 g).
- Ondansetrona (4 mg/2 mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 15 minutos, a cada 8 horas.
- Omeprazol (40 mg/10 mL)
- Administrar 1 ampola (40 mg) a cada 24 horas, pela manhã.
- Orientações:
- Glicemia capilar a cada 4 horas. Mensurar diurese.
- Balanço hídrico.
- Grupo D - suporte intensivo até estabilização por no mínimo 48 horas
- Avaliar necessidade de SINTOMÁTICOS já mencionados anteriormente.
- Hidratação venosa:
- Fase de expansão:
- 20 mL/kg de SF 0,9% ou Ringer lactato em até 20 minutos. Reavaliar a cada fase de expansão. Se houver melhora, conduzir como grupo C.
- Albumina humana (20% - 0,2 g/mL)
- Indicada para casos refratários com queda do hematócito.
- Pode-se utilizar 0,5 a 1 g/kg.
- Preparar albumina a 5%: para cada 100 mL da solução, utilizar 25 mL de albumina a 20a% e 75 mL de SF 0,9%.
- Concentrado de hemácias (em caso de hemorragias)
- 10 a 15 mL/kg/dia.
- Em caso de coagulopatia:
- Vitamina K (10 mg/mL)
- Iniciar com 2 a 10 mg EV ou IM (máximo de 20 mg/dose). Titular doses seguintes conforme tempo de protrombina ou clínica do paciente.
- Não ultrapassar 50 mg/dia.
- Plasma fresco (10 mL/kg) Crioprecipitado (1 U para cada 5 a 10 kg)
- Orientações:
- Monitorização contínua. Glicemia capilar a cada 4 horas. Mensurar diurese.
- Realizar balanço hídrico.
- Importante: avaliar sinais indicativos de choque e uso de drogas vasoativas.
- ATENÇÃO: pacientes idosos ou com comorbidades, como cardiopatias e insuficiência renal, precisam adequar os volumes de hidratação caso a caso, evitando sobrecargas de volume.
- HERPES SIMPLES
- Herpes vírus
- Primoinfecção
- Uso oral:
- Aciclovir 400 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 8 horas, por 7 a 10 dias.
- OU
- Valaciclovir 1000 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 7-10 dias.
- Episódios subsequentes
- IMUNOCOMPETENTES:
- Uso oral:
- Aciclovir 800 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 8 horas, por 2 dias.
- OU
- Aciclovir 400 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 8 horas, por 5 dias.
- OU
- Fanciclovir 1000 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 1 dia. (opção com maior comodidade terapêutica)
- IMUNOCOMPROMETIDOS, HIV:
- Aciclovir 400 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 8 horas, por 5 a 10 dias.
- Em casos severos:
- Uso intravenoso:
- Aciclovir 250 mg/frasco
- Administrar 5 mg/kg IV a cada 8 horas, por 5 a 7 dias.
- Administrar 10 a 12,5 mg/kg IV a cada 8 horas, por 14 a 21 dias, em caso de meningoencefalite.
- Administrar 20 mg/kg IV a cada 8 horas, em caso de herpes neonatal.
- Atenção: esse medicamento precisa ser ajustado de acordo com o ClCr:
- 50 mL/min: sem ajuste;
- 50 a 10 mL/min: 5 a 12,5 mg/kg IV, a cada 12 ou 24 horas;
- < 10 mL/min: 2,5 a 6,25 mg/kg IV, a cada 24 horas.
- Terapia supressiva crônica (prevenção de recidivas)
- Indicada se o paciente apresentar mais do que seis episódios por ano.
- IMUNOCOMPETENTES:
- Aciclovir 200 mg
- Tomar 2 comprimidos VO a cada 12 horas, diariamente.
- IMUNOCOMPROMETIDOS:
- Aciclovir 400 mg
- Tomar 01 comprimido VO a cada 12 horas, diariamente.
- CONJUNTIVITE
- Viral
- Uso oftálmico - lágrimas artificiais na temperatura fria:
- Hialuronato de sódio colírio 1 mg/mL
- Pingar 1 gota no olho acometido a cada 4 horas, até a melhora dos sintomas.
- Bacteriana aguda
- Uso oftálmico:
- Ciprofloxacino colírio 0,3%
- Pingar de 1 a 2 gotas no olho acometido a cada 2 horas (enquanto acordado) nos primeiros dois dias; após esse período, a cada 4 horas, por mais 5 dias.
- Orientações:
- Compressas geladas por 10 minutos a cada 6 horas podem aliviar a irritação ocular, especialmente nos casos virais.
- Corticosteroides tópicos são contraindicados.
- TÉTANO
- Clostridium tetani
- Recomendação para neutralização da toxina e uso profilático:
- Soro antitetânico (SAT):
- Dose profilática: 5.000 UI, IM ou IV
- Dose terapêutica: 20.000 UI, IM (administrar em duas massas musculares diferentes) ou IV (diluir em SF 0,9% ou SG 5%).
- Imunoglobulina humana antitetânica (IGHAT):
- Dose profilática: 250 UI, IM. Dose terapêutica: 500 UI, IM.
- Vacina dT:
- 0,5 mL IM, conforme as indicações na tabela a seguir:
- BIZU: para pacientes imunodeprimidos, gravemente desnutridos ou idosos, além do reforço com a vacina, é também indicada a imunoglobulina.
- Os princípios básicos do tratamento do tétano são: Sedação do paciente.
- Neutralização da toxina tetânica.
- Debridamento do foco infeccioso para eliminação do C. tetani.
- Antibioticoterapia. Medidas gerais de suporte.
- Antibioticoterapia:
- Uso intravenoso:
- Penicilina G Cristalina 1.000.0000 UI
- Administrar 2.000.000 UI, IV a cada 4 horas, por 7 a 10 dias. (Ministério da Saúde)
- Dose pediátrica: 50.000 UI a 100.000 UI/kg/dia.
- OU
- Uso intravenoso:
- Metronidazol 500 mg
- Administrar 500 mg IV, a cada 6 horas OU 1 g IV a cada 12 horas, por 7 a 10 dias.
- Regime alternativo:
- Uso intravenoso:
- Doxiciclina 100 mg
- Administrar 1 ampola IV a cada 12 horas, por 7 a 10 dias.
- LEPTOSPIROSE
- Leptospira interrogans
- CASOS LEVES:
- Uso oral:
- Doxiciclina 100 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 7 dias.
- OU
- Amoxicilina 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 dias, por 7 dias.
- Dose pediátrica: 25 a 50 mg/kg/dia VO a cada 8 horas, por 7 dias.
- Orientações:
- Hidratação oral vigorosa. Repouso.
- Retorno em casos de sinais de alarme, como icterícia, tosse ou falta de ar.
- CASOS GRAVES:
- Uso intravenoso:
- Penicilina G 1.500.000 U
- Administrar 1 ampola IV a cada 6 horas.
- Dose pediátrica: 250.000-400.000 U/kg/dia, dividida em 4 a 6 doses, por 7 dias.
- OU
- Uso intravenoso:
- Ceftriaxona 1 g
- Aplicar 2 ampolas (2 g), IV a cada 24 horas, por 7 dias.
- Profilaxia pós-exposição (para exposição de alto risco): Submersão em água de enchente;
- Exposição prolongada à água; Água acima da região da cintura;
- Não uso de equipamento de proteção; Ingestão de água de enchente.
- Uso oral:
- Doxiciclina 100 mg
- Tomar 2 comprimidos VO, dose única.
- Para equipes de resgate, manter terapia semanalmente durante o período de exposição.
- Dose pediátrica: 4 mg/kg VO, dose única (dose máxima: 200 mg).
- OU
- Uso oral:
- Azitromicina 500 mg
- Tomar 1 comprimido VO, dose única.
- Dose pediátrica: 10 mg/kg VO, dose única (dose máxima: 500 mg).
- BIZU: essa dose pode ser repetida semanalmente se houver exposição prolongada à água contaminada.
- Observação: pacientes tratados com penicilina podem experimentar reações de Jarisch-Herxheimer nas primeiras 24 horas após o início do tratamento.
- SEPSE E CHOQUE SÉPTICO
- ATENÇÃO: casos suspeitos de sepse exigem antibioticoterapia empírica imediata!
- Preferencialmente, realizar a coleta de culturas antes da administração da primeira dose do antimicrobiano, desde que não atrase o início da terapia na primeira hora.
- Realizar expansão volêmica, individualizada para cada paciente, a fim de realizar o clearance do lactato e evitar evolução para choque séptico.
- Em caso de choque séptico:
- Ressuscitação volêmica agressiva e precoce:
- Uso intravenoso:
- Soro Ringer lactato ou soro fisiológico 0,9% 500 mL Administrar 30 mL/kg IV em alíquotas de 500 mL, sempre reavaliando os sinais de perfusão tissular.
- BIZU:
- O objetivo do manejo inicial é atingir as seguintes metas:
- PVC: 8 a 12 mmHg ou 12 a 15 mmHg em pacientes em ventilação mecânica (VM);
- Pressão Arterial Média (PAM): ≥ 65 mmHg;
- Diurese: > 0,5 mL/kg/h;
- Saturação venosa central de oxigênio (SvcO₂): ≥ 70%; Redução do tempo de enchimento capilar alargado.
- Uso intravenoso:
- Noradrenalina 2 mg/mL – 4 mL
- Em caso de choque séptico refratário:
- A Surviving Sepsis Campaign 2021 recomenda iniciar corticoide quando houver necessidade de vasopressores em doses superiores a 0,25 mcg/kg/min por, pelo menos, 4 horas.
- Uso intravenoso:
- Hidrocortisona 100 mg/frasco
- Administrar 50 mg IV, a cada 6 horas, ou 200 mg IV, em infusão contínua.
- Uso intravenoso:
- Vasopressina 20 UI/mL
- Diluir 3 ampolas ( 60UI ) em 57ml de SF 0,9% ou SG 5%, resultando em uma solução de 1UI/ml. Fazer em BIC, de 0,01 a 0,04 Ui/min. Titular dose conforme PAM alvo.
- Ou
- Diluir 1 ampola ( 20UI ) em 99ml de SF 0,9% ou SG 5%, resultando em uma solução de 0,2 UI/ml. Fazer em BIC, de 0,01 a 0,04 Ui/min. Titular dose conforme PAM alvo.
- BIZU: Reavaliar continuamente e procurar diagnósticos alternativos em casos sem infecção confirmada. Avaliar diariamente a possibilidade de descalonamento e suspensão de antimicrobianos.
- INFECÇÕES CUTÂNEAS
- BACTERIANAS SUPERFICIAIS - CELULITE E ERISIPELA
- Ambulatorial:
- Uso oral:
- Cefalexina 500 mg — 1 caixa
- Tomar 1 comprimido VO a cada 6 horas, por 5 a 7 dias.
- Dose pediátrica: 50 mg/kg/dia (dose máxima de 500 mg/dose).
- OU
- Cefadroxila 500 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 5 a 7 dias.
- OU
- Amoxicilina + clavulanato 875/125 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 5 a 7 dias.
- Dose pediátrica: 50 mg/kg/dia. Hospitalar:
- Uso intravenoso:
- Cefazolina 1 g
- Administrar EV a cada 8 horas, por 7 dias.
- OU
- Oxacilina 2 g
- Administrar EV a cada 4 horas, por 7 dias.
- Drogas de uso parenteral na pediatria para casos de celulite grave:
- Oxacilina: 150 a 200 mg/kg/dia a cada 6 horas.
- Ceftriaxone: 50 a 100 mg a cada 12 horas.
- Clindamicina: 40 mg/kg/dia a cada 8 horas.
- BACTERIANAS PURULENTAS - FURUNCULOSE E ABSCESSO
- O tratamento consiste em drenagem do pus.
- Uso de antibiótico em caso de lesão > 5 cm, refratariedade ou sinais sistêmicos (maior chance de MRSA da comunidade).
- Ambulatorial:
- Uso oral:
- Clindamicina 300 mg
- Tomar 2 comprimidos VO a cada 6 horas, por 10 dias.
- Dose pediátrica: 40 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Observação: existe a apresentação EV para pacientes sem via oral ou que necessitem de internação hospitalar.
- OU
- Sulfametoxazol + trimetoprima 800/160 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 10 dias.
- Dose pediátrica: 40 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- OU
- Doxiciclina 100 mg
- Tomar 1 a cada 12 horas, por 10 dias.
- BACTERIANAS GRAVES OU PROFUNDAS - SINAIS SISTÊMICOS (INTERNAÇÃO), FATORES DE RISCO OU PROFUNDAS (FASCEÍTE)
- O tratamento consiste em limpeza de debridamento pela equipe cirúrgica, além da antibioticoterapia.
- Cobrir adequadamente MRSA (não arriscar com MRSA da comunidade ou MSSA), considerando flora polimicrobiana.
- Uso endovenoso:
- Vancomicina 500 mg/frasco
- Administrar 15 a 20 mg/kg (2 a 3 frascos) EV a cada 12 horas, diluídos em 250 mL de SF, por 10 a 14 dias.
- Atenção:
- Dose de ataque: 25 a 30 mg/kg nas primeiras 24 horas. Lembrar do ajuste para função renal.
- Dose pediátrica: 40 a 60 mg/kg/dia, a cada 6 ou 8 horas.
- OU
- Linezolida 600 mg/frasco
- Administrar 1 frasco EV a cada 12 horas, por 10 a 14 dias. Usar em casos de alergia à vancomicina (não confundir com síndrome do homem vermelho) ou em pacientes com doença renal crônica/aguda.
- Observação: caso seja isolado germe na cultura e evidenciado MSSA, há possibilidade de usar oxacilina, conforme descrito no tópico de superficiais acima.
- ASSOCIAR TERAPÊUTICA PARA GRAM-NEGATIVOS E ANAERÓBIOS:
- Uso endovenoso:
- Piperacilina + tazobactan 4,5 g/frasco
- Administrar 1 frasco EV a cada 6 horas, por 10 a 14 dias.
- OU
- Meropenem 1 g/frasco
- 1 frasco EV a cada 8 horas, por 10 a 14 dias.
- HERPES ZÓSTER
- Aciclovir 200 mg
- Tomar 4 comprimidos 5 vezes ao dia, por 7 dias.
- Tramadol 50 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas, por 5 dias.
- Predinisona 20 mg
- Tomar 2 comprimidos de manhã, por 5 dias.
- Observação: lembrar de realizar analgesia adequada, com uso de analgésicos potentes e, se necessário, adjuvantes como gabapentina a cada 8 horas, pregabalina a cada 12 horas e amitriptilina à noite.
- IMPETIGO
- Uso tópico:
- Mupirocina 2%
- Aplicar 3 vezes ao dia, por 5 a 7 dias.
- URTICÁRIA
- Loratadina 10 mg
- Tomar 1 comprimido à noite, por 5 a 7 dias.
- Dose pediátrica:
- Maiores de 2 anos e peso inferior a 30 kg: 5 mg/dia. Com mais de 30kg: 10 mg/dia.
- OU
- Hidroxizina 25 mg
- Tomar comprimido à noite, por 5 a 7 dias.
- Evitar em crianças, pois anti-histamínicos de segunda geração são mais seguros e eficazes.
- Predinisona 20 mg
- Tomar 1 comprimido à noite, por 5 dias.
- Dose pediátrica: 1 mg/kg/dia.
- Na pediatria, preferir anti-histamínicos de segunda geração, pois têm menos efeitos colaterais, doses mais fáceis de manejar e menor toxicidade.
- Bilastina:
- 6 a 12 anos: 10 mg/dia.
- Maiores de 12 anos: 20 mg/dia.
- Cetirizina:
- 2 a 6 anos: 2,5 mg/dose a cada 12 horas. Maiores de 6 anos: 5 mg/dose a cada 12 horas.
- Desloratadina:
- 6 meses a 2 anos: 2 mL, 1 vez ao dia.
- 2 a 6 anos: 2,5 mL, 1 vez ao dia. Maiores de 6 anos: 5 mL, 1 vez ao dia.
- Ebastina:
- 2 a 6 anos: 2,5 mL, 1 vez ao dia.
- 6 a 11 anos: 5 mL, 1 vez ao dia.
- Maiores de 12 anos: 10 mL, 1 vez ao dia.
- Levocetirizina:
- Acima de 6 anos: 5 mg/dia.
- Levocetirizina:
- Acima de 6 anos: 5 mg/dia.
- Loratadina:
- Maiores de 2 anos, menores de 30 kg: 5 mg/dia.
- Maiores de 30 kg: 10 mg/dia.
- TINEA CORPORIS
- Uso tópico:
- Miconazol creme 2%
- Aplicar na lesão 2 vezes ao dia, por 2 semanas ou, no mínimo, por 7 dias após o desaparecimento das lesões.
- OU
- Terbinafina creme 1%
- Aplicar na lesão 2 vezes ao dia, por 2 semanas ou, no mínimo, por 7 dias após o desaparecimento das lesões
- OU
- Uso oral:
- Terbinafina 250 mg
- Tomar 1 comprimido 1 vez ao dia por 2 a 6 semanas ou, no mínimo, por 7 dias após o desaparecimento das lesões.
- Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatra, o tratamento oral da tinea corporis é indicado em casos disseminados. A terbinafina é utilizada a partir dos 4 anos de idade, de acordo com o peso:
- < 20 kg: 62,5 mg/dia.
- 20 a 40 kg: 125 mg/dia.
- 40 kg: 250 mg/dia.
- OU
- Itraconazol 200 mg
- Tomar 1 comprimido 1 vez ao dia, por 7 dias.
- ESCABIOSE
- Ivermectina 6 mg a cada 30 kg
- 2 comprimidos – 60 kg, dose única.
- 3 comprimidos – 90 kg.
- Dose pediátrica:
- 15 a 24 kg: ½ comprimido.
- 25 a 35 kg: 1 comprimido.
- 36 a 50 kg: 1 ½ comprimido.
- 51 a 65 kg: 2 comprimidos.
- Permetrina tópica
- Indicada para gestantes e pacientes com menos de 15 kg.
- HERPES SIMPLES
- Aciclovir tópico
- Aplicar 5 vezes ao dia, por 5 dias.
- OU
- Aciclovir 200 mg
- Tomar 1 comprimido 5 vezes ao dia, por 5 a 7 dias.
- DERMATITE ATÓPICA
- Hidrocortisona creme 2,5%
- Aplicar 2 vezes ao dia, por 2 semanas.
- PTIRIASE VERSICOLOR
- Uso tópico (1 das opções):
- Cetoconazol creme
- Aplicar 3 vezes ao dia, por 7 a 17 dias.
- Miconazol creme
- Clotrimazol creme
- Terbinafina creme
- PÉ DIABÉTICO
- Prescrição para pacientes com pé diabético na comunidade ou sem risco de infecções por germes multirresistentes (como residentes de casas de repouso, clínicas de diálise, serviços de saúde, etc.).
- Se houver presença de infecção extensa, toxicidade, piora das lesões, risco de amputação ou necrose, realizar internação e administrar:
- Ceftriaxona 1 a 2 g EV a cada 24 horas. Clindamicina 600 mg EV a cada 6 horas.
- Em caso de lesões leves e celulite com menos de 2 cm, fazer tratamento ambulatorial:
- Uso oral:
- Clindamicina 300 a 450 mg – 1 caixa
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas, por 10 a 14 dias.
- Ciprofloxacino 750 mg – 1 caixa
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por 10 a 14 dias.
- Orientar o paciente a reduzir a pressão sobre a região ulcerada e áreas adjacentes, utilizando palmilhas, bengala ou muleta.
- Caso retorne sem melhoras, considerar a possibilidade germe MR, tratando como infecção cutânea profunda (vide tópico acima) e avaliando também possível osteomielite, com solicitação de tomografia ou ressonância do membro, além de encaminhamento para avaliação de debridamento cirúrgico ou químico pelas equipes assistentes.
- ANAFILAXIA E ALERGIAS
- CHOQUE ANAFILÁTICO
- Uso intramuscular:
- Adrenalina IM
- Administrar 0,5 mg em pacientes com mais de 50 kg.
- Cada ampola de 1 mL contém 1 mg; então, a dose equivale a meia ampola.
- Aplicar no músculo vasto lateral (face anterolateral da coxa).
- Dose pediátrica: 0,01 mg/kg, até o máximo de 0,3 mg.
- Adrenalina em bolus:
- Diluir 1 ampola (1 mg/mL) em 9 mL SF 0,9%, resultando em 0,1 mg/mL.
- Administrar 1 mL (0,1 mg) EV em bolus.
- Adrenalina em BIC:
- Opção 1: diluir 10 ampolas (10 mg/10 mL) em 90 mL SG 5%, resultando em 1 mg/10 mL.
- Opção 2: diluir 1 ampola em 500 mL SF.
- Dose: 0,5 a 2 mL/min (equivalente a 120 mL/h).
- Realizar em acesso venoso central (AVC) com pressão arterial invasiva (PAI).
- BIZU: dose inicial para pacientes de 70 kg → 4 mL/h em BIC.
- ADJUVANTES
- CORTICOIDE
- Início de ação em 4 a 6 horas.
- Metilprednisolona EV
- Adulto: 125 mg + manutenção a cada 6 horas;
- Criança: 2 mg/kg + manutenção a cada 6 horas.
- Prednisolona VO (pediatria): 1 mg/kg/dia.
- ANTI-HISTAMÍNICO
- Difenidramina EV
- Adulto: 50 mg + manutenção a cada 4 horas;
- Criança: 1 mg/kg, até o máximo de 50 mg.
- BRONCOESPASMO
- Esse sintoma é comum na anafilaxia e pode ser tratado com o uso de broncodilatadores, como:
- Salbutamol 5 mg/mL
- 0,5 a 1 mL (10 a 20 gotas), diluído em 3 a 5 mL de SF 0,9%.
- OU
- 100 microgramas/dose, de 4 a 10 jatos por via inalatória.
- Em casos de refratariedade:
- Sulfato de magnésio
- Adulto: 2 g EV.
- Criança: 25 a 50 mg/kg EV.
- ALERGIAS
- Uso oral:
- Loratadina 10 mg
- 1 comprimido VO à noite, por 5 a 7 noites.
- Bizu: em pacientes muito sintomáticos, pode-se utilizar 10 mg 2 vezes ao dia, com orientação quanto ao risco de sonolência.
- Desloratadina 5 mg
- 1 comprimido VO 1 a 2 vezes ao dia.
- Bizu: é o anti-histamínico com menor risco de causar sonolência como efeito colateral.
- Hidroxizina 25 mg
- 1 comprimido VO à noite.
- Uso intramuscular e intravenoso:
- Bizu: preferir administrar IV em pacientes muito sintomáticos ou com quadro cutâneo disseminado.
- Prometazina (50 mg/2 mL)
- Administrar 25 mg IM, podendo repetir após 2 horas.
- Bizu: evitar a administração IV de prometazina, devido ao risco de gangrena por extravasamento para o subcutâneo.
- Hidrocortisona (50 mg/2 mL)
- 1 ampola IV diluída em 100 mL de SF 0,9%, ou IM direto.
- Dexametasona (4 mg/mL)
- 1 ampola IV diluída em 100 mL de SF 0,9%, ou IM direto.
- Na pediatria, preferir anti-histamínicos de segunda geração, pois têm menos efeitos colaterais, doses mais fáceis de manejar e menor toxicidade.
- Bilastina:
- 6 a 12 anos: 10 mg/dia.
- Maiores de 12 anos: 20 mg/dia.
- Cetirizina:
- 2 a 6 anos: 2,5 mg/dose a cada 12 horas. Maiores de 6 anos: 5 mg/dose a cada 12 horas.
- Desloratadina:
- 6 meses a 2 anos: 2 mL, 1 vez ao dia.
- 2 a 6 anos: 2,5 mL, 1 vez ao dia.
- Maiores de 6 anos: 5 mL, 1 vez ao dia.
- Ebastina:
- 2 a 6 anos: 2,5 mL, 1 vez ao dia.
- 6 a 11 anos: 5 mL, 1 vez ao dia.
- Maiores de 12 anos: 10 mL, 1 vez ao dia.
- Levocetirizina:
- Acima de 6 anos: 5 mg/dia.
- Loratadina:
- Maiores de 2 anos e com menos de 30 kg: 5 mg/dia. Com mais de 30 kg: 10 mg/dia.
- INTOXICAÇÃO EXÓGENA
- DESCONTAMINAÇÃO
- Carvão ativado – pó Indicações:
- Tempo de ingestão < 1 hora.
- Dose:
- 1 g/kg de peso, diluído em 100 a 200 mL de água, SF 0,9% ou catárticos (sorbitol/manitol).
- Administrar lentamente VO ou por sonda nasogástrica (se vias aéreas estiverem protegidas).
- Bizu: em pacientes conscientes, pode ser administrado VO, embora a palatabilidade seja ruim (considerar o uso de antieméticos, como a metoclopramida).
- LAVAGEM GÁSTRICA
- Indicações:
- Ingestão recente (< 1 hora).
- Substância potencialmente tóxica ou desconhecida em quantidades maciças.
- Quando não há antídoto específico eficaz ou tratamento alternativo.
- Bizus:
- TÉCNICA:
- Explicar o procedimento ao paciente (quando possível). Posicionar em decúbito lateral esquerdo, cabeça abaixo do nível do corpo.
- Introduzir a sonda umidificada pela narina e verificar posição (ausculta + aspiração de conteúdo gástrico).
- Lavar com SF 0,9% (100 a 250 mL/dose) e aspirar até o retorno estar limpo.
- CONTRAINDICAÇÕES (CARVÃO ATIVADO E LAVAGEM GÁSTRICA)
- Rebaixamento do nível de consciência sem proteção das vias aéreas (a intubação deve ser realiza previamente!).
- Ingestão de:
- Substâncias cáusticas; Hidrocarbonetos;
- Tóxicos não adsorvidos pelo carvão (ferro, lítio, flúor, álcool, metanol, cianeto).
- Risco de hemorragia ou perfuração gastrointestinal (GI),
- obstrução intestinal ou cirurgia abdominal recente.
- PARACETAMOL
- N-acetilcisteína – VO
- Dose de ataque: (140 mg/kg) diluído em 200 mL de SGI 5% ou suco de laranja.
- Dose de manutenção: 70 mg/kg a cada 4 horas (até no máximo 17 doses).
- Observação: mesma dose para pacientes pediátricos.
- N-acetilcisteína – IV
- Dose de ataque: 150 mg/kg IV ao longo de 60 minutos.
- Na sequência: 50 mg/kg IV ao longo das 4 horas seguintes (ex.: infusão de 12,5 mg/kg/h).
- Por fim: 100 mg/kg ao longo de 16 horas (ex.: 6,25 mg/kg/h).
- Observação: mesma dose para pacientes pediátricos.
- Bizus:
- A efetividade VO e IV é semelhante. Preferir IV em caso de náuseas/vômitos, rebaixamento do sensório, sinais de hepatotoxicidade.
- A eficácia é muito maior quando administrada nas primeiras 8 horas após a ingestão.
- Principais indicações: ingestão de mais 7,5g de paracetamol e/ou qualquer sinal de injúria hepática.
- ORGANOFOSFORADOS/CARBAMATOS
- Uso intravenoso:
- Atropina (0,5 mg/mL)
- Administrar 1 a 2 ampolas em bolus, conforme sintomas muscarínicos, principalmente broncorreia e sialorreia.
- Não há dose máxima estabelecida. Administrar até controle dos sintomas.
- Bizu:
- Intoxicação colinergica: miose, sialorreia, broncorreia, sudorese, vômitos, diarreia, bradicardia e fasciculações.
- Atropinizar até secar as secreções.
- COCAÍNA
- Uso intravenoso:
- Midazolam (1 mg/mL)
- ATENÇÃO: existem duas apresentações – 1 mg/mL e 5 mg/mL
- Pode aplicar IV direto, em doses de 3 mg, respeitando intervalos de pelo menos 5 minutos entre as administrações.
- OU
- Diazepam (5 mg/mL)
- Cada ampola tem 2 mL — diluir uma ampola em 8 mL de água destilada.
- Ao contrário do midazolam, o diazepam precisa ser diluído. Aplicar 5 mL da solução, podendo repetir a dose a cada 5 a 10 minutos.
- Bizu: midazolam e diazepam possuem uma absorção intramuscular errática. Por isso, sempre preferir IV.
- OPIOIDES
- Naloxona 0,4 mg/mL – ampola de 1 mL
- Realizar 0,4 mg EV em bolus.
- Pode ser repetido em doses crescentes a cada 2 a 3 minutos, até 15 mg.
- INTOXICAÇÃO POR BENZODIAZEPÍNICOS
- Flumazenil Apresentação:
- Ampola de 0,5 mg/5 mL
- Doses:
- Dose teste (criança): 0,01 mg/kg EV (dose máxima acumulada de 1 mg).
- Dose teste (adulto): 0,3 mg EV (dose máxima acumulada de 3 mg).
- Dose de manutenção: 0,2 a 1 mg/h em infusão contínua.
- INTOXICAÇÃO ALCOOLICA
- Prescrição:
- Dieta oral.
- Soro fisiológico 0,9% – 500 mL, 1 frasco, EV, administrar imediatamente.
- Glicose hipertônica 50% – 4 ampolas EV em bolus. Administrar imediatamente.
- OU
- Soro Glicosado 5% – 1 frasco, EV. Administrar imediatamente.
- Tiamina 100 mg – administrar 1 ampola EV a cada 8 horas.
- Em caso de agitação psicomotora:
- Diazepam 5 mg/mL – ampola de 2 mL
- Diluir a ampola em 8 mL de água destilada. Administrar 5 mL (5 mg) EV, imediatamente.
- OU
- Midazolam – ampola de 1 mg/mL ou de 5 mg/mL
- Administrar o equivalente a 2 mg IM, imediatamente.
- OU
- Lorazepam 2 mg
- Administrar 1 comprimido VO, imediatamente. Indicada especialmente para pacientes hepatopatas.
- Em caso de refratariedade aos benzodiazepínicos: 6.Haloperidol 5 mg/mL – ampola de 1 mL
- Administrar 1 ampola IM, imediatamente.
- ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA
- Prescrição:
- Dieta oral.
- Soro fisiológico 0,9% – 500 mL, 1 frasco, EV, administrar imediatamente.
- Glicose hipertônica 50% – 4 ampolas EV em bolus. Administrar imediatamente.
- OU
- Soro Glicosado 5% – 1 frasco, EV. Administrar imediatamente.
- Tiamina 100 mg – administrar 1 ampola EV a cada 8 horas.
- Em caso de agitação psicomotora:
- Diazepam 5 mg/mL – ampola de 2 mL
- Diluir a ampola em 8 mL de água destilada. Administrar 5 mL (5 mg) EV, imediatamente.
- OU
- Midazolam – ampola de 1 mg/mL ou de 5 mg/mL
- Administrar o equivalente a 2 mg IM, imediatamente.
- OU
- Lorazepam 2 mg
- Administrar 1 comprimido VO, imediatamente. Indicada especialmente para pacientes hepatopatas.
- Em caso de refratariedade:
- Fenobarbital (100 mg/mL ou 200 mg/mL
- Administrar o equivalente a 130 mg, diluído em 100 mL de SF 0,9%, EV, imediatamente.
- OU
- Propofol (10 mg/mL ou 20 mg/mL)
- Administrar 1 mg/kg EV, lentamente. Pode ser administrado sem diluição.
- CAUSAS EXTERNAS
- MORDEDURA
- Prescrição:
- Dipirona 500 mg/mL
- Administrar 2 g EV.
- Ibuprofeno 4 mg/mL
- Administrar 400 mg EV 3 a 4 vezes ao dia.
- SF 0,9% 30 a 40 mL/kg + glicose hipertônica 50% 200 mL Distribuir as ampolas entre os frascos e administrar EV em 24 horas.
- ATB EV (betalactâmico + metronidazol ou clindamicina)
- Em caso de amoxilina + clavulanato ou ampicilina + sulbactam, não é necessária associação com metronidazol ou clindamicina.
- Ampicilina + sulbactam (1,5 g)
- Administrar 3g EV a cada 6 horas, por 7 a 14 dias.
- OU
- Amoxicilina + clavulanato (1 g)
- Administrar 1 g EV a cada 8 horas, por 14 dias.
- OU
- Ceftriaxona (1 g)
- Administrar 1 g EV a cada 12 horas, por 7 a 14 dias.
- ·
- Metronidazol 500 mg
- Administrar 500 mg EV a cada 8 horas, por 7 a 14 dias.
- Caso opte por ATB via oral:
- Amoxicilina + clavulanato (875/125 mg/comprimido)
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 14 dias.
- OU
- Ciprofloxacino 500 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas, por 14 dias.
- ·
- Metronidazol 250 mg
- Tomar 2 comprimidos VO a cada 8 horas, por 14 dias.
- Bizu: avaliar necessidade de terapia antitetânica, conforme o calendário vacinal do paciente, e terapia antirrábica, de acordo com o agente causador.
- ACIDENTE OFÍDICO
- ACIDENTE BOTRÓPICO (jararaca, urutu-cruzeiro)
- Soro antibotrópico (SAB) ou soro antibotrópico (pentavalente) e anticrotálico
- Apresentação: ampola de 5 mL ou frasco de 10 mL (50 mg).
- Doses por gravidade:
- Leve (edema em 1 segmento): 4 ampolas (20 mL) EV; Moderado (edema em 2 segmentos): 8 ampolas (40 mL) EV;
- Grave (edema ≥ 3 segmentos/sangramento): 12 ampolas (60 mL) EV.
- Preparo:
- Diluir em SF 0,9% ou SG 5% na razão 1:4 (ex.: 8 ampolas + 160 mL SF = 200 mL total).
- Infundir em 20 a 60 min (velocidade: 8 a 12 mL/min).
- BIZUS:
- Nunca usar: torniquete, gelo ou incisão no local.
- Lesão renal aguda – suspeitar se: Diurese < 300 mL em 3 horas;
- OU
- Aumento de 0,2 mg/dL na creatinina basal.
- Hidratação vigorosa (ex.: soro fisiológico 20 mL/kg) para casos moderados a graves.
- Tramadol 50 a 100 mg EV se dor forte.
- Antibióticos: usar apenas se:
- Houver sinais claros de infecção (pus, febre) após 48 horas.
- Exemplo: amoxicilina + clavulanato 500 mg VO a cada 8 horas
- ACIDENTE CROTÁLICO – CASCAVEL
- Soro anticrotálico (SAC/SABC)
- Apresentação:
- Ampola de 5 mL.
- Doses por gravidade:
- Leve: 5 ampolas (25 mL) EV;
- Moderado: 10 ampolas (50 mL) EV;
- Grave: 20 ampolas (100 mL) EV;
- Preparo:
- Diluição:
- Exemplo: 10 ampolas (50 mL) + 200 mL SF 0,9% → 250 mL
- total (razão 1:4).
- Infusão:
- Administrar em 20 a 60 min.
- Velocidade: 8 a 12 mL/min.
- Pré-hidratação obrigatória para prevenir necrose tubular aguda.
- BIZU:
- Nos casos leves, o paciente apresenta dor muscular discreta
- ou ausente, sem ptose ou alterações visuais, e com urina de coloração normal.
- Nos casos moderados, observam-se ptose palpebral discreta, dor muscular moderada e urina levemente escura (embora esta última possa estar ausente).
- Nos casos graves, há ptose evidente com visão turva, dor muscular intensa, urina vermelha/marrom (mioglobinúria) e possível oligúria/anúria, indicando risco de comprometimento renal agudo. Recomenda-se hidratação vigorosa (SF 0,9% 10 a 20 mL/kg) e monitoração da diurese (> 1 a 2 mL/kg/h em crianças e 30-40 mL/h em adultos).
- ACIDENTE ELAPÍDICO – CORAL VERDADEIRA
- Soro antielapídico (SAE - Instituto Butantan) Apresentação: frasco-ampola de 10 mL (1,5 mg/mL = 15 mg total).
- Dose: 150 mg (10 frascos), EV, em dose única.
- Preparo:
- Diluir os 10 frascos em 200 a 500 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
- Exemplo prático: 10 frascos (100 mL) + 400 mL SF = 500 mL no total (razão 1:4).
- Infusão:
- Velocidade: 8 a 12 mL/min (administrar com cautela em pacientes cardiopatas).
- Tempo total: 20 a 60 minutos.
- Alternativa (se SAE estiver indisponível):
- Soro antibotrópico-laquético: 10 ampolas (50 mL), EV
- Diluição: 50 mL + 200 mL SF = 250 mL no total (razão 1:4). Mesmo esquema de infusão.
- BIZU: os sinais clínicos de gravidade incluem ptose palpebral (pálpebra caída), paralisia progressiva (dificuldade para respirar, engolir ou falar), salivação excessiva e risco de insuficiência respiratória.
- ACIDENTE LAQUÉTICO – SURUCUCU (Lachesis muta)
- Soro antibotrópico-laquético (SABL) Apresentação: frasco-ampola de 10 mL. Doses:
- Moderado: 10 ampolas (100 mL) IV;
- Grave: 20 ampolas (200 mL) IV.
- Preparo:
- Diluir em SF 0,9% ou SG 5% na razão 1:4 (ex.: 10 ampolas + 400 mL SF = 500 mL no total).
- Infundir a 8 a 12 mL/min (administrar com cautela em cardiopatas).
- BIZU:
- Sinais de gravidade: Moderado:
- Diarreia, sudorese, coagulopatia leve.
- Dor local intensa e edema progressivo.
- Grave:
- Choque, sangramentos ativos (gengival, gastrointestinal).
- Necrose tecidual rápida.
- ESCORPIONISMO
- Quadro leve: dor e parestesia local
- Manejo sintomático: administrar analgésicos para controle da dor e considerar bloqueio anestésico local, se dor intensa.
- Observação: observar o paciente adulto por 2 a 3 horas. Se for criança, observar por 6 a 12 horas, monitorando os sinais vitais e possíveis sinais de gravidade.
- Quadro moderado: dor local intensa associada a uma ou mais das seguintes manifestações: náuseas, vômitos, sudorese, sialorreia discretos, agitação, taquipneia e taquicardia.
- Uso endovenoso:
- Soro antiescorpiônico (SAEsc) ou antiaracnídico (SAA)
- Administrar 2 a 3 ampolas, EV, entre 20 e 60 minutos.
- Quadro grave: além das manifestações do quadro moderado, presença de uma ou mais das seguintes: vômitos profusos e incoercíveis, sudorese profusa, sialorreia intensa, prostração, convulsão, coma, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar agudo e choque.
- Uso endovenoso:
- Soro antiescorpiônico (SAEsc) ou antiaracnídico (SAA)
- Administrar 4 a 6 ampolas, EV, entre 20 e 60 minutos.
- ARANEÍSMO (aranha-marrom e armadeira)
- Soro antiaracnídico (SAAr/SAA)
- Apresentação: ampola de 5 mL.
- Via de administração: EV, administrar em 20 a 30 minutos.
- Doses:
- Forma leve:
- Marrom: observação + sintomáticos.
- Armadeira: analgesia + bloqueio local com infiltração de lidocaína 2%, sem vasoconstritor (1 a 2 mL para crianças; 3 a 4 mL para adultos).
- Forma moderada:
- Marrom: 5 ampolas EV + prednisona 40 mg/dia, por 5 dias.
- Armadeira: 2 a 4 ampolas, EV.
- Formas graves:
- Marrom: 10 ampolas, EV.
- Armadeira: 5 a 10 ampolas, EV.
- BIZU:
- Sinais moderados: Marrom:
- Lesão característica (placa marmórea < 3 cm);
- Febre, mialgia, sem hemólise.
- Armadeira:
- Dor, taquicardia, hipertensão, vômitos ocasionais.
- Sinais graves:
- Marrom: necrose local ou hemólise (icterícia, urina escura).
- Armadeira: sinais colinérgicos graves (priapismo, choque).
- ARANHA VIÚVA-NEGRA (Latrodectus spp.) Soro antilatrodectus (SALat+™)
- Apresentação: ampola de 2,5 mL (via IM exclusiva).
- Concentração: 1 ampola = 1 unidade terapêutica.
- Doses por gravidade: Moderado:
- 1 ampola (2,5 mL), IM.
- Aplicar no quadríceps ou região glútea.
- Grave:
- 2 ampolas (5 mL),/ IM.
- Dividir em dois locais distintos (ex.: 1 ampola em cada glúteo).
- BIZU: sinais graves incluem taquicardia, bradicardia, hipertensão, taquipneia, dispneia, náuseas/vômitos incoercíveis, priapismo, retenção urinária.
- HEMOCOMPONENTES
- CONCENTRADO DE HEMÁCIAS
- Velocidade de infusão: 60 a 120min (ideal), máximo de 4 horas.
- Acesso venoso exclusivo. Não adicionar medicamentos concomitantemente.
- Elevação esperada de HB: 1 a 1,5 mg/dL.
- Irradiado
- Prevenção de doença hospedeiro-enxerto pós-transfusional.
- Indicações:
- pós-transplante de medula e de órgãos sólidos imunossuprimidos;
- Receptor parente de 7º grau do doador. Linfoma de Hodgkin.
- Lavado
- Indicação:
- Reação alérgica recorrente associada à transfusão, não prevenidas com uso de medicamentos.
- Desleucocitado
- Indicações:
- Prevenção da reação febril hemolítica aguda. Prevenção de aloimunização HLA politransfundidos. Reação hemolítica mediada por HLA.
- Paciente renal crónico candidato ao transplante. Prevenção da transmissão de CMV.
- CONCENTRADO DE PLAQUETAS
- Dose adulto: 1 un/10 kg.
- Indicações:
- Plaquetas < 10.000/mm*.
- Plaquetas < 20.000/mm*: paciente febril, mucosite grave, uso de anticoagulante ou previsão de contagem < 10.000 nos próximos exames.
- Plaquetas < 50.000/mm*: sangramento importante gastrointestinal ou genitourinário.
- Sangramento espontâneo do sistema nervoso autônomo ou oftálmico com plaquetas < 100.000/mm*.
- Nível de plaquetas desejados:
- Acima de 50.000/mm*: EDA, broncoscopia com biopsia, cateter central, punção lombar, paracentese, toracocentese, extração dentária.
- Acima de 100.000/mm*: cirurgias neurológicas e oftalmológicas.
- CRIOPRECIPITADO
- Indicação: hipofibrinogenemia. Volume por unidade: 10 a 20 mL. Dose: 1 un/10 kg.
- PLASMA FRESCO CONGELADO
- Indicações:
- Deficiência múltipla de fatores de coagulação e sangramento ativo.
- Prevenção de sangramento em pacientes com deficiência de fatores de coagulação que serão submetidos a procedimentos invasivos ou com RNI > 1,5 ou TTPa > 1,5x o controle.
- ANTIMICROBIANOS
- Penicilina benzatina [Benzetacil®] 1.200.000 UI
- Administrar 1 a 2 ampolas IM, conforme a infecção. Observação: 1 ampola em casos de faringoamigdalite; 2 ampolas em caso de sífilis.
- Dose pediátrica:
- Menores de 27kg: 600.000 UI. Maiores de 27kg: 1.200.000 UI.
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] 500 + 125mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 8 horas.
- Dose pediátrica: 50 a 90 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Amoxicilina + clavulanato [Clavulin®] 875 + 125 mg – 30 comprimidos
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas.
- Dose pediátrica: 50 a 90 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Cefuroxima [Zinnat®] 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas
- Ceftriaxona [Rocefim®] 1 g
- Aplicar 2 ampolas (2 g) EV a cada 24 horas.
- Observação: em caso de infecção do SNC, dobrar dose para 2 g a cada 12 horas.
- Dose pediátrica: 50 a 100 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Cefepima 2 g
- Administrar 1 ampola EV a cada 8 horas.
- Dose pediátrica: 50 mg/kg/dia a cada 8 horas.
- Azitromicina 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 24 horas, por 5 dias.
- Dose pediátrica: 10 mg/kg/dia a cada 24 horas.
- Claritromicina 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas.
- Ciprofloxacino [Cipro®] 500 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas.
- Dose pediátrica: 20 a 30 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Ciprofloxacino [Cipro®] 400 mg/200 mL
- Administrar 1 bolsa EV a cada 12 horas.
- Dose pediátrica: 20 a 30 mg/kg/dia de a cada 12 horas.
- Levofloxacino [Alevo®] 750 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 24 horas.
- Dose pediátrica:
- 6 meses a 5 anos: 8 a 10 mg/kg/dose, a cada 12 horas. Maiores de 5 anos: 10 mg/kg/dose, 1 vez ao dia.
- Levofloxacino [Alevo®] 500 mg/100 mL
- Administrar 1 bolsa EV a cada 24 horas.
- Dose pediátrica:
- 6 meses a 5 anos: 8 a 10 mg/kg/dose, a cada 12 horas. Maiores de 5 anos: 10 mg/kg/dose, 1 vez ao dia.
- Fosfomicina [Monouril®] (3 g/envelope)
- Dissolver 1 envelope diluído em 100 a 150 mL de água. Tomar VO em dose única ao deitar.
- Piperacilina + tazobactam [Tazocin®] 4 g + 500 mg
- Administrar EV a cada 6 horas.
- Dose pediátrica: 100 mg/kg/dose a cada 8 horas.
- Sulfametoxazol + trimetoprima [Bactrim®] 800 + 160 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas.
- Dose pediátrica: 40 mg/kg/dia a cada 12 horas.
- Doxiciclina 100 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 12 horas.
- Meropenem 1 g
- Administrar 1 ampola EV a cada 8 horas.
- Dose pediátrica:
- Crianças de 3 meses a 12 anos: 10 a 40 mg/kg EV a cada 8 horas.
- Crianças > 50 kg: 500 a 1.000 mg EV a cada 8 horas.
- Metronidazol 400 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 8 horas.
- Dose pediátrica: 7,5 mg/kg/dose a cada 8 horas.
- Metronidazol 250 mg
- Tomar 2 comprimidos a cada 8 horas.
- Dose pediátrica: 7,5 mg/kg/dose a cada 8 horas.
- Nitrofurantoína 100 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Dose pediátrica: 5 a 7 mg/kg/dia a cada 6 horas.
- Cefalexina 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Dose pediátrica: 50 mg/kg/dia a cada 6 ou 8 horas.
- Clindamicina 300 mg
- Tomar 2 comprimidos a cada 6 horas.
- Dose pediátrica: 40 mg/kg/dia a cada 8 horas.
- Vancomicina 500 mg/frasco
- Diluir cada frasco em 250 mL de SF 0,9%.
- Dose de ataque: 25 a 30 mg/kg a cada 12 horas nas primeiras 24 horas.
- Dose de manutenção: 15 a 20mg/kg a cada 12 horas.
- Dose pediátrica: 40 a 60 mg/kg/dia a cada 6 ou 8 horas.
- Linezolida 600 mg/frasco
- Administrar 1 frasco a cada 12 horas.
- Oxacilina 500 mg/frasco
- Administrar 1 frasco a cada 4 horas.
- Dose pediátrica: 150 a 200 mg/kg/dia a cada 6 horas.
- ANALGÉSICOS
- Dipirona [Novalgina®] 1 g
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Dose pediátrica: 10 a 15 mg/kg/dose.
- Observação: 1 comprimido de 500 mg equivale a 20 gotas da solução oral de 500 mg/mL.
- Paracetamol [Tylenol®] 750 g
- Tomar 1 comprimido de a cada 8 horas.
- Se apresentação de 500 mg, tomar a cada 6 horas, sendo a dose máxima de 4 g.
- Dose pediátrica: 10 a 15 mg/kg/dose a cada 6 horas, sendo a dose máxima de 75 mg/kg/dia.
- Ibuprofeno 400 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 6 horas.
- Dose pediátrica: 10 mg/kg/dose a cada 8 horas. Equivalência na solução oral:
- 50 mg/mL: 2 gotas/kg.
- 100 mg/mL: 1 gota/kg.
- Cetoprofeno 150 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por no máximo 5 dias.
- Diclofenaco 50 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas, por no máximo 5 dias.
- Naproxeno [Flanax®] 500 mg
- Tomar 1 comprimido a cada 12 horas.
- Paracetamol 300 mg + cafeína 30 mg + carisoprodol 125 mg + diclofenaco 50 mg [Torsilax®, Tandrilax®]
- Tomar 1 comprimido a cada 8 ou 12 horas, por no máximo 7
- dias.
- Dipirona 1 g/2 mL – 1 ampola
- Administrar 1 ampola EV em bolus lento.
- Dose pediátrica: 10 a 15 mg/kg/dose.
- Tramadol 100 mg/2 mL – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL SF 0,9% e administrar IV em 30 minutos.
- Dose pediátrica: 1 a 2 mg/kg/dose a cada 6 horas.
- Cetoprofeno [Profenid®] (100 mg/2 mL) – 1 ampola
- Diluir 1 ampola em 100 mL de SF 0,9% e administrar em 20 minutos.
- Dose pediátrica:
- 1 a 6 anos: 1 mg/kg/dose a cada 8 horas.
- 7 a 11 anos: 25 mg/dose a cada 8 horas.
- Morfina (10 mg/mL) – 01 ampola
- Diluir 1 ampola em 10 mL de ABD e administrar 4 a 5 mL.
- Dose pediátrica: 0,1 a 0,2 mg/kg/dose.
- AMINAS VASOATIVAS
- BIZU: todas as drogas vasoativas possuem faixa terapêutica, compreendida entre a dose mínima e a dose máxima.
- Abaixo da dose mínima, a droga não costuma ter ação. Acima da dose máxima, a droga costuma causar problemas secundários, principalmente a intoxicação).
- A faixa terapêutica (FT) será apresentada na última linha de cada droga. É essencial saber controlar as bombas de infusão contínua para que, ao ajustar a velocidade de infusão, as administrações estejam sempre dentro dessa faixa.
- Noradrenalina (2 mg/ml - ampola de 4ml)
- Diluir 4 ampolas (16 mg) em 234 ml de SF 0,9% ou SG 5%.
- OU
- Diluir 8 ampolas (32 mg) em 218 mL de SG 5%. Fotossensível.
- FT: 0,05 a 2,0 mcg/kg/min.
- Dobutamina (250 mg/20 mL)
- Diluir 4 ampolas (80 mL) em 170 ml SF 0,9% (concentração de 4 mg/mL) e infundir em BIC, inicialmente a 2 mL/h.
- FT: 2,5 a 20 mcg/kg/min.
- BIZU: nesta apresentação, o valor da velocidade de infusão é aproximadamente o mesmo valor numérico da dose usual.
- OU
- Diluir 2 ampolas (40 mL) em 210 mL de SF 0,9% (concentração de 2 mg/mL) e infundir em BIC, inicialmente a 4 mL/h.
- Dose usual: 2,5 a 20 mcg/kg/min.
- BIZU: nesta apresentação, o valor da velocidade de infusão é aproximadamente o dobro do valor numérico da dose usual.
- Nitroglicerina [Tridil®] (50 mg/10 mL)
- Diluir 1 ampola (10 mL) em 240 mL de SF 0,9% (concentração
- de 200 mcg/mL).
- Infundir em BIC inicialmente a 1 a 2 mL/h e titular conforme pressão arterial.
- Dose inicial: 5 mcg/min.
- FT: 5 a 200 mcg/min.
- Nitroprussiato de sódio [Nipride®] (50 mg/2 mL)
- Diluir 1 ampola (2 mL) em 248 mL de SF 0,9% (concentração
- de 200 mcg/mL)
- Infundir em BIC inicialmente a 5 mL/h e titular conforme pressão arterial.
- OU
- Diluir 2 ampolas (4 mL) em 246 mL SF 0,9% (concentração:
- 400 mcg/mL).
- Infundir em BIC inicialmente a 2 a 3 mL/h, titulando conforme PA.
- FT: 0,3 a 2,0 mcg/kg/min.
- Dose máxima: 10 mcg/kg/min.
- Dopamina (50 mcg/10 mL - ampola)
- Diluir 5 ampolas em 200 mL de SF 0,9% ou SG 5%, resultando em uma concentração de 1.000 mcg/mL.
- Infundir em BIC.
- FT: 5 a 20 mcg/kg/min.
- Vasopressina (20 UI/ampola)
- Diluir 3 ampolas (60 UI) em 57 mL de SG 5 % ou SF 0,9%, resultando em uma concentração de 1 UI/mL.
- Infundir em BIC.
- Dose: 0,01 a 0,04 UI/min.
- INTUBAÇÃO
- BIZU: a intubação tem várias modalidades, entre elas: Sequência Rápida de Intubação (SRI), Sequência Atrasada de Intubação, Técnica KOBE e intubação acordada. Em contexto de pacientes de PS e Salas de Emergência, a SRI é mais amplamente utilizada.
- A Sequência Rápida de Intubação consiste na administração de um agente indutor (sedativo), seguida imediatamente por um bloqueador neuromuscular (BNM) de ação rápida e, em seguida, de um flush de soro, com o objetivo de induzir um estado de inconsciência e relaxamento muscular. Portanto, essa técnica, a mais utilizada, não exige uso de opioides nem outros tipos de analgesia.
- Exemplos de dose para adultos de 70 kg
- SEDATIVO:
- Escetamina (cetamina) – 50 mg/mL (ampola de 2 mL)
- Infundir 2 mL EV em bolus.
- Dose: 1,5 mg/kg.
- Início da ação: 45 a 60 segundos. Cardioestável.
- Dose pediátrica: 1 a 2 mg/kg, EV.
- Início da ação: 45 a 60 segundos.
- Duração do efeito: 10 a 20 minutos.
- OU
- Etomidato – 2 mg/mL (ampola de 10 mL)
- Infundir 10 mL EV em bolus.
- Dose: 0,3 mg/kg.
- Início da ação: 45 a 60 segundos. Cardioestável.
- Dose pediátrica: 0,3 mg/kg, EV. Início da ação: 15 a 45 segundos.
- Duração do efeito: 10 a 12 minutos.
- Na ausência destes sedativos cardioestáveis, há as seguintes alternativas:
- Propofol 10 mg/mL
- Infundir 10 mL EV em bolus.
- Dose: 1,5 mg/kg. Início da ação em menos de 50 segundos.
- Dose pediátrica: 1 a 1,5 mg/kg, EV. Início da ação: 15 a 45 segundos. Duração do efeito: 5 a 10 minutos.
- Midazolam 5 mg/mL
- Infundir 4 mL EV em bolus.
- Dose: 0,3 mg/kg.
- Início da ação: 120 a 150 segundos.
- Em pacientes hemodinamicamente instáveis, sugere-se dose de apenas 0,1 mg/kg devido à alta carga hipotensora. O início de ação será mais demorado.
- Dose pediátrica: 0,2 a 0,3 mg/kg, EV.
- Início da ação: 2 a 3 minutos.
- Duração do efeito: 30 a 45 minutos.
- BLOQUEADOR NEUROMUSCULAR:
- Rocurônio – 10 mg/mL Administrar 10 mL EV em bolus. Dose: 1,5 mg/kg.
- Tempo para paralisia: 60 segundos.
- Dose pediátrica: 1 mg/kg, EV.
- Início da ação: 30 a 60 segundos.
- Duração: 30 a 40 minutos.
- Vecurônio – ampola de 10 mg Administrar 2 ampolas EV em bolus. Dose: 0,1 a 0,3 mg/kg.
- Tempo para paralisia: 90 a 120 segundos.
- SucciniIcolina (Suxametônio) – 10 mg/mL (ampolas de 100 mg ou 500 mg)
- Administrar 10 mL (1 ampola), diluída em 10 mL de AD, EV em
- bolus.
- Dose: 1,5 mg/kg.
- Início da ação:
- EV: 30 a 60 segundos;
- IM: 120 a 180 segundos.
- Riscos: hipertermia maligna, hipercalemia, bradicardia, hipotensão.
- Em intubações fora do contexto da emergência, se for utilizado fentanil em bolus:
- Fentanil – 50 mcg/mL (ampolas de 2,5 mL e 10 mL) Dose: 1,5 mcg/kg
- Exemplo: paciente de 70 kg → administrar 2 mL IV lentamente durante 30 a 60 segundos.
- ATENÇÃO:
- Não há evidência na literatura de que a intubação seja um procedimento doloroso; por isso, a Sequência Rápida de Intubação (SRI) contempla somente sedativo e bloqueador neuromuscular, sem uso de analgésico.
- NÃO é recomendado realizar em pacientes chocados, devido ao efeito de simpatólise.
- NÃO é recomendado realizar em intubação de emergência (como na SRI), devido à meia-vida de 2 a 4 minutos do fentanil, o que exige aguardar antes da sequência rápida de sedativo e do bloqueador neuromuscular.
- NÃO administrar de forma rápida quando fizer o bolus, pois pode causar tórax rígido (perda de drive respiratório), revertido somente com bloqueador neuromuscular.
- Sedoanalgesia pós-intubação
- BIZU: Lembre-se de deixar preparada a sedoanalgesia pós-IOT antes do procedimento. Pacientes bloqueados não podem sair da sedação e permanecerem bloqueados!
- Propofol 10 mg/mL (ampola de 20 mL)
- 5 frascos (1000 mg) PURO. Iniciar a 20 mL/h.
- Concentração: 0,3 a 3 mg/kg/h.
- Midazolam 50 mg/10 mL
- Diluir 40 mL (4 ampolas) de midazolam em 60 mL de SF 0,9%
- Iniciar a 5 a 8 mL/h.
- Concentração: 0,02 a 0,2 mg/kg/h.
- Se estado de mal epiléptico: até 1 mg/kg/h.
- Fentanil 50 mcg/mL – ampola de 10 mL Administrar 4 frascos (2000 mcg) PURO, em BIC. Iniciar a 2 mL/h
- OU
- Diluir 40 mL (4 ampolas) de fentanil em 160 mL de NaCl 0,9%. Iniciar a 5 a 8 mL /h.
- Concentração: 0,7 a 2 mcg/kg/h.
- Cetamina 50 mg/mL – ampola de 10 mL
- Diluir 1 ampola em 90 mL de SG 5%.
- Iniciar administração EV em BIC a 3 a 6 mL/h.
- Dose: 0,3 a 1 mg/kg/h.
- CUIDADOS PALIATIVOS
- Manejo da dor
- Exemplo: paciente com dor moderada a intensa com componente neuropático.
- Dieta livre;
- Dipirona 500 mg
- Tomar 2 comprimidos VO a cada 4 horas, em caso de dor;
- Amitriptilina 25 mg
- Tomar 1 comprimido VO à noite;
- Tramadol 50 mg
- Tomar 1 comprimido VO em caso de dor intensa refratária.
- Exemplo: paciente com dor intensa refratária.
- Dieta livre.
- Morfina 10 mg/mL
- Diluir 1 mL em 9 mL de SF0,9% e administrar 4 mL da solução EV.
- Dipirona 500 mg
- Tomar 2 comprimidos de 6/6h VO, se dor;
- Tramadol 50 mg
- Tomar 1 comprimido VO em caso de dor intensa refratária à dipirona.
- Manejo da dispneia
- Se o paciente nunca usou opioide, o alívio da dispneia pode ser realizado da seguinte maneira:
- Codeína 30 mg
- Tomar 1 comprimido VO a cada 4 ou 6 horas. Indicada para casos de dispneia leve.
- Dose máxima: 360 mg/dia.
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- Morfina 10 mg
- Tomar 5 mg VO a cada 4 horas, ou administrar 2 mg (1 ampola) EV a cada 4 horas.
- Indicada para casos de dispneia moderada a intensa.
- Se necessário, a morfina pode ser administrada em BIC (refratariedade de sintomas, terminalidade de vida).
- 10 ampolas (10 mg/mL) em 90 mL de SF 0,9% → solução de 100 mg em 100mL = 1 mg/mL.
- Somar a dose diária EV de horário que estava sendo administrada e dividir ao longo de 24 horas para se obter a velocidade de infusão. Ajustar para mais ou para menos conforme a necessidade.
- Exemplo: paciente que utilizava 1 ampola a cada 4 horas possuía dose total diária de 12 mg. Dividindo essa dose pelas 24 horas do dia, obtém-se 0,5 mg/h. Assim, a velocidade inicial será de 0,5 mL/h.
- BIZU: se o paciente já utilizava opioides, deve-se aumentar a dose habitual em 25% e titular diariamente. Caso apresente escapes, ou seja, momentos entre as doses na qual a dispneia se faz presente, pode-se utilizar doses de resgates com cerca de 10 a 15% da dose diária do paciente.
- Manejo da tosse
- Codeína 30 mg
- Tomar 10 a 20 mg VO a cada 4 ou 6 horas, por 3 a 5 dias.
- Manejo da broncorreia e hipersalivação
- Nebulização com ipratrópio 0,25 mg/mL
- Administrar 20 a 40 gotas a cada 4, 6 ou 8 horas.
- Escopolamina [Buscopan®] 10 mg
- Dose: 20 mg VO, EV ou SC a cada 6 horas.
- Atropina 10 mg/mL (1%)
- Pingar uma ou duas gotas sublingual (SL) ou na mucosa jugal a cada 6 horas.
- Trata hipersalivação.
- Ótima opção para pacientes traqueostomizados.
- Manejo de náuseas e vômitos
- Ondansetrona 8 mg
- Tomar 1 comprimido SL a cada 8 horas.
- A mesma dose pode ser administrada via EV.
- Domperidona 10 mg
- Tomar 1 comprimido antes de cada refeição (3 vezes ao dia).
- Atua como procinético e é útil na redução da velocidade de esvaziamento gástrico (em pacientes diabéticos, por exemplo).
- Metoclopramida 5 mg/mL (ampola de 2 mL) Administrar 1 ampola EV a cada 8 horas, 3 vezes ao dia. Também atua como procinético.
- Bromoprida 10 mg/mL (ampola de 1 mL)
- Administrar 1 ampola EV a cada 8 horas, 3 vezes ao dia. Também atua como procinético.
- A mesma dose pode ser administrada VO.
- Haloperidol 5 mg/mL
- Administrar via EV 0,5 a 1 mL à noite (dose única, efeito prolongado).
- Pode ser administrado via SC, por hipodermóclise ou VO, nas mesmas dosagens.
- Dexametasona 4 mg/mL (ampola de 2,5 mL)
- Administrar 1 a 2 mL 1 vez ao dia como dose inicial. Se necessário, a dose pode ser aumentada progressivamente até o máximo de 1 mL a cada 6 horas.
- Usado para tratar náuseas crônicas.
- Não deve ser utilizado por tempo prolongado.
- Especial: GESTANTES
- Náuseas e vômitos
- Prescrição liberada (categorias A e B):
- Meclizina: 25 a 100 mg/dia VO.
- Dimenidrato: 50 a 100 mg VO a cada 4 ou 6 horas, imediatamente antes ou durante as refeições.
- Metoclopramida: 10 mg ou 53 gotas VO ou EV a cada 8 horas.
- Ondansetrona: 8 mg VO de 12/12ha cada 12 horas.
- Dor
- Prescrição liberada (categoria B):
- Paracetamol: 325 a 500 mg/dose VO a cada 4 horas. Alternativa: 750 a 1000 mg/dose a cada 6 horas.
- Dose máxima: 4 g/dia.
- Enxaqueca
- Uso com cautela (categoria C):
- Paracetamol: 500 mg + cafeína 65 mg: 2 comprimidos VO a cada 6 horas. Dose máxima: 2 comprimidos/dia; Dexametasona: 0,5 a 20 mg/dia VO.
- EV: diluir a ampola de 2 mg/mL ou de 4 mg/mL em 50 a 100 mL de SF 0,9% e administrar EV.
- Sumatriptano: 25 a 100 mg/dia VO. Se houver resposta à primeira dose, uma segunda dose pode ser administrada após 2 horas.
- Dispepsia
- Prescrição liberada (categoria B):
- Pantoprazol: 20 a 40 mg VO 1 vez ao dia antes do café da manhã; ou 40 mg EV em bolus, diluído em 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%. Administrar em 15 minutos.
- Omeprazol: 40 mg EV em bolus.
- Uso com cautela (categoria C):
- Omeprazol: 20 a 40 mg VO, 1 vez ao dia antes do café da manhã.
- Hidróxido de alumínio: 230 mg (2 a 4 comprimidos mastigáveis) VO cerca de 1 hora após as refeições e ao deitar.
- Simeticona: 40 mg VO 3 vezes ao dia; ou Luftal 16 gotas VO 3 vezes ao dia.
- Candidíase vaginal
- Prescrição liberada (categoria B):
- Clotrimazol creme 1%: 1 aplicação intravaginal à noite, por 7 dias.
- Clotrimazol creme 2%: 1 aplicação intravaginal, por 3 dias.
- Uso com cautela (categoria C):
- Miconazol creme 4%: 1 aplicação intravaginal à noite, por 3 dias. Miconazol creme 2%: 1 aplicação intravaginal à noite, por 7 dias. Nistatina creme 25.000 UI/g: 1 aplicação intravaginal à noite, por 7 a 14 dias.
- Paciente refere história de relações sexuais orais sem uso de proteção. Ao exame físico, observa-se lesão ulcerada em região palatal, sugestiva de etiologia infecciosa, com hipótese de doença sexualmente transmissível.
- Diante do quadro clínico e do antecedente epidemiológico, opta-se por tratamento com penicilina benzatínica, orientação de medidas sintomáticas e solicitação de exames para rastreio de DSTs.
- Paciente orientada quanto à importância do uso de preservativo, seguimento ambulatorial e retorno com resultados de exames ou em caso de piora dos sintomas.
- ECG Ritmo sinusal, frequência cardíaca dentro da normalidade, eixo elétrico normal, intervalos PR, QRS e QTc dentro dos limites fisiológicos, sem alterações de repolarização ventricular, sem sinais de isquemia aguda ou sobrecarga de câmaras.
- Campos pulmonares bem expansíveis, sem opacidades ou consolidações, silhueta cardíaca de dimensões preservadas, mediastino sem alargamento, seios costofrênicos livres, sem sinais de derrame pleural ou pneumotórax.
- paciente em bom estado geral, consciente, orientado em tempo e espaço, afebril, normocorado, hidratado, eupneico em ar ambiente. Sinais vitais dentro da normalidade. Ausculta cardíaca com bulhas normofonéticas em dois tempos, sem sopros. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. Abdome plano, flácido, indolor à palpação, sem visceromegalias. Extremidades sem edema, perfusão periférica preservada. Avaliação neurológica sem déficits focais, força muscular preservada em quatro membros, sensibilidade preservada, coordenação e marcha sem alterações, prova dedo-nariz e calcanhar-joelho normais, Romberg negativo, sem dismetria ou disdiadococinesia. Nervos cranianos sem alterações. Avaliação otoneurológica sem nistagmo espontâneo, teste de Dix-Hallpike negativo bilateralmente, Head Impulse Test sem alterações, sem sinais de vertigem central.
- - DEVIDO AO QUADRO CLINICO APRESENTADO, OPTA-SE POR SOLICITACAO DE ESTUDOS INVESTIGATIVOS INICIAIS.
- - ESCLAREÇO SOBRE O DIAGNÓSTICO PROVÁVEL;
- - PACIENTE CLIENTE, COMPREENDE E CONCORDA COM A CONDUTA.
- - ALERTO SINAIS DE GRAVIDADE COM AVISO A EQUIPE HOSPITALAR EM PRESENCA DE QUALQUER INTERCORRENCIA. PACIENTE COMPREENDE AS ORIENTAÇÕES E REFERE NÃO POSSUIR DUVIDAS.
- - SOLICITACAO DE ESTUDOS COMPLEMENTARES A CRITERIO DE MEDICO REAVALIADOR RESPONSAVEL, SE NECESSARIO.
- - PACIENTE DIRECIONADO A MEDICACAO EM REGULAR ESTADO GERAL E ORIENTADO A PERMANECER NA UNIDADE PARA CONHECIMENTO DOS RESULTADOS, SOB RISCO DE EVASAO
- REG LOTE CHAAA/ SAT 97% FC 103
- ECG 15, PUPILAS ISOCORICAS E FOTORREAGENTES, SEM SINAIS DE IRRITAÇÃO MENINGEA
- SINAL DE BRUDZINSKI E KERNING NEGATIVOS
- OROF: SEM HIPEREMIA, SEM EDEMA, SEM EXSUDATO DE TONSILAS, SEM EDEMA DE GLOTE
- AP: MV PRESENTE BILAT SEM RA
- AC: BRNF 2T SS
- ABD: RHA+, FLÁCIDO, NORMOTIMPÂNICO, INDOLOR A PALPAÇÃO, DB NEGATIVO, SEM SINAIS DE PERITONITE
- GIORDANO E LASEGUE NEGATIVOS
- MID: SEM EDEMA, PANTURRILHAS LIVRES, SEM EXANTEMA, PULSOS DISTAIS PALPAVEIS, SIMETRICOS, AMPLOS TEC< 3S
- MIE: EDENA 2+4+ EM REGIAO DE JOELHO D, DOR A PALPAÇÃO EM REGIAO POPLITEA.
- Evolução médica – Reavaliação
- Paciente com antecedente de internação recente por quadro de artrite séptica, atualmente em tratamento antibiótico e em acompanhamento ambulatorial. Durante consulta realizada hoje neste serviço, passa a referir quadro de dor torácica à direita, associada a dificuldade respiratória, caracterizando dor em pontada, de característica ventilatório-dependente, que se intensifica durante a inspiração profunda, levando o paciente a inibir o movimento respiratório, o que justifica a sensação de dispneia referida no momento.
- Ao exame físico, paciente em bom estado geral, consciente e orientado, hemodinamicamente estável. À palpação da região torácica direita, no local referido pelo paciente, observa-se reprodução da dor, com aumento da intensidade durante a inspiração profunda, compatível com dor ventilatório-dependente, sem outros achados relevantes ao exame físico cardiopulmonar no momento.
- Diante do quadro clínico apresentado, foram solicitados exames complementares, incluindo radiografia de tórax, eletrocardiograma e exames laboratoriais, com o objetivo de investigar possíveis causas cardiopulmonares e infecciosas.
- Eletrocardiograma realizado sem alterações agudas, não evidenciando sinais compatíveis com síndrome coronariana aguda, distúrbios de condução ou alterações isquêmicas. Radiografia de tórax sem alterações patológicas agudas, não sendo observados infiltrados, consolidações, derrame pleural ou outras alterações que justifiquem intervenção imediata.
- Paciente permanece estável, sem sinais clínicos de gravidade no momento da reavaliação. Diante dos achados clínicos e dos exames realizados até o momento, opta-se por manter acompanhamento clínico, permanecendo no aguardo dos resultados laboratoriais para continuidade da investigação diagnóstica e definição de conduta, conforme evolução do quadro.
- Evolução médica
- Paciente em acompanhamento neste serviço, avaliado por quadro de aumento de volume e dor em região parotídea, submetido a investigação complementar. Ultrassonografia de região cervical/parotídea evidenciou achados compatíveis com parotidite, sem sinais de abscesso ou coleções organizadas. Exames laboratoriais demonstram proteína C reativa levemente aumentada e leucocitose discreta (12.000 leucócitos), compatível com processo inflamatório em curso.
- No momento, paciente encontra-se em bom estado geral, hemodinamicamente estável, sem sinais clínicos de gravidade, sem febre alta ou comprometimento sistêmico importante, apresentando quadro compatível com parotidite sem complicações.
- Diante dos achados clínicos, laboratoriais e de imagem, opta-se por manejo conservador com tratamento sintomático, analgesia e medidas de suporte, mantendo acompanhamento ambulatorial. Orientado uso de analgésicos e anti-inflamatórios conforme necessidade, hidratação adequada, compressas mornas em região parotídea, massagem local suave e uso de sialogogos para estímulo da salivação. Orientada dieta leve, preferencialmente pastosa, evitando alimentos ácidos ou muito duros, além de manter adequada higiene oral.
- Paciente orientado quanto aos sinais de alerta, incluindo febre persistente, aumento importante do edema, saída de secreção purulenta, piora da dor ou dificuldade para abrir a boca, devendo retornar imediatamente ao serviço em caso de piora clínica.
- Ma
- ntém-se seguimento clínico e reavaliação conforme evolução do quadro.
- Evolução médica – Reavaliação
- Paciente reavaliada após consulta realizada na data de hoje neste serviço por quadro de diarreia profusa, de característica líquida, associada a dor abdominal difusa, tipo cólica, com episódios de dor em pontada, sem outros sintomas sistêmicos relevantes no momento.
- Durante a avaliação inicial foram solicitados exames complementares, incluindo ultrassonografia abdominal e exames laboratoriais, com o objetivo de investigar possíveis causas infecciosas ou inflamatórias do quadro gastrointestinal.
- Ultrassonografia abdominal sem achados patológicos agudos, não evidenciando alterações estruturais que justifiquem o quadro clínico. Exames laboratoriais demonstram leucocitose de 17.000 leucócitos com predomínio de segmentados, compatível com processo infeccioso bacteriano. Hemograma, ionograma, função renal, função hepática e exame de urina sem outras alterações relevantes.
- Diante do quadro clínico e dos achados laboratoriais, hipótese diagnóstica de gastroenterite aguda de provável etiologia bacteriana. Opta-se por tratamento clínico com antibioticoterapia com ciprofloxacina, associado a medidas de suporte e controle sintomático.
- Foram realizadas orientações quanto à hidratação rigorosa, dieta leve, fracionada, evitando alimentos gordurosos e irritativos, além do uso de medicações sintomáticas conforme necessidade. Orientada quanto a sinais de alerta, incluindo febre persistente, presença de sangue nas fezes, piora da dor abdominal, vômitos incoercíveis, sinais de desidratação ou ausência de melhora clínica, devendo retornar imediatamente ao serviço em caso de agravamento.
- Paciente encontra-se ciente das orientações, de acordo com a conduta proposta e seguirá em acompanhamento conforme evolução clínica.
- Evolução médica – Atendimento e reavaliação
- Paciente gestante, 16 semanas de gestação, em acompanhamento pré-natal, comparece ao serviço com queixa de cefaleia de início há aproximadamente 6 horas, de característica holocraniana, pulsátil, associada a fotofobia e sonofobia, além de um episódio de vômito. Refere ser o segundo episódio desde o início da gestação, negando história prévia de enxaqueca antes do período gestacional. Nega febre, alterações visuais, déficit neurológico focal, rigidez de nuca, hipertensão prévia ou outros sintomas associados. Relata alergia ao paracetamol.
- Ao exame físico, paciente em regular estado geral, consciente, orientada em tempo e espaço, afebril, normotensa, hemodinamicamente estável, frequência cardíaca dentro da normalidade, sem sinais de toxemia ou sofrimento agudo. Exame neurológico sem déficits focais, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais meníngeos. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Abdome gravídico compatível com idade gestacional, sem dor à palpação. Sem edema ou outros achados relevantes.
- Quadro clínico compatível com cefaleia tipo enxaqueca em gestante, sem sinais de alarme no momento da avaliação. Foram discutidas com a paciente as opções terapêuticas disponíveis, esclarecendo que o paracetamol constitui a primeira linha de tratamento durante a gestação, porém encontra-se contraindicado neste caso devido à alergia referida. Foram explicadas outras opções terapêuticas possíveis, bem como os riscos e limitações de uso durante a gestação.
- Após esclarecimento completo, paciente opta voluntariamente por não iniciar tratamento medicamentoso neste serviço e refere preferência por buscar avaliação junto à médica obstetra responsável pelo seu acompanhamento pré-natal, a fim de definir conjuntamente a melhor opção terapêutica.
- Realizadas orientações quanto a sinais de alarme, incluindo cefaleia intensa e persistente, piora progressiva da dor, alterações visuais, hipertensão, novos episódios de vômitos, febre, déficit neurológico, redução do estado de consciência ou qualquer piora clínica, sendo orientada a procurar imediatamente uma unidade de saúde caso ocorram.
- Paciente recebe alta voluntária, encontra-se ciente das orientações, dos riscos e das possíveis complicações, mantendo decisão de buscar avaliação com sua médica obstetra para continuidade da conduta.
- Paciente feminina, 74 anos, com antecedentes de múltiplos infartos agudos do miocárdio, insuficiência renal crônica, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e história prévia de labirintite, que retorna à unidade de terapia intensiva após completar 7 dias de tratamento com Ceftriaxona por quadro de Erisipela em membro inferior esquerdo.
- Refere que, durante os últimos dias de tratamento, evoluiu com piora progressiva do quadro local, caracterizada por aumento da área de rubor, intensificação do edema e persistência do processo inflamatório na perna esquerda. Relata que a piora do quadro cutâneo motivou o retorno ao serviço para reavaliação médica.
- Nega febre, calafrios, mal-estar geral, dor intensa, secreção purulenta, necrose cutânea ou outros sinais de repercussão sistêmica. Nega também dispneia, dor torácica ou sintomas urinários.
- Sem outras queixas no momento
- MEDICAMENTOS PARA INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL
- 0 FASE – PREDROGAS
- Em casos de pacientes hipotensos/chocado:
- - 2 ampola de nora em 92 ML de SG, 3-5 ml hora, ate subir pressão a mais de 9-10.
- - flush de adrenalina: 1 ampola de adrenalina diluída em 100 ml de solução, e fazer 1 a 2 ml em bolus.
- - metado de 1 amp de adrenalina em 19 ml de sf, da 25 mcg/ml, fazemos 0,5 a 1 ml em bolus
- 1 FASE – ANALGESIA
- Fentanil – 50 mcg/mL (ampolas de 2,5 mL e 10 mL)
- Dose: 1,5 mcg/kg (2-3) Não diluir, fazer 2-3 ML bolus.
- Exemplo: paciente de 70 kg → administrar 2 mL IV
- Lentamente durante 30 a 60 segundos.
- 2 FASE – INDUÇÃO
- Etomidato – 2 mg/mL (ampola de 10 mL)
- Infundir 10 mL EV em bolus.
- Dose: 0,3 mg/kg. Paciente 70 kg 21 mg 10 ML NÃO DILUI, INFUSÃO LENTA
- Início da ação: 45 a 60 segundos.
- Cardioestável. Não gera hipotensão
- Midazolam 5 mg/Ml AMP 15 ML
- Infundir 4 mL EV em bolus.
- Dose: 0,3 mg/kg. Paciente 70kg da 21 mg, podemos começar com 1 ampola de 15. NÃO DILUIR
- Início da ação: 120 a 150 segundos.
- Em pacientes hemodinamicamente instáveis, sugere-se dose de apenas 0,1 mg/kg devido à alta carga hipotensora.
- O início de ação será mais demorado.
- Escetamina (cetamina) – 50 mg/mL (ampola de 2 mL)
- Infundir 2 mL EV em bolus.
- Dose: 1,5 mg/kg. Paciente 70 kg AMP DE 2 ML, NÃO TEM DOSE MAXIMA, NÃO DILUIR
- Início da ação: 45 a 60 segundos.
- Cardioestável.
- Propofol 10 mg/mL
- Infundir 10 mL EV em bolus.paciente 70 kg 10 ml
- Dose: 1,5 mg/kg. Início da ação em menos de 50 segundos.
- 3 FASE – BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES
- Rocurônio – 10 mg/mL
- Administrar 10 mL EV em bolus.
- Dose: 1,5 mg/kg.
- Tempo para paralisia: 60 segundos.
- Duração: 30 a 40 minutos.
- Vecurônio – ampola de 10 mg
- Administrar 2 ampolas EV em bolus.
- Dose: 0,1 a 0,3 mg/kg.
- Tempo para paralisia: 90 a 120 segundos.
- SucciniIcolina (Suxametônio) – 10 mg/mL (ampolas de 100 mg ou 500 mg)
- Administrar 10 mL (1 ampola), diluída em 10 mL de AD, EV em bolus.
- Dose: 1,5 mg/kg. Dose máxima 150 mg. Paciente 70 kg, 10 ml.
- Início da ação:
- – EV: 30 a 60 segundos;
- – IM: 120 a 180 segundos.
- Riscos: hipertermia maligna, hipercalemia, bradicardia, hipotensão.
- Pode dar fasciculações, intubar depois da fasciculação.
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